Mostrar mensagens com a etiqueta ilhas-barreira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ilhas-barreira. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Faro: Requalificação da frente ribeirinha já tem primeiras "pistas"

Turismo e habitação previstos para a zona do Bom João


A criação de uma zona urbana, com espaço para núcleos habitacionais, comerciais e turísticos, é a proposta da Parque Expo para o bairro do Bom João, uma das áreas-chave do estudo para a requalificação da frente ribeirinha de Faro.

Afirmar a capital algarvia como “principal centro urbano e cosmopolita” da região é o objectivo estratégico do documento, ao apostar na criação de novas centralidades e de novas áreas verdes para dinamizar a face ribeirinha farense.

A apresentação pública do primeiro relatório do estudo realizou-se esta terça-feira, 3, num salão nobre da Câmara Municipal de Faro repleto de munícipes, que ouviram as prelecções dos técnicos da empresa e do presidente da autarquia, José Apolinário.

O documento incide sobre uma área de intervenção superior a 156 hectares e uma frente ribeirinha de 5,8 km, dividindo-se em duas áreas de acção: a poente, do parque ribeirinho ao centro histórico; e a nascente, até ao bairro do Bom João, incluindo, a sul, o cais comercial.

Dotar a cidade de uma “frente ribeirinha plena e vivida”, numa “lógica de complementaridade e sustentabilidade” entre os sistemas urbano e lagunar, é o principal eixo da proposta, no âmbito de um planeamento mais global.


“Já existe o Polis Ria Formosa, para o parque ribeirinho e as ilhas-barreira. Para a frente ribeirinha, em vez de iniciativas pontuais ou desgarradas, decidimos aceitar a mais-valia que é a Parque Expo para obter uma resposta estratégica”, sustentou José Apolinário.

Depois da análise à realidade local e planos existentes, o relatório preliminar aponta para uma estratégia funcional cuja base é a criação de duas novas centralidades urbanas (Bom João e zona da estação de comboios) e o reforço das centralidades existentes (teatro/zona comercial, baixa e centro histórico).

A criação de infra-estruturas náuticas e requalificação das actuais; a criação de áreas verdes; a reestruturação das acessibilidades viárias; a criação de um passeio pedonal ribeirinho e de atravessamentos pedonais são os outros pólos necessários para a “dinamização de uma nova vivência” da frente ribeirinha.

Centralidades

Para a zona industrial do Bom João, a Parque Expo indica uma área habitacional e de turismo, com comércio, serviços e equipamentos, e José Apolinário admite existir interesse de promotores privados, embora haja um obstáculo sério para ultrapassar: os depósitos de combustíveis.



A junção de uma marina ao cais comercial é outra das ideias avançadas pela empresa. A coordenadora do estudo, Ana Lopes, disse “ser possível conciliar” os dois equipamentos, lembrando o caso de Vigo, em Espanha.

A poente, os grandes vectores são a criação de um interface multimodal (comboio/autocarro/barcos) de qualidade e a requalificação dos armazéns devolutos e do espaço da estação de comboios.

Nesta fase preliminar, a autarquia decidiu abrir a discussão aos cidadãos. “Achámos importante abrir o estudo à população, pedindo comentários e contributos, que serão depois «mastigados» pela Parque Expo”, disse José Apolinário. O documento preliminar estará disponível no sítio online da autarquia.

Alguns dos munícipes que participaram na sessão de terça-feira colocaram ênfase na “barreira” que constitui a linha dos caminhos-de-ferro, mas o autarca deixou claro que a sua remoção não está, para já, em agenda, uma vez que pode ser aproveitada, a longo prazo, para um transporte ferroviário mais ligeiro.



Em meados de 2009, a Parque Expo terá de entregar um relatório final, que incluirá a apresentação de “soluções para a execução do projecto”, nomeadamente, de acordo com o administrador José Manuel Catarino, “a programação física e financeira” para algumas obras.

Fonte: Região Sul

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=91690

Imagens:

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=91690 – Mapa da zona ribeirinha de Faro, com algumas modificações

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=91690 – Fotografia do Presidente José Apolinário numa reunião de Câmara

http://www.travel-images.com/faro.jpg - Logótipo com brasão da Cidade de Faro

http://www.univ-paris13.fr/CRIDAF/VilleCity/Faro/MapaFaroA.jpg - Imagem do mapa da zona ribeirinha da Cidade de Faro

.
Pedro Abrantes (NAMB)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Algarve/Polis - Acções no terreno iniciam-se agora em Janeiro

A primeira acção no terreno ao abrigo do programa Polis da Ria Formosa deverá avançar em este mês, com a limpeza de resíduos e retirada de entulho e embarcações velhas de algumas das ilhas-barreira.



Segundo fonte da Sociedade Polis, já se iniciaram os trabalhos preparatórios para a empreitada, que deverá, durante cerca de um mês e meio, estender-se a várias ilhas e cujo custo rondará os 728 mil euros.

A acção, que arranca em meados de Janeiro, incidirá sobretudo na Ilha da Culatra (a mais populosa e também onde existem mais resíduos a ser retirados), mas vai estender-se igualmente à Praia de Faro, Farol e Hangares.

No Porto de Faro está a ser ultimada a construção de um estaleiro, que servirá de base à acção do Polis e onde se reunirão os trabalhadores envolvidos na operação, adiantou a mesma fonte.


Os trabalhos de requalificação previstos para a vila de Cabanas deverão igualmente arrancar durante este mês, uma empreitada cuja adjudicação ainda não foi feita, mas cujo custo ronda os 2,7 milhões de euros.

Com uma duração prevista de seis meses, os trabalhos de requalificação incluem arranjos paisagísticos, a colocação de calçada portuguesa ao longo da marginal e a construção de um novo passeio, suspenso, ao longo das margens da ria.



Entretanto, prossegue o levantamento das construções na Ria Formosa.

O Polis é um plano estratégico de valorização e requalificação da Ria Formosa que envolve investimentos na ordem dos 87,5 milhões de euros, a aplicar entre 2008 e 2012, e prevê a intervenção em cinco concelhos algarvios: Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António.
Lusa

Fonte: Algarve Press

http://www.algarvepress.net/conteudo.php?menu=-1&cat=Regional&scat=Ambiente&id=3625

Imagens:

http://img515.imageshack.us/img515/7730/polistd0.jpg - Fotografia aérea da Ria Formosa e zona que será afectada pelo Programa Polis

http://cache01.stormap.sapo.pt/fotostore01/fotos/e7/d3/34/154_0000qsey.jpg - Logótipo do Programa Polis

http://i164.photobucket.com/albums/u17/banithor/Portugal/Cidades%20de%20Praia%20PT/Algarve/TaviraCostaeRiaFormosa.jpg - Fotografia aérea da Ria Formosa

.
Pedro Abrantes (NAMB)