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quinta-feira, 12 de março de 2009

Escola de São Brás adere ao “Escola Electrão”

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A Escola Secundária José Belchior Viegas, em São Brás de Alportel, aderiu ao projecto ambiental “Escola Electrão”, um projecto da Amb3E, com o apoio do ministério da Educação, que pretende sensibilizar a comunidade escolar no esforço global da reciclagem e valorização dos equipamentos eléctricos e electrónicos em fim de vida. 


Os interessados podem saber mais sobre este projecto nos Serviços de Ambiente da Câmara Municipal, pelo telefone 289 840 028 e através do sítio do projecto em http://www.escolaelectrao.pt.


A Escola Electrão é um projecto da Amb3E, com o apoio do Ministério da Educação e da Agência Portuguesa do Ambiente, destinado às escolas do ensino básico (2º e 3º ciclos) e do ensino secundário que pretende sensibilizar e envolver professores, alunos, funcionários, pais e comunidade em geral, no esforço global da reciclagem e valorização dos equipamentos eléctricos e electrónicos em fim de vida. Uma oportunidade para professores e alunos trabalharem esta temática nos seus planos curriculares, uma vez que estão disponíveis materiais didácticos e propostas para trabalhos na Área de Projecto. 


Esta iniciativa inclui também uma acção de recolha de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos nas escolas que se destina a premiar as escolas que depositarem a maior quantidade destes equipamentos em fim de vida, avaliada em quilograma. Para tal, serão colocados Pontos Electrão nas escolas participantes, de acordo com um calendário a definir, para que a respectiva comunidade possa lá depositar os equipamentos.

Fontes: Alma Algarvia e Escola Electrão

http://alma-algarvia.blogspot.com/2009/03/escola-de-sao-bras-adere-ao-escola.html

http://www.escolaelectrao.pt/

Imagens:

http://www.anossaescola.com/apaiva/imagens/noticias/escola%20electrao.jpg – Logótipo da Escola Electrão

http://www.cienciapt.net/noticias/imagens/novas/amb3e.jpg - Logótipo da AMB3E

http://www.escolaelectrao.pt/clrgaps/eelectrao/media/common/images/destino_reee_objectos.jpg - Fotografias de objectos que poderão ser depositados na Escola Electrão entre outros de maiores dimensões

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Pedro Abrantes (NAMB)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Restaurantes "fazem" combustível

Campanha da AMI recolhe óleos usados. Restaurantes algarvios aderem... em massa. 

"Recolha os óleos alimentares que já não necessita, coloque-os dentro de uma garrafa de plástico e entregue-a num dos restaurantes aderentes". A mensagem não podia ser mais simples e faz parte da campanha da AMI (Assistência Médica Internacional) para diminuir a poluição do planeta, lutar contra a degradação ambiental e as alterações climáticas e contribuir para a independência energética do país.

As receitas angariadas com a valorização dos óleos alimentares resultam em donativos para auxiliar a AMI na luta contra a exclusão social, e o Algarve tem aderido em massa...à recolha de óleo. 

O snack-bar Ana Paula Pinto, em Faro, abraçou a iniciativa há cerca de dois anos. “É uma forma de ajudar o ambiente. O óleo que é consumido aqui é recolhido e depositado nuns bidões que nos trouxeram. A recolha é feita esporadicamente, mas eu quando tenho o bidão cheio ligo-lhes e eles vêm buscar. Os rapazes que cá vêm até se deslocam com biodiesel e tudo.” afirma Vítor Pinto, gerente do snack-bar.

Por enquanto, Vítor armazena apenas os óleos provenientes do seu estabelecimento, mas está disponível para aceitar a contribuição de todos os que queiram cooperar.

Também Ruben Rodrigues, proprietário do café Fiote (Faro) decidiu aderir à campanha no final de 2007.

Enviou uma carta a manifestar a vontade de contribuir, e posteriormente recebeu a visita de técnicos da empresa Resivalor. 

“Eles disseram que vinham cá de tempos a tempos para fazer a recolha mas nunca apareceram. Eu tenho ali um ou dois garrafões com óleo mas acho que os vou dar a um amigo que também faz recolha”, assegura o proprietário. 

