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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Tertúlia dos Cafetantes debate aproveitamento das águas das ETARs

A Recreativa (rica) de Olhão recebe dia 15 de Abril uma palestra sobre o aproveitamento das águas das ETARs, com Manuel da Silva Costa que tem vindo a estudar a resolução deste problema e apontando para uma reutilização das águas. 



“Os milhares de hectolitros de águas impróprias que diariamente as ETARs descarregam na Ria Formosa são os maiores responsáveis pela poluição e ameaça a este sensível ecossistema” explica em comunicado a Tertúlia dos Cafetantes, grupo que organiza o evento. 



A palestra tem início pelas 21:30 horas.

Fonte: Região Sul

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=93486

Imagens:

http://www.palmbeachhouseplants.com/images/Watering.jpg - Fotografia de uma menina a regar um vaso com flores

http://cancrosdorio.blogs.sapo.pt/arquivo/etar-amares-cavado.jpg - Fotografia de águas residuais
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Pedro Abrantes (NAMB)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

UNESCO baptiza centro em Olhão

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O Algarve vai ter um centro internacional de investigação na área da gestão dos recursos hídricos. Minimizar impacto de um tsunami é um dos objectivos.

Peritos da organização estão hoje no Algarve a avaliar as condições para instalar na região um centro UNESCO na área da ecohidrologia costeira, um projecto que envolve três ministérios e outras entidades. 

No mundo inteiro, existem apenas 17 centros do género sob a égide daquela organização internacional, um conjunto restrito que vai contar agora com mais um equipamento, cujos laboratórios ficarão instalados em Olhão.

Segundo o responsável pela proposta apresentada à UNESCO, Luís Chícharo, o centro, apesar de ter o apoio científico da instituição que impulsionou o projecto, será autónomo da Universidade do Algarve.

Um edifício está a ser construído em Olhão para acolher os laboratórios, que de início funcionarão num outro espaço, prevendo-se que em Faro funcione o secretariado e que haja uma estação de campo em Vila Real de Santo António.

Esta estação de campo deverá estar preparada para receber cursos internacionais e servir como zona para ensaiar algum trabalho prático na área da ecohidrologia, cujas aplicações se estendem a vários níveis.

Como exemplo, Luís Chícharo comparou a abordagem usada na ecohidrologia à medicina alternativa, onde em vez de se ministrar antibióticos e agir de forma drástica, se age de forma preventiva para melhor gerir os recursos.

"A ideia é melhorar o funcionamento dos sistemas aquáticos usando os processos internos dos próprios ecossistemas", referiu, acrescentando que a aposta está na prevenção e não em agir drasticamente. 

'Sentido proibido' para tsunamis

Uma das aplicações possíveis é, segundo aquele docente da Universidade do Algarve, por exemplo, a plantação de árvores junto às zonas costeiras para a protecção contra tsunamis.

"Se houver árvores plantadas perto das zonas costeiras, forma-se uma barreira natural que pode minimizar o impacto da onda e atenuar uma possível catástrofe", exemplificou.

Outras aplicações que usam os mecanismos naturais do próprio ecossistema para solucionar problemas hídricos podem ser a utilização de bivalves para filtrar a poluição ou de plantas para reter excesso de nutrientes.

"A vantagem é que são sistemas muito baratos e que podem ser exportados para países em desenvolvimento, uma questão que tem merecido a atenção da UNESCO", sublinha Luís Chícharo. 

Segundo o professor, a instalação de um centro do género em Portugal assume uma grande importância porque representa quase uma mudança de paradigma, já que vez de importar, como habitualmente, Portugal poderá exportar conhecimento.

A candidatura portuguesa à instalação do centro da UNESCO foi apresentada em Janeiro deste ano e desenvolvida pela Comissão Nacional do Programa Hidrológico e contou com o apoio científico da Universidade do Algarve.

Em Abril, deverá ser apresentado o relatório elaborado pelos peritos que estão de visita ao Algarve, que se encontram no terreno já na fase final do estudo de viabilidade para a implantação do centro.

A proposta deverá merecer aprovação definitiva e formal na próxima reunião da Conferência Geral da UNESCO, altura em que se juntam os 193 países da organização, que têm que ratificá-la.

Nas avaliações que estão em curso no Algarve, participam representantes de três ministérios, Ciência e Tecnologia, Ambiente e Negócios Estrangeiros, a par de autarquias e entidades locais de gestão da água.

Fontes: Observatório do Algarve

http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=26488

Imagens:

http://resistir.info/eua/imagens/tsunami.jpg - Fotografia de Tsunami a atingir uma cidade costeira

http://www.esec-filipa-vilhena.rcts.pt/images/unesco_1.gif - Logótipo da UNESCO

http://nature.zip.net/images/tsunami_boy.jpg - Imagem de onda no deserto

http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=973269 – Imagem de Ondas sonoras

http://www.frankiedrk.de/Pics/tsunami.jpg - Fotografia de várias Ondas

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Pedro Abrantes (NAMB)

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Café Oceano debate: quanto vale a Ria Formosa?


A última edição do Café Oceano, foi realizada esta quinta-feira, 23 de Outubro, cujo tema central incidiu na forma como se avalia o valor económico de um sistema ambiental/natural como a Ria Formosa, e teve como orador principal o Professor António Matias da Faculdade de Economia (FE) da Universidade do Algarve.





O ecossistema Ria Formosa é um activo ambiental que fornece determinados bens e serviços à comunidade, que podem ser valorizados do ponto de vista económico. Se há alguns bens e serviços que são transaccionados no mercado (como o peixe ou os moluscos, por exemplo), há outros que não são e que não têm preço.


A Ria Formosa, enquanto activo ambiental, desempenha três funções económicas principais: fornece recursos ao sistema produtivo, assimila resíduos provenientes de diversas actividades e constitui uma fonte directa de utilidade (o prazer que proporciona, por exemplo, a observação de um bonito pôr-do-sol).





“O que tentamos perceber é quanto é que as pessoas estão dispostas a pagar para ter todos estes benefícios, desde aqueles aos quais é possível atribuir um preço directo, mas também aos que têm um valor mais difícil de medir em termos económicos”, conclui António Matias.


Recorde-se, o Café Oceano é uma ideia dos alunos de Oceanografia da Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente (FCMA) e de Cristina Veiga Pires, também docente naquela faculdade, que debate assuntos relacionados com o oceano, uma vez por mês num café/bar de Faro.


O debate terá lugar na próxima quinta-feira, dia 30 de Outubro, no Pátio de Letras, na Rua Dr. Cândido Guerreiro, n.º 26-30, entre as 18:30 e as 20:30 horas.

Fonte:
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Pedro Abrantes (NAMB)