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domingo, 4 de outubro de 2009

Ambiente do sul da Península Ibérica nos últimos 10 mil anos em estudo na UAlg

Mais de uma centena de especialistas portugueses e espanhóis vão estar reunidos esta semana na UAlg, entre 5 e 9 de Outubro, no âmbito do encontro VII REQUI ou Reunião do Quaternário Ibérico.

O tema central do evento será o futuro do ambiente da Península Ibérica inferido a partir do passado geológico recente, com enfoque especial para os últimos 10 mil anos do Quaternário, que começou há 1,6 milhões de anos.

O encontro é organizado pelo Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA) e decorrerá no anfiteatro Teresa Júdice Gamito, no Campus de Gambelas da UAlg, incluindo dois dias de saídas técnicas na região.

Na VII REQUI, vão estar em debate questões relacionadas com a história do clima da Terra e da Península, com uma atenção especial ao que se passa no Sul da região. “Será analisada a história recente da interacção entre o oceano e o continente, bem como as alterações do nível do mar, a evolução do clima reflectido na história da coberta vegetal do Sul da Península e ainda o condicionamento da ocupação humana do território pelos parâmetros climáticos” refere Tomasz Boski, geólogo, coordenador do CIMA e presidente da comissão organizadora da Reunião do Quaternário Ibérico.

Este ano, o CIMA aceitou o desafio colocado pela Asociación Española de Estúdios Cuaternários e pelo Grupo de Trabalho Português para o Estudo de Quaternário para organizar a VII REQUI no Algarve, uma reunião que conta com o apoio das câmaras municipais de Faro, Tavira e Lagos e cujos principais objectivos serão contribuir para o reforço dos laços existentes entre as duas comunidades científicas e para a merecida posição de destaque que as ciências do Quaternário assumem no momento presente.

Os interessados poderão encontrar mais informação sobre o VII REQUI disponível em www.cima.ualg.pt.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Estudo dos ambientes de sapal na Ria Formosa

O Namb vem divulgar mais uma actividade ao ar livre que tem como pano de fundo a maravilhosa Ria Formosa, tentando-se conciliar uma actividade lúdica de canoagem, com uma actividade científica alusiva ao estudo dos ambientes intermareais da Ria, sob a orientação do docente Duarte Duarte da UAlg.


Basicamente vamos poder desfrutar da nossa Ria Formosa, conhecer mais em pormenor a flora, o tipo de sedimentos lá existentes com uma forte componente de convívio e a boa disposição sempre presentes.

Objectivos específicos:
- Identificação de flora de baixo e médio sapal;
- Identificação de sedimentos que servem de substrato;

- Observação da dinâmica dos canais de maré.



Informações Gerais:
- Material a trazer: chinelos ou botas de canoagem, fato de banho, calções de banho, t-shirt, boné, toalha de praia, pequeno lanche;
- Local de partida: Sport Faro e Benfica na doca de Faro às 09h30m;
- Duração do passeio de aproximadamente 3 horas;

- Máximo 30 participantes;



Inscrição gratuita (enviar e-mail com Nome, Endereço de mail e Telefone): namb.ualg@gmail.com

Para mais informações não hesites em contactar-nos, reserva JÁ o teu lugar!!

Ajuda a divulgar esta iniciativa.

Organização:

- NAMB – Núcleo de Ambiente da Universidade do Algarve



Apoios:

- SFB – Sport Faro e Benfica


- AAUALG – Associação Académica da Universidade do Algarve


- CIMA – Centro de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Algarve



Fonte: NAMB – Núcleo de Ambiente da Universidade do Algarve

http://namb-ualg.blogspot.com/

Imagens:

http://namb-ualg.blogspot.com/ - Cartaz do Passeio de Canoa do dia 30 de Maio de 2009, organizado pelo Namb

http://namb-ualg.blogspot.com/search/label/Canoa - Fotografia de um passeio de canoagem do SFB - Sport Faro e Benfica até à Ilha de Faro

http://namb-ualg.blogspot.com/ - Logótipo do NAMB – Núcleo de Ambiente da Universidade do Algarve

http://namb-ualg.blogspot.com/2009/02/faro-requalificacao-da-frente.html - Mapa da zona ribeirinha da cidade de Faro, indicando o local de partida – S. F. e Benfica

http://faroebenfica.bloguedesporto.com/23010/A-sede-do-Sport-Faro-e-Benfica/ - Logótipo do Sport, Faro e Benfica

http://namb-ualg.blogspot.com/ - Logótipo da AAUALG – Associação Académica da Universidade do Algarve

http://cima.ualg.pt/index.php?option=com_content&view=frontpage - Logótipo do CIMA - Centro de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Algarve

Pedro Abrantes (NAMB)

sábado, 3 de janeiro de 2009

UAlg junta especialistas europeus em gestão costeira

A Universidade do Algarve recebe em Fevereiro, nos dias 4 e 8, o 4th International SPICOSA Workshop, um evento organizado pelo Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA), da Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente (FCMA) que vai contar com mais de 50 investigadores.