José Martins Afonso, dono do snack-bar Afonso (Faro), diz que está interessado em aderir ao projecto, mas os bidões são muito grandes e não tem espaço suficiente para os receber. 

Ainda assim, encontrou uma alternativa: “Tenho um amigo que emprega os óleos usados num motor de tirar água e eu dou-lhe. Não os jogo pelos esgotos porque polui", declara.

A reutilização de óleos alimentares como combustível, para além de evitar a contaminação das águas residuais, contribui também para reduzir as emissões dos Gases de Efeito de Estufa (GEE). Transformados em biodiesel, os óleos fornecem uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis. 

Segundo a AMI, Portugal produz cerca de 120 milhões de litros de óleos alimentares por ano, quantidade suficiente para fabricar 170 milhões de litros de biodiesel. Um número que equivale a 0,5 por cento do total das importações anuais portuguesas de petróleo. 

Em Janeiro de 2007, o Governo estabeleceu uma meta que prevê a incorporação de 10 por cento de biocombustíveis, até 2010, como substitutos da gasolina e gasóleo. 

Se quiser aderir à recolha, pode ver a lista completa dos restaurantes aderentes aqui.

http://www.ami.org.pt/media/pdf/oleos_aderentes0608.pdf

Fontes: Observatório do Algarve

http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=23875

Imagens:

http://www.goldstockbull.com/wp-content/uploads/biodiesel.gif - Imagem com barris de Bio-diesel

http://biorege.weblog.com.pt/arquivo/imagem_campanhaAMI.jpg - Banner de sensibilização da AMI para a problemática dos óleos usados

http://www.novaenergia.net/blog/portugal_les_a_les/wp-content/uploads/2007/05/resivalor_big.jpg - Logótipo da Resivalor – Tecnologias Ambientais e Gestão de Resíduos

http://z.hubpages.com/u/442289_f520.jpg - Cartoon alusivo ao Bio-Diesel

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Pedro Abrantes (NAMB)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Aterro Sanitário do Barlavento já só tem 20% de capacidade disponível mas Governo garante que não há ruptura de aterros de lixo

Um terço dos aterros de lixo doméstico tem 80 por cento da capacidade esgotada, porque Portugal continua a enviar a maioria destes resíduos para aquelas estruturas, revelam dados da Agência Portuguesa de Ambiente (APA).


Dos 34 aterros em funcionamento em finais do ano passado, onze estavam quase no limite de capacidade para receber resíduos, tendo um - o de Guimarães - sido entretanto encerrado por já não poder receber mais lixo.

"Não prevemos problemas de maior no futuro. Estão em curso ampliações ou outras soluções para os aterros cuja capacidade está próxima do limite", afirmou a subdirectora da APA, Luísa Pinheiro, em declarações à Lusa.

No caso de Guimarães, o lixo começou este ano a ser encaminhado para o aterro de Santo Tirso, que sofreu entretanto obras de ampliação e aguarda vistoria, estando também prevista a construção de um novo aterro em Fafe.

No final do ano passado estavam também com pelo menos 80 por cento da capacidade esgotada os aterros de Braga (em ampliação), de Lousada e de Penafiel (optimizados para prolongar a sua vida útil), de Gaia (em ampliação), Leiria (com licença de exploração para novo aterro), Figueira da Foz (ampliação), Vila Real, Vila Franca de Xira e Portimão (estes três ainda com 20 por cento de capacidade disponível).




Dos 34 aterros que existiam em finais do ano passado, apenas um (Avis) tinha ainda 90 cento de capacidade disponível, todos os restantes tinham apenas 30 por cento ou menos disponível.

Um dos factores que tem levado ao esgotamento de capacidade dos aterros é o facto de a maioria dos resíduos sólidos urbanos (lixo doméstico) continuar a ser encaminhado para este destino, embora em alguns sistemas já se faça tratamento dos restos de comida, reciclagem de papel e cartão, incineração ou outras formas de tratamento ou eliminação.

