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sábado, 28 de novembro de 2009

Turismo algarvio quer voar mais alto com o “birdwatching”

Almargem, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e ERTA “tiraram o pulso” à observação de aves no Algarve e apostam no crescimento do turismo de natureza



No longínquo ano de 1969, John Cleese e Michael Palin, dupla integrante dos históricos Monty Python, apresentaram ao mundo um dos seus mais memoráveis sketches. 


Em “Dead Parrot”, a personagem interpretada por Cleese entra numa loja de animais com a intenção de devolver o exemplar que ali adquiriu da espécie “norwegian blue”, ou “norueguês azul”, alegando que este teria sido adquirido já sem vida. Segue-se então uma discussão entre Cleese e o dono da loja, interpretado por Palin, em que cada um apresenta uma visão diferente sobre o estado vital do dito pássaro. 

Não sendo necessária a presença de um observador de aves para perceber o estado finado do “norwegian blue” em questão, dono de uma “lindíssima plumagem”, a verdade é que o “birdwatching” é já uma actividade de turismo de natureza bem cimentada no panorama internacional. 

Um pouco por todo o mundo, cerca de 100 milhões de pessoas dedicam o seu tempo livre a observar aves. Este número, surpreendente para a grande maioria dos leigos na matéria, não será novidade para João Ministro, presidente da Almargem, e Alexandra Lopes, Coordenadora de Educação e Actividades da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), eles que apresentaram na passada quinta-feira no Hotel Vila Galé Albacora, em Tavira, um estudo sobre a situação actual do “birwatching” no Algarve, criado com o apoio da Entidade Regional de Turismo do Algarve (ERTA). 

Gerando um impacto financeiro na economia norte-americana a rondar os 82 milhões de dólares por ano, associados à criação de 670 mil postos de trabalho, esta actividade começa agora a dar os primeiros passos na região algarvia. 

Em “Birdwatching no Algarve”, as duas entidades levaram a cabo uma prospecção no terreno, tendo visitado cerca de trinta localizações na região, identificando os aspectos positivos e as carências de cada local tendo em conta a prática do “birdwatching”. 

Nuno Aires, presidente da Entidade Regional de Turismo do Algarve, presente na cerimónia, revelou aos presentes o seu desconhecimento inicial sobre os meandros desta actividade: “há um ano atrás não conhecia as potencialidades do Algarve para esta actividade”, revelou o responsável, considerando no entanto que “o futuro passará por reconhecer estes subprodutos, como o “birdwatching”, o turismo náutico e o turismo interior”, declarou. 

No estudo apresentado, a Almargem e a SPEA definiram dois tipos de zonas para a observação de aves: os “Hotspots” e as “Complementares”, sendo que na primeira categoria o estudo inclui cinco localizações específicas, consideradas perfeitas para o desenvolvimento desta actividade, nomeadamente Castro Marim, Ria Formosa, Lagoa dos Salgados, Península de Sagres e a Serra do Caldeirão. 

Para aproveitar o potencial destas localizações, propõe-se, entre outros pontos, a implementação de um plano de formação dirigido aos guias e aos operadores, tal como a criação de um estudo de mercado que inclua os números da procura, da oferta e o perfil dos observadores que visitam o Algarve. Este e outros elementos deverão ainda ser complementados com a criação de uma imagem de marca e a elaboração de um guia multilingue. 

Apostando em 2010 como o ano da consolidação desta oferta, os responsáveis pelo estudo e a ERTA, pela voz de Almeida Pires, prevêem ainda a participação em feiras e eventos da especialidade, no sentido de divulgar o produto a mercados como o Reino Unidos, Alemanha, Holanda e França. Esta ideia foi também confirmada pelo presidente da ERTA aos jornalistas: “a feira internacional mais importante decorre em Londres e realiza-se no princípio do Verão, portanto nessa altura já queremos ter produto para apresentar”, afirmou Nuno Aires. 

Para além da participação em festivais internacionais, as autoridades têm ainda o objectivo de realizar um “Festival de Aves do Algarve”, evento potencialmente integrado no Festival Europeu de Observação de Aves. 

Considerado por Anabela Lopes um “recurso amplo mas não inesgotável”, no “birdwatching” podia colocar-se o problema da sobreexploração dos recursos existentes, situação afastada por João Ministro ao Região Sul: “Por si só este já é um segmento que está relativamente enquadrado nas próprias preocupações ambientais, e por isso mesmo não nos preocupa muito”, afirmou o responsável da Almargem. 

