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sexta-feira, 10 de abril de 2009

1º ENCONTRO LUSO-IBÉRICO KAYAK MAR - RIA FORMOSA 1º de Maio

Junta-te a esta iniciativa única e vem interagir com o fantástico Ambiente da Ria Formosa, ajuda a dinamizar esta actividade tão saudável e divertida, mais se considerarmos as condições envolventes (espelhos de água da Ria Formosa), ideais para a prática desta modalidade em particular.



Ponto de Encontro - Posto Naútico do Sport Faro e Benfica (Doca de Faro no Algarve)

Dia 2 (Sábado)

8:30 - Concentração no Posto Náutico SFB.
9:30 - Saída com destino a Ilha do Farol, passando pelo Canal Sete Águas, com direcção à Barrinha Nova (Praia de Faro).
14:00 - Paragem na Ilha Farol para almoço.
19:00 - Chegada a Ilha da Culatra (jantar c/pernoita).
 
Dia 3 (Domingo)

9:00 - Passeio (a pé) pela Ilha da Culatra.
10:00 - Saída com destino a Faro (Canal principal da Ilha do Farol).
11:30 - Paragem na Ilha Deserta.
14:00 - Chegada a Faro (Posto Náutico SFB)

14:30 - Almoço confraternização e despedida dos participantes.



Inclui os serviços:

 
- Seguro de acidente
- Almoço (lanche de Mar) no 1º dia da actividade.
- Jantar (Ilha da Culatra). 
- Almoço (Faro) dia da despedida.
- Acantonamento na Ilha Culatra (participantes levam saco dormir).
- Serviço de embarcação de Apoio
- T-Shirt
- Diploma participação + Medalha

Número de participantes entre 60 a 70, confirmação da inscrição até ao dia 20 de Abril.

Contacto para inscrição e mais informações: Michael Ferrada - michael_ferrada@yahoo.co.uk

Inscrição no valor de 30 euros.


Fonte: Sport Faro e Benfica

Imagens:

Fotografias de um convívio de Kayak em 2008 na Ria Formosa, mais propriamente na Praia de Faro.

Mapas da Ria Formosa, com indicação da zona da actividade em causa, e respectivo itinerário, com o trajecto da ida (20km) e depois da volta (13km).
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Pedro Abrantes (NAMB)

sábado, 27 de dezembro de 2008

Águia de Bonelli ganha protecção especial

Foram precisos seis anos até serem criadas no Algarve Zonas de Protecção Especial, em Monchique e no Caldeirão, para a preservação da águia de Bonelli.


Apesar de já contempladas na União Europeia, como Zonas de Protecção Especial, Monchique e a Serra do Caldeirão ainda não constavam na legislação portuguesa como ZPE, e só agora, na última reunião do Conselho de Ministros, foram efectivamente criadas.

A situação remonta a Junho de 2000, altura em que a Sociedade Portuguesa do Estudo das Aves formalizou uma queixa na Comissão Europeia, face à insuficiência de Zonas de Protecção Especial (ZPE) para a conservação de espécies de aves prioritárias, como a Águia-de-Bonelli (Hieraaetus fasciatus).

Em resposta, o Estado português indicou as duas áreas como ZPE à Comissão Europeia, mas “esqueceu-se” de as transpor para a legislação nacional.

“O custo que isto teve foi que estas áreas não eram classificadas e como tal não foi criado nenhum projecto de gestão, por exemplo com fundos de apoio à produção florestal”, salienta ao Observatório do Algarve Domingos Leitão, da Sociedade Portuguesa do Estudo das Aves.


O especialista garante que, só no Algarve, existirão actualmente cerca de 30 casais da Águia de Bonelli (também conhecida por águia-perdigueira), aproximadamente um terço do total a nível do país. “Isso já dá para ter uma ideia da importância destes dois sítios classificados, a nível nacional”, afirma.

Também João Ministro, da associação ambientalista Almargem, critica a lentidão do processo e defende que agora tudo está “nas mãos” do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), em articulação com os municípios.

“A importância deste decreto depende do papel do ICNB e da forma como estas áreas sejam geridas em parceria com as autarquias. A Costa Vicentina também é uma ZPE e veja que não faltam empreendimentos, a Ria Formosa é uma ZPE e não falta pressão urbanística”, afirma ao Observatório do Algarve.

João Ministro reconhece que muitas vezes as classificações “são inúteis”, sendo necessário definir uma estratégia que possa encontrar oportunidades de financiamento, tanto para a preservação das espécies como para o desenvolvimento das actividades agro-florestais.

Na realidade, os proprietários agrícolas ou produtores florestais das áreas abrangidas pelas Zonas de Protecção Especial, reconhecidas pela Comissão Europeia, estiveram como que “congelados” durante estes anos, sem que se definisse qualquer tipo de estratégia nacional.

Os proprietários não podem ir contra as ZPE reconhecidas por Bruxelas, mas muito menos beneficiar de quaisquer compensações ou programas nacionais, porque as áreas, em Portugal, ainda não existiam. “A partir de agora, um proprietário que pretenda mudar o uso do (seu) solo, terá pelo menos alguém a quem se dirigir que é o ICNB”, adianta Domingos Leitão.