A iniciativa consiste numa reunião de balanço no âmbito do projecto europeu Science and Policy Integration for Coastal System Assessment (SPICOSA), iniciado em Fevereiro de 2007, cujo principal objectivo é criar uma metodologia capaz de avaliar o impacte da actividade humana, económica e política em vários pontos da costa europeia. Portugal participa através do CIMA, com a análise do estuário do Guadiana.

O projecto SPICOSA, financiado pelo 6.º Programa-Quadro da União Europeia (UE), pretende desenvolver uma metodologia que permita analisar e compreender melhor as relações entre as pessoas e a natureza nos diversos ambientes litorais da Europa, de modo a levar os decisores políticos a optimizar os procedimentos de gestão costeira, tomando medidas mais adaptadas às características e problemas reais de cada região.

Na ocasião vão decidir-se os moldes de aplicação do modelo de formulação de cenários a cada local e respectivos problemas e, simultaneamente, como veicular a informação sobre o trabalho em curso para que todas as partes interessadas possam tirar o melhor proveito da iniciativa SPICOSA.




A reunião decorre no edifício do Complexo Pedagógico, no Campus de Gambelas da UAlg. No último dia de trabalho está reservada uma visita de campo ao estuário do Guadiana.

Fonte: Região Sul

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=90716

Imagens:

http://www.namb-ualg.blogspot.com/ - Logótipos da UAlg (Universidade do Algarve) e da FCMA (Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente)

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Pedro Abrantes (NAMB)

domingo, 2 de novembro de 2008

Algarve à mercê da água

Para o clima no Algarve o factor crítico é a quantidade de água, que afecta o coberto vegetal. A conclusão é de um grupo de investigadores da Universidade do Algarve.


A investigação liderada por Tomasz Boski, coordenador do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA), da Universidade do Algarve, evidencia as alterações do nível do mar no Algarve e a forma como o clima se alterou na região durante os últimos 13 mil anos.


“Foi possível reconstituir as flutuações do clima no Algarve através da análise dos pólenes contidos nos sedimentos que amostramos em sondagens no estuário do Guadiana, o que nos permite formar a ideia do que se pode esperar em termos de alterações climáticas no futuro, nesta região”, refere o coordenador do estudo, publicado em três revistas científicas internacionais.



“Percebemos que, no caso do Algarve, é a quantidade de água que parece ser o factor crítico no que se refere ao coberto vegetal do terreno”, acrescenta.

A conclusão é o reflexo da análise da flora predominante nos últimos 13 mil anos no estuário do Guadiana.

“Os climas mais extremos verificados desde a fusão das calotas glaciares, há 15 mil anos, foram uma fase de clima seco e frio, denominada Drias Recente (de cerca de 13 mil a 120 mil anos antes do presente) e outra de clima mais húmido e quente (9 mil -5 mil anos antes do presente), o que nos mostra a importância da disponibilidade de água para o clima da região”, conclui.

Nível do mar condiciona aquecimento global


Outra das conclusões deste grupo de cientistas, alcançada através da análise dos sedimentos recolhidos no estuário do Guadiana, relaciona a subida do nível do mar com os níveis do dióxido de carbono na atmosfera.

De acordo com Tomasz Boski, as alterações do nível do mar poderão condicionar a temperatura do planeta, por via do controle da taxa de fotossíntese no mar e por consequência da concentração do principal gás de efeito estufa na atmosfera.



“Esta é uma questão em aberto e que tem merecido a atenção da comunidade científica pois não sabemos ainda se é o nível do mar que condiciona a concentração de CO2 na atmosfera ou se ao contrario é o CO2 atmosférico que controla o nível marinho. Se é um facto que a subida do nível do mar faz aprisionar o carbono nos sedimentos da plataforma continental, ainda não sabemos que tipo de impacto poderá ter este fenómeno no ciclo global do clima do planeta, nesta fase em que a temperatura média da Terra está a subir”, conclui o especialista.

Fonte: Observatório do Algarve

URL: http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=25723

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Pedro Abrantes (NAMB)