Em relação aos benefícios económicos que os algarvios possam vir a colher desta actividade, Nuno Aires mostrou-se confiante no futuro: “o impacto económico não é fácil de medir nesta fase. Aquilo que sabemos é que, para já, em termos de procura há aqui um grande potencial”. 

Ainda na quinta-feira, foi também apresentado o projecto do Parque de Natureza de Tavira, que prevê, entre outras estruturas, a reconversão de duas lagoas de uma ETAR em desactivação para acolher estruturas para a observação de aves.

Fonte: Região Sul

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=99622#

Imagem:

http://panodajangada.files.wordpress.com/2009/08/birdwatching2tu9.jpg - Fotografia de criança a olhar por binóculos

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Pedro Abrantes (NAMB)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Descargas ilegais na Ribeira do Tronco na Fuzeta

Devido às denúncias feitas, por um vizinho do Hotel Vila Monte, a SIC esteve em Moncarapacho, a confirmar a poluição, que esta unidade hoteleira está a fazer na ribeira do Tronco.



Esse assunto foi abordado pelo Olhão Livre no dia 20 de Maio de 2009 depois de denúncias feitas no Fórum Olhão, por um membro desse Fórum.

Esperemos que haja multa e não função pedagógica, como fez a CCDRA à C.M.O. no caso da lixeira, clandestina e ilegal que esta teima em manter em Quelfes.

Esperemos também, que a coima a aplicar pela ARH ao poluidor seja, no mínimo, maior do que a pequena fortuna com que esta mesma entidade quer autuar os proprietários de poços, noras, furos de captação de água, minas de água e fossas que não façam a sua declaração.



A CMO devia ser chamada à pedra, pela situação daquele estabelecimento Hoteleiro, pois já no tempo em que era a Quinta do Adolfo, nunca fez a ETAR a que era obrigado, tendo, mesmo assim sido licenciado.

Os cidadãos começam a perder o medo! E começam a denunciar as situações, exercendo assim o seu direito de cidadania que tanto é apregoado, mas que os responsáveis autárquicos, tentam impedir, para que tudo continue na mesma.

Por esse motivo eu aceitei fazer parte de um projecto, ao participar neste blog. Não me arrependo e vejo que os cidadãos estão a corresponder, ao nosso apelo de participar na vida politica do nosso concelho, quer em denúncias como esta, quer em visitas, pois o Olhão Livre acaba hoje de passar a barreira das 50000 visitas em 15 meses.



Obrigado a quem nos visita! É sinal que somos um blog que tem cumprido o papel para que foi criado.

Para além da SIC, esteve lá a Lusa, a TVI, o Correio da Manhã e o Diário de Notícias.

Fonte: Olhão Livre

http://olhaolivre.blogspot.com/2009/05/sic-em-moncarapacho.html

http://somosolhao.blogs.sapo.pt/ - Álbum de fotografias

Imagens:

http://picasaweb.google.pt/csoares.brejo/RibeiraDeMoncarapacho?feat=directlink#5337563042878879922 – Fotografia da Ribeira do Tronco com água contaminada após a descarga

http://picasaweb.google.pt/csoares.brejo/RibeiraDeMoncarapacho?feat=directlink#5337561792637346082 – Fotografia de satélite do mapa daquele local

http://picasaweb.google.pt/csoares.brejo/RibeiraDeMoncarapacho?feat=directlink#5337562899540720338 – Fotografia do tubo de descarga na Ribeira do Tronco

http://picasaweb.google.pt/csoares.brejo/RibeiraDeMoncarapacho?feat=directlink# - Várias fotografias das descargas ilegais do Hotel na Ribeira em questão

Pedro Abrantes (NAMB)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Algarve: mais de cem aves encontradas mortas numa ETAR

Mais de cem patos e outras aves foram descobertos mortos nos últimos quinze dias na estação que trata a maior parte das águas residuais provenientes de Faro, situada junto a Olhão, disse fonte da Águas do Algarve. 



De acordo com a mesma fonte, as aves poderão ter sucumbido a uma doença chamada botulismo, embora só os exames que estão a ser realizados aos animais possam revelar qual a causa das mortes.

Desde há quinze dias até meados da passada semana foram contabilizadas cerca de noventa aves mortas, tendo segunda-feira sido removidas mais algumas dezenas, acrescentou a Águas do Algarve.