A última monitorização da APA e do Instituto Regulador das Águas e Resíduos (IRAR) aos objectivos traçados no Plano Estratégico de Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU) revela que em 2007 Portugal continuou a não cumprir as metas do plano.

A monitorização ao PERSU, embora ainda provisória por falta de validação do ministério do Ambiente, revela ter sido produzido mais lixo em 2007 e terem sido encaminhados mais resíduos para aterro do que os objectivos traçados no plano estratégico (PERSU).

O PERSU previa uma produção de resíduos no ano passado que não devia exceder as 4,929 milhões de toneladas de lixo doméstico, e que assentava num projecto de redução de resíduos na produção, mas o país acabou por gerar 5,007 milhões, segundo aquela monitorização, a que a Lusa teve acesso.

O mesmo se passou com o envio deste lixo para aterros. O objectivo era encaminhar para aterro 2,747 milhões de toneladas resíduos, mas no final do ano verificou-se que foram depositadas naquelas estruturas 3,150 milhões de toneladas.




“Verificou-se um desvio face ao objectivo, nomeadamente pela utilização abaixo da capacidade instalada das infra-estruturas de incineração e valorização orgânica, bem como uma produção total de resíduos superior ao previsto para 2007", explica Luísa Pinheiro.

Mais de 60 por cento do lixo doméstico produzido no ano passado foi encaminhado para aterro, um dado que pode comprometer as metas nacionais que Portugal está obrigado a cumprir no seio das suas obrigações como estado membro da União Europeia.

Estas metas - que resultam da transposição da directiva aterros - impõem que Portugal consiga em 2009 colocar em aterro apenas 1,126 milhões de toneladas de lixo (metade da quantidade de resíduos que produzia em 1995) e em 2016 apenas 788 mil (35 por cento da produção de 1995).

"Temos vários projectos, que ainda não estão a funcionar em pleno, que vão fomentar outros destinos para os resíduos urbanos, que não o aterro, e também diminuir a produção de resíduos em Portugal", afirma Luísa Pinheiro, mostrando-se convicta de que Portugal vai cumprir os compromissos comunitários.

Fonte: Lusa






Governo garante que não há ruptura de aterros de lixo

O Ministério do Ambiente garantiu hoje que não há nenhuma situação de ruptura de aterros de lixo doméstico em Portugal e assegurou que o país vai cumprir as metas comunitárias de redução de resíduos.


Dados da Agência Portuguesa de Ambiente (APA) revelam que um terço dos aterros de lixo doméstico tem 80 por cento da capacidade esgotada, porque Portugal continua a enviar a maioria destes resíduos para aquelas estruturas.

«Em todos os casos em que a capacidade [dos aterros] se encontra perto do final está em curso a ampliação ou [uma] alternativa. Não há nenhuma situação que conheçamos de ruptura iminente e mesmo não iminente», disse à agência Lusa o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.

O governante garantiu também que as metas comunitárias para a redução de resíduos «não estão em causa», apesar de reconhecer que poderá haver alguns atrasos nas metas do plano estratégico nacional estabelecido em 2007.

Esse incumprimento das metas nacionais «não põe em causa que as metas não sejam atingidas», sublinhou.

Quanto à situação dos aterros, Humberto Rosa referiu que os sistemas «estão em condições de continuar a assegurar um tratamento e destino adequado aos resíduos».



O secretário de Estado disse está a ser construída uma alternativa para os aterros cuja capacidade está próxima do fim, «seja através da expansão, seja através de uma nova célula ou de novas vias de tratamento, como centrais de valorização orgânica e unidades de tratamento mecânico e biológico».

As novas vias de tratamento visam «extrair» o valor dos resíduos, explicou o governante, adiantando que a matéria orgânica pode dar origem a biogás e a fertilizante.

O secretário de Estado disse também que estão a ser construídas quatro centrais de valorização orgânica, estando previstas mais 11 até 2011.


Fonte: Diário Digital / Lusa

Colocado por: Manuel Luís - director@algarvepress.net

Fonte: Algarve Press

URL: http://www.algarvepress.net/conteudo.php?menu=-1&cat=Regional&scat=Ambiente&id=2768
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Pedro Abrantes (NAMB)