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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Café Oceano explica alterações de temperatura da água na costa algarvia

Sob o tema “Água quente ou água fria na costa algarvia?” o investigador da UAlg e docente do curso de Ciências do Mar, Paulo Relvas, foi o convidado da edição de Abril do Café Oceano, que se realizou hoje, quinta-feira, a partir das 18:30 horas, no Pátio de Letras em Faro.



Por se situar na fronteira leste de um grande oceano, neste caso o Atlântico Norte, a costa portuguesa faz parte de um dos quatro sistemas oceânicos mundiais com características específicas. Estes sistemas possuem uma elevada produtividade biológica devido ao fenómeno do afloramento de águas sub-superficiais, que ocorre junto à margem continental por influência do vento. 

“O facto de este sistema que abrange a costa portuguesa ser interrompido pela entrada do Mediterrâneo, separando a Península Ibérica do Norte de África, torna-o único no mundo. O Cabo de São Vicente é o ponto culminante dessa descontinuidade e é o limite norte do Golfo de Cádis. Por isso, o Cabo de São Vicente e a costa do Algarve constituem pontos de grande interesse oceanográfico, conhecidos mundialmente, o devido às fortes interacções que aí ocorrem”, explica Paulo Relvas.

Muitos de nós já sentimos por experiência directa essa forte actividade do oceano. Por exemplo, a temperatura da água do mar ao largo da costa do Algarve tem grandes variações de temperatura em períodos muito curtos.

“Nesta conversa tentaremos ilustrar e perceber por que tal ocorre. Falaremos das massa de água presentes no oceano costeiro ao largo do Algarve, quais as suas características, interacções e qual a sua origem. Iremos descrever as condições ambientais que provocam o aumento ou a diminuição súbita da temperatura da água e tentar perceber os mecanismos físicos que provocam essas variações bruscas”, refere o investigador da UAlg.

Para atingir esse objectivo, Paulo Relvas vai também descrever as circulações típicas que se observam no oceano costeiro do Algarve, ou seja, as correntes oceânicas predominantes. 

Mais sobre o Café Oceano

O Café Oceano é um espaço de discussão informal sobre assuntos relacionados com o oceano que nasceu de uma ideia original dos alunos de Oceanografia da Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente (FCMA) e da Prof.ª Cristina Veiga Pires, também docente naquela faculdade. Esta tertúlia decorre normalmente uma vez por mês, ao fim do dia, num café/bar de Faro.



Para participar não é preciso ser especialista, só é necessária curiosidade e interesse pelas matérias em debate. O painel de especialistas que faz a apresentação mensal de cada tema, assim como a moderação da discussão (sempre assegurada por Cristina Veiga Pires), incentiva à participação de toda a população. “Quanto maior a diversidade de perspectivas melhor”, sublinha a mentora do projecto. A primeira edição do Café Oceano teve lugar no dia 19 de Maio de 2005, no Bar do Álvaro, em Gambelas.

Fonte: Região Sul

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=93774#

Imagens:

http://www.cafeoceano.blogspot.com/ - Poster do Tema “Água quente ou água fria na costa algarvia?”

http://www.europarl.europa.eu/eplive/expert/photo/20080825PHT35438/pict_20080825PHT35438.jpg - Mapa Global de Temperaturas Oceânicas
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Pedro Abrantes (NAMB)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Reservas marinhas em debate no Café Oceano

O novo paradigma para as reservas marinhas vai estar em debate esta quinta-feira, dia 19 de Fevereiro, pelas 18:30 horas, em mais uma edição do Café Oceano, que tem lugar no Pátio das Letras, em Faro, com a investigadora do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve, Alexandra Cunha. 

No seu conjunto, as áreas marinhas protegidas cobrem apenas 1 por cento da superfície dos oceanos. No entanto, muitos cientistas e organizações de conservação da natureza defendem que será necessário ir mais além na protecção dos oceanos, defendendo um novo paradigma de protecção dos oceanos e de gestão das pescas. 

Segundo Alexandra Cunha “este novo paradigma defende que a protecção marinha não deverá ser apanágio de algumas zonas seleccionadas e especiais, situadas junto da costa: as reservas devem ser a base e o sustentáculo de toda a gestão do mar”. 

“As áreas marinhas protegidas devem cobrir mais de 30% dos oceanos e deveriam ser complementadas por outro tipo de áreas marinhas protegidas, nas quais seriam autorizadas actividades de pesca com menor impacto ou, por exemplo, os arrastos” acrescenta a investigadora. 

Recorde-se que o Café Oceano é um espaço de discussão informal sobre assuntos relacionados com o oceano que surgiu de uma ideia original dos alunos de Oceanografia da Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente (FCMA) e da docente da UAlg Cristina Veiga Pires.

Fontes: Região Sul

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=92109

Imagens:

http://www.photographyblog.com/images/photo_of_the_week/20050306/Fishery.jpg - Fotografia da cara de um pescador

http://www.neo.aaualg.pt/fotos/Simbolo%20do%20curso%20de%20oceanografia.JPG – Logótipo do Núcleo de Estudantes de Oceanografia da Universidade do Algarve

http://www.clupesal.com.br/blog/media/blogs/peixe/corvinas2.jpg - Fotografia alusiva à pesca de Corvinas por arrastão

http://www.markelink.com/directorios/ct2008/fotos/ccmar-l00.gif - Logótipo do CCMAR – Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve
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Pedro Abrantes (NAMB)

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Café Oceano debate: quanto vale a Ria Formosa?


A última edição do Café Oceano, foi realizada esta quinta-feira, 23 de Outubro, cujo tema central incidiu na forma como se avalia o valor económico de um sistema ambiental/natural como a Ria Formosa, e teve como orador principal o Professor António Matias da Faculdade de Economia (FE) da Universidade do Algarve.





O ecossistema Ria Formosa é um activo ambiental que fornece determinados bens e serviços à comunidade, que podem ser valorizados do ponto de vista económico. Se há alguns bens e serviços que são transaccionados no mercado (como o peixe ou os moluscos, por exemplo), há outros que não são e que não têm preço.


A Ria Formosa, enquanto activo ambiental, desempenha três funções económicas principais: fornece recursos ao sistema produtivo, assimila resíduos provenientes de diversas actividades e constitui uma fonte directa de utilidade (o prazer que proporciona, por exemplo, a observação de um bonito pôr-do-sol).





“O que tentamos perceber é quanto é que as pessoas estão dispostas a pagar para ter todos estes benefícios, desde aqueles aos quais é possível atribuir um preço directo, mas também aos que têm um valor mais difícil de medir em termos económicos”, conclui António Matias.


Recorde-se, o Café Oceano é uma ideia dos alunos de Oceanografia da Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente (FCMA) e de Cristina Veiga Pires, também docente naquela faculdade, que debate assuntos relacionados com o oceano, uma vez por mês num café/bar de Faro.


O debate terá lugar na próxima quinta-feira, dia 30 de Outubro, no Pátio de Letras, na Rua Dr. Cândido Guerreiro, n.º 26-30, entre as 18:30 e as 20:30 horas.

Fonte:
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Pedro Abrantes (NAMB)