As duas ZPE, chamadas de Monchique e Caldeirão, coincidem com os limites da Rede Natura 2000 e abrangem ao todo mais de 140 mil hectares. A ZPE de Monchique contempla parte dos concelhos de Aljezur, Silves, Monchique e Odemira, com um total de 76008 hectares.

Já a ZPE do Caldeirão abrange Ourique e Almodôvar (Beja), São Brás de Alportel, Loulé e Tavira, num total de 70.445 hectares. No território continental estão classificadas 29 ZPE e 60 Sítios (7 dos quais foram já designados como Sítios de Importância Comunitária - SIC).

Para além da Águia de Bonelli, estas áreas são frequentadas por várias espécies protegidas, como a águia-cobreira, o bufo real ou a cotovia pequena, entre outras.

Quem são estes inquilinos?

A Águia de Bonelli, classificada como espécie em perigo é uma águia de tamanho médio, com uma envergadura que varia entre o 1,5 m e 1,8 m, e com peso entre 1500 a 2400 gramas. Alimenta-se sobretudo de mamíferos de médio porte (Coelho-bravo) e aves (Perdiz-vermelha e columbiformes, como a rola ou o pombo), com menor frequência de répteis. Caça normalmente sozinha, mas pode também fazê-lo em pares.

Em Portugal, nidifica principalmente nas regiões montanhosas e nos vales alcantilados do nordeste, na Beira Baixa, no Alentejo e nas serras algarvias. No Alentejo e Algarve a espécie apresenta alguma estabilidade em termos de número de indivíduos, e segundo o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade, tem sido inclusive detectada a instalação de novos casais, em algumas zonas a Sul.

Veja em baixo o vídeo do nascimento de uma cria da Águia de Bonelli (ou águia perdigueira), no Parque de Garraf, próximo de Barcelona, Espanha. http://www.youtube.com/watch?v=C8YC05mrcsU

Fonte: Observatório do Algarve

http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=20086

Imagens:

http://www.santohuberto.com/conteudos/1113b.gif - Fotografia a captar a cabeça dum exemplar da Águia de Bonelli - Hiraëtus fasciatus

http://api.ning.com/files/cOr6KMCIQSnHRGFq7hcoLmkrkqgWITzB4N-my8ooJmc_/V.A.1032.jpg - Fotografia do Engenheiro do Ambiente João Ministro

http://www.abae.pt/programa/images/icnb_logo_large.jpg - Logótipo do ICNB – Instituto da Conservação da Natureza e a Biodiversidade

http://www.youtube.com/watch?v=C8YC05mrcsU – Vídeo sobre nascimento de uma cria da Águia de Bonelli (ou águia perdigueira), no Parque de Garraf, próximo de Barcelona, Espanha

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Pedro Abrantes (NAMB)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Convenção de Albufeira

Na véspera do 10º aniversário da Convenção de Albufeira sobre a gestão dos rios partilhados por Portugal e Espanha, as alterações indispensáveis ao regime de caudais foram feitas este ano.


Embora assinada a 30 de Novembro de 1998 – com entrada em vigor marcada para o ano 2000 - a definição dos caudais trimestrais e semanais das bacias hidrográficas luso-espanholas partilhadas (rios Minho, Lima, Douro, Tejo e Guadiana) foi feita na última convenção das partes, em Fevereiro passado.

“O atraso no cumprimento das disposições do acordo prejudica Portugal, localizado a jusante e suportando, por isso, as alterações nos regimes de caudais e na qualidade da água provocadas pela utilização de água na vizinha Espanha. Mesmo assim, os caudais definidos não são ainda os caudais ecológicos inicialmente previstos definir”, refere a Quercus, em comunicado.



Por outro lado, em declarações à Agência Lusa, o presidente do Instituto da Água (INAG) fez um “balanço muito positivo” dos acordos entre Portugal e Espanha sobre a partilha de rios comuns.

Orlado Borges explicou que se “deram nos últimos tempos passos notáveis em relação a esta matéria. A Convenção de Albufeira já foi posta à prova duas vezes, em situações de seca e de cheia, o que permitiu aproximar a cooperação entre os dois países do ponto de vista técnico”.

A Convenção Luso-Espanhola prevê também a possibilidade de haver um regime de excepção em situações de seca e para cada um dos quatro rios internacionais.



A determinação desse regime de excepção baseia-se na precipitação registada na bacia entre o início do ano hidrológico (1 de Outubro do ano anterior) e determinados meses, que variam bacia a bacia devido à sua especificidade climática.

Fonte: APEA – Associação Portuguesa de Engenheiros do Ambiente

http://www.apea.pt/scid/webAPEA/defaultArticleViewOne.asp?articleID=191&categoryID=740

Imagens:

http://www.quercus.pt/xFiles/scEditor/Image/imagem1%20convençao%20albufeira.png – Mapa da Convenção de Albufeira

http://www.blu.com.br/quentinhas/wp-content/uploads/2008/04/all_dia_da_agua_anuncio.jpg - A água muda a paisagem de tudo

http://www.caminhodasaguas.ufsc.br/bacia.jpg - Esquema duma Bacia Hidrográfica

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Pedro Abrantes (NAMB)