Alguns dos exemplares são enviados para análise e outros para uma estação de incineração em Beja, disse a mesma fonte, remetendo mais pormenores sobre as causas para quando se obtiverem resultados.



A situação já não é nova, segundo a mesma fonte, embora a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Faro Nascente, onde foram detectadas as mortes, só seja explorada pela empresa desde Abril do ano passado.

A ETAR em causa é apelidada de estação de lagunagem, o que significa que funciona com base em baixa tecnologia e sem recurso a equipamentos ou produtos químicos, acrescenta a Águas do Algarve.

Situa-se entre Faro e Olhão, junto à Lagoa dos Salgados e é a estação responsável por tratar a maior parte das águas residuais provenientes da capital algarvia.



A situação está a ser acompanhada por técnicos da Câmara de Faro, Parque Natural da Ria Formosa (PNRF), Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve (DRAPALG) e CCDR/Algarve. 

Fonte: O Blog Verde e IOL Portugal Diário

http://o-blog-verde.blogs.sapo.pt/65818.html

http://diario.iol.pt/

Imagens:

http://img.rtp.pt/noticias/images/articles/356692/offavesmortas_15904_7_11_N.jpg - Notícia na RTP 1

http://www.markelink.com/directorios/Amb2008/fotos/aguas-algarve-l01.gif - Logótipo da Empresa Águas do Algarve e das suas certificações

http://www.mikaels.eu/files/Dead-bird.JPG - Fotografia de uma ave morta
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Pedro Abrantes (NAMB)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Tertúlia dos Cafetantes debate aproveitamento das águas das ETARs

A Recreativa (rica) de Olhão recebe dia 15 de Abril uma palestra sobre o aproveitamento das águas das ETARs, com Manuel da Silva Costa que tem vindo a estudar a resolução deste problema e apontando para uma reutilização das águas. 



“Os milhares de hectolitros de águas impróprias que diariamente as ETARs descarregam na Ria Formosa são os maiores responsáveis pela poluição e ameaça a este sensível ecossistema” explica em comunicado a Tertúlia dos Cafetantes, grupo que organiza o evento. 



A palestra tem início pelas 21:30 horas.

Fonte: Região Sul

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=93486

Imagens:

http://www.palmbeachhouseplants.com/images/Watering.jpg - Fotografia de uma menina a regar um vaso com flores

http://cancrosdorio.blogs.sapo.pt/arquivo/etar-amares-cavado.jpg - Fotografia de águas residuais
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Pedro Abrantes (NAMB)

segunda-feira, 16 de março de 2009

Avionetas contra as aves nos Salgados

A passagem de avionetas de publicidade sobre a Lagoa dos Salgados preocupa a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), que enviou uma carta à câmara de Portimão. Autarquia diz que pouco pode fazer. 



A Lagoa dos Salgados, próximo de Pêra (concelho de Silves), é um imenso paraíso de água doce para inúmeras espécies de aves aquáticas e constitui também um laboratório “vivo” para os estudiosos, que das margens, munidos de binóculos, telescópios e máquinas fotográficas, observam os hábitos dos pássaros.

Além da salinização a que de tempos a tempos é sujeita e da seca, o imenso reservatório de água alimentado em grande parte pelas ETAR vizinhas está a sofrer uma ameaça que vem do ar: as avionetas que levam mensagens aos muitos veraneantes da zona, nas praias situadas entre Armação de Pêra e Albufeira. 



Com publicidade nas faixas que só é possível ler num dos sentidos – normalmente de oeste para leste sobre o mar -, as máquinas voadoras fazem depois a “volta” pelo lado de terra e, no caminho, passam pela Lagoa, espantando as aves, que – pelo menos algumas delas, como os colhereiros e os flamingos - acabam por abandonar o local.

O problema é explicado numa carta que a SPEA enviou já no início deste mês à câmara de Portimão, pedindo-lhe que avise os pilotos que saem do aeródromo municipal para que alterem as rotas terrestres das aeronaves.



“Temos constatado que nos últimos dois anos as avionetas com fins publicitários efectuam trajectórias que passam por cima da Lagoa dos Salgados, o que provoca uma grande perturbação na avifauna”, lamenta a coordenadora de actividades e educação ambiental da SPEA, Alexandra Lopes, que assina a missiva dirigida directamente ao presidente do município, Manuel da Luz, a que o OA teve acesso.

