terça-feira, 25 de março de 2008

Ludo: desbaste é exploração legal de eucaliptos

"A zona verde do Pontal junto à praia de Faro que esteve a ser alvo de desbaste durante várias semanas é uma exploração legal de eucaliptos, segundo declarou ao Região Sul o director-geral das Florestas no Algarve, José Rosendo.

“Eram eucaliptos grandes com mais de 40 anos que foram cortados pelos proprietários dos terrenos para exploração. É algo que podem fazer sem limitação. Os sobreiros e os azinheiros é que são árvores protegidas. Os eucaliptos não”, observa o responsável.

O desbaste de eucaliptos para exploração é feito sensivelmente de 12 em 12 anos, mas as árvores em causa já tinham mais de 40, pelo que a acção foi recebida com algum espanto e indignação por parte da população local, não habituada à situação.

Recorde-se, um vídeo datado de 13 de Março com imagens do desbaste chegou ao Região Sul que tentou entrar em contacto com o Parque Natural da Ria Formosa por várias vezes para esclarecimento da situação, algo que se mostrou impossível até ao momento.

A autarquia de Faro reagiu à denúncia mostrando não ter qualquer conhecimento sobre o assunto. Diligenciou nesse sentido e o edil local, José Apolinário, disse tratar-se provavelmente de “iniciativa privada em propriedade privada” e que autarquia nada a tinha a ver com a acção. "

Fonte:
Região Sul

2 comentários:

Pedro Abrantes disse...

Olá pessoal! Ora aqui está a informação e explicação que todos estávamos à espera. Assim já podemos ficar descansados, visto apesar de continuarem a destruir uma mancha verde, de eucaliptal, era algo que tinha de ser feito, é uma pena, mas é mesmo assim. Esperemos então que de seguida procedam à replantação de novas árvores, para continuar a dar VIDA, a esta zona tão bonita pertencente ao Parque Natural da Ria Formosa. Bom tabalho, Namb...

RS disse...

Começo por dizer que apesar de não comentar este blog, sou um assíduo visitante. Reportando a uma explicação aqui dada do que é o NAmb, e como ex-dirigente dessa instituição, parece-me que os seus objectivos vão muito mais além do que foi transmitido. Quanto mais não seja porque é uma instituição académica. Para além disto, relembro que o NAmb se associou a um movimento, no caso o Pró-Pontal, iniciado há alguns anos pela Almargem, devendo, com isto, ter uma voz mais activa nesta situação.

De facto, é triste ver o que se passa na quinta das almas (local onde sucedeu esta situação). Se por um lado, ambientalmente é um crime, por outro não podemos desprezar o direito privado. Claro que há condicionantes legais que controlam estas situações, mas em Portugal o poder dos proprietários supera o poder das leis. No caso concreto, o proprietário do terreno em causa é o MotoClub de Faro e sabendo de antemão os benefícios financeiros que a concentração de Faro trás para a cidade, não será difícil de entender a inércia das entidades competentes. Se calhar, uma denúncia formal por parte de ONG’s ou similares (e.g. NAmb, Almargem) poderia acabar com o problema.

Concluo com os meus sinceros parabéns pela dinamização que têm dado ao NAmb e com a consciência de que aceitam as minhas críticas, de forma construtiva, como tem sido apanágio dos que por aí passaram.

Cumprimentos