Além do perigo de abandono do local por parte dos mais sensíveis colhereiros e flamingos, a SPEA garante que outras espécies como a garça-vermelha, o garçote e a andorinha-do-mar-anã, que nidificam mais tarde do que a maioria das aves, têm grande dificuldade em lidar com o ruído provocado pelos motores.



Perigo para os próprios pilotos


Como alternativa aos Salgados, a Sociedade sugere que a rota das avionetas, seja deslocada mais para sul, por cima da Praia Grande, onde se concentram mais pessoas, que são afinal - constata a SPEA não resistindo a uma pontinha de ironia – a quem “as mensagens das avionetas se destinam”.

Para enquadrar o pedido, a SPEA explica que a Lagoa dos Salgados é uma das 90 Áreas Importantes para as Aves (IBAs, do inglês Important Bird Areas) existentes em Portugal, seleccionadas cientificamente a nível internacional como os sítios mais representativos para a protecção das aves em todo o mundo, que são monitorizadas por cientistas e entusiastas da avifauna. 


A resposta da Câmara de Portimão não se fez esperar: fonte do gabinete do presidente da autarquia garantiu ao OA que o aeródromo municipal, a dezenas de quilómetros dos Salgados, pouco pode fazer – já que não gere o espaço aéreo, o que compete ao INAC (Instituto Nacional da Aviação Civil -, mas tratando-se de avionetas de baixa altitude enviou a cada uma das empresas que operam com publicidade aérea uma cópia da carta da SPEA.

“Ficámos sensibilizados com o pedido da SPEA e não quisemos que o pedido caísse em saco roto, pelo que colocámos o problema a quem pode verdadeiramente mudar essas rotas de baixa altitude”, acrescentou a mesma fonte.


Esperam assim o município e os observadores e estudiosos de aves que as rotas sejam alteradas, até porque, disse ao OA um ambientalista da Almagem, a passagem sobre aquele habitat aquático, pode pôr em risco a vida dos ocupantes dos aparelhos, se houver colisão com uma ave em debandada.

Fontes: Observatório do Algarve

http://www.algarveobserver.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=21288

Imagens:

http://static.guim.co.uk/Guardian/environment/gallery/2008/oct/16/2/GD9185659@epa01518640-A-bevy-of-5637.jpg – Fotografia de Gansos a levantar voo 

http://content.epson-europe.com/environment/biodiversity/en/downloads/SPEA_LOGO_V_M_CMYK.jpg - Logótipo da SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves

http://blog.cleveland.com/metro/2009/01/large_Hopkins-Birds.jpg - Fotografia de avião a ir de encontro a um bando de pássaros em voo

http://www.inac.pt/ - Logótipo do INAC – Instituto Nacional de Aviação Civil, I.P.

http://i84.photobucket.com/albums/k39/nop57751/Algarve/Aereas/GolfedosSalgados.jpg - Fotografia aérea da Lagoa dos Salgados, da Praia e Campo de Golfe

http://4.bp.blogspot.com/_eAvtaeV85KM/SJAruo5nwQI/AAAAAAAAAqg/0vJGACXJlqc/s400/bonecos1_paulo%2520alves.bmp – Imagem cartoon alusivo à observação de aves
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Pedro Abrantes (NAMB)

terça-feira, 10 de março de 2009

SOMOS OLHÃO! Queixa crime Ambiental

Este projecto de cidadania activa apresenta queixa à Comissão Europeia por incumprimento da aplicação de direito comunitário em matéria de Ambiente na Ria Formosa.



Vão entregar uma Queixa à Comissão Europeia por Inobservância de Legislação Comunitária em matéria de ambiente e violação de directiva sobre o tratamento de águas residuais urbanas, ETAR’s e esgotos directos, na Ria Formosa, bem como anunciar o lançamento de uma Petição a entregar ao Parlamento Europeu.



Convida todos os interessados a comparecerem na próxima quinta-feira, dia 12 de Março, pelas 10h30, junto à entrada para o cais de embarque para as ilhas, ao Jardim Patrão Lopes, em Olhão, para o Encontro com a Comunicação Social e Órgãos de Imprensa para dar a conhecer a Queixa. 

Somos Olhão! em http://somosolhao.blogs.sapo.pt/ 
Email: somosolhao@gmail.com  
Fax: 289 119 000

Telem.: 927749431


terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Lixeira a céu aberto em Olhão já chegou à CCDRAlg

A Câmara de Olhão está a utilizar um terreno situado perto do novo Cemitério, na estrada entre a cidade e Quelfes, para depositar lixo.

A denúncia surgiu da associação cívica olhanense “Somos Olhão!” e já motivou a deslocação do Serviço de Protecção da Natureza (SEPNA) da GNR ao local, segundo o que o “barlavento” apurou junto desta força policial.

O nosso jornal (Barlavento) esteve no local e constatou que, num terreno vedado, onde se podem ler junto do portão dois cartazes, um a avisar que se trata de uma propriedade privada e outro, curiosamente, a proibir o vazamento de entulho, se amontoa lixo de diversa espécie. 

Além de resíduos verdes, que serviam na altura de pasto a um rebanho de cabras, também era possível ver, numa zona mais interna do terreno, sacos de plástico amontoados e outro tipo de lixo. 

O SEPNA ter-se-á deparado com um cenário muito semelhante, uma vez que esteve no local poucos dias antes da reportagem do “barlavento”, no “dia a seguir à denúncia” da associação “Somos Olhão!” ter sido feita.

Ainda assim, a autarquia não terá sido autuada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, que disse ao nosso jornal também ter sido informada do assunto e que já havia agendado uma reunião com o executivo camarário olhanense, no sentido de resolver a situação. 

“Existe uma lixeira que não está legalizada. Esta semana vamos ter uma reunião e dizer à autarquia que terá de cumprir uma série de requisitos”, revelou fonte da CCDRA. “Estamos, de forma pedagógica, a tentar resolver esta situação”, adiantou.

A Câmara de Olhão defendeu-se e disse ao “barlavento” que não se trata de uma lixeira e sim de uma “estação de transferência”, onde os serviços depositam o lixo que recolhem em vários pontos do concelho, antes de os separar e dar seguimento, nomeadamente para os aterros da empresa ALGAR.

Mas, da parte da CCDRA, chega a garantia de que esta situação “é semelhante à que aconteceu em Lagoa”, que o “barlavento” revelou em Outubro do ano passado. 

Neste caso, tratava-se da antiga lixeira municipal, que nunca foi desactivada, mesmo com a entrada em funcionamento do Aterro Sanitário do Barlavento. Também aqui a CCDRA optou por uma atitude pedagógica. 

Além destes dois casos, existem mais “três ou quatro” referenciados no Algarve, diz a CCDRA. “O que as autarquias têm de fazer é formalizar a situação e passar a cumprir os requisitos necessários” para manterem um depósito desta natureza, ainda que temporariamente.

É que, mesmo cumprindo estes requisitos, a ideia é que se crie um plano que permita eliminar estas áreas a médio prazo, através da transferência destes resíduos para os locais próprios e encerramento dos depósitos improvisados.

No caso de Lagoa, também foi realizada uma reunião entre a CCDRA e a autarquia local, após a qual a Câmara de Lagoa foi obrigada a retirar todos os resíduos da lixeira. O porta-voz daquela entidade deu a entender que o procedimento em relação a Olhão será parecido.

Ainda há bem pouco tempo a empresa ALGAR, responsável pela recolha e tratamento dos resíduos sólidos urbanos na região, foi galardoada com a certificação de qualidade ambiental ISO 14000. 

Apesar de esta entidade não ter responsabilidade nestes casos, a existência de lixeiras a céu aberto pode comprometer a imagem de um Algarve amigo do ambiente, que esta certificação atesta.

Assim, o objectivo da CCDRA é tratar destas situações através do diálogo, para que seja possível criar uma programação “para as extinguir de vez”.

Em pleno século XXI, ainda existem situações destas em pleno Algarve, uma zona conhecida pelo turismo, mas que mostra que está muito atrasada em termos ambientais, Olhão será o pior exemplo nesta região. Lixeiras a céu aberto, ETAR's deficientes em que o cheiro é insuportável. Uma cidade que tem a fama de ser a Capital da Ria Formosa, mas no que diz respeito ao ambiente tem muito pouco.

Fontes: Tempo no Algarve

http://temponoalgarve.blogs.sapo.pt/180994.html

Imagens:

http://temponoalgarve.blogs.sapo.pt/180994.html

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Pedro Abrantes (NAMB)