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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Ludo acolheu campanha de reflorestação

Algumas dezenas de pessoas participaram no fim-de-semana passado na plantação de 500 sobreiros no Pontal, Parque Natural da Ria Formosa. A plantação prolongou-se por vários dias num terreno privado cujo proprietário apoia a acção. 



No sábado tratou-se de dar o arranque a uma campanha promovida pela empresa SASEL, SA (Águas da Serra da Estrela). A campanha decorreu em vários pontos do país. O objectivo é sensibilizar os cidadãos para a preservação da natureza. 



No Algarve, a campanha contou com o envolvimento de várias entidades, entre as quais a Sociedade Polis Litoral Ria Formosa, o Parque Natural da Ria Formosa, a Câmara Municipal de Faro e o Governo Civil de Faro. 

No passado sábado foram plantadas no Ludo cerca de 250 das 500 árvores previstas, com a ajuda de técnicos dos organismos envolvidos, populares e dos Escuteiros do Agrupamento 1172 de Faro.



Colabore em http://www.aguaserradaestrela.pt

Fonte: Região Sul

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=93444

Imagens:

http://diario.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/12791756/235 - Banner da Campanha da Água Serra da Estrela – Acção Planeta Verde, Contribua para um Ambiente Melhor

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=93444# - Fotografia de Valentina Calixto, José Apolinário e João Alves, da esquerda para a direita

http://farm2.static.flickr.com/1045/658887563_8b5ed521ef_o.jpg - Fotografia de um cartaz publicitário da Água Serra da Estrela – De cada garrafa nasce uma Árvore
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Pedro Abrantes (NAMB)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Polis investe 700 mil euros na limpeza da Ria Formosa

A Sociedade Polis Litoral Ria Formosa está a investir 728 mil euros na limpeza das áreas navegáveis da Ria Formosa, estimando poder vir a retirar mais de 800 toneladas de resíduos durante a empreitada. 



Depois de uma primeira intervenção, por terra, na zona nascente da praia de Faro, esta semana as operações estão centradas no núcleo piscatório da Culatra, por mar, recorrendo a uma barcaça. 



No fundo da Ria Formosa há de tudo: resíduos de demolição e construção, embarcações, electrodomésticos, aprestos de pesca, mobiliário, madeiras, amianto, lixo orgânico, restos de plantas, etc. 

Todos os resíduos serão reencaminhados para triagem e eventual reutilização através de reciclagem. 



A empreitada está adjudicada à empresa a CPTP - Companhia Portuguesa de Trabalhos Portuários e Construções, SA, do grupo Mota-Engil. Os trabalhos vão demorar algumas semanas.

Fonte: Região Sul

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=93351

Imagens:

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgz53xFhUEyrJ9HkHdsagZ4ODjflKd1TQP3Nt6r5paJIaxe0ftAJNXR9DjHKaoybAVV8FjkjkenvNsjiyvkrTEWtUr5OSM1nWfk8JuCjEorbOyQdGEAVekgJlBVaZqqi9cHNtFrThtcm6sP/s400/ilha+da+culatra.jpg – Fotografia aérea da Ilha da Culatra no Algarve

http://www.comboioselectricos.com/html/imagens/imgg/N35730.jpg - Fotografia de uma maqueta de uma barcaça

http://www.cptp.pt/images/115.jpg - Fotografia do logótipo da CPTP de baixo de água - Companhia Portuguesa de Trabalhos Portuários e Construções, SA, do grupo Mota-Engil

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Pedro Abrantes (NAMB)

segunda-feira, 9 de março de 2009

FARO: Ideias para frente ribeirinha em debate

Já há propostas para a frente ribeirinha de Faro, desde o Cais Comercial até à Estação da CP. Aceitam-se sugestões. 


Perante uma sala cheia de munícipes curiosos, foi preciso esclarecer antecipadamente as diferenças entre o Programa Polis Litoral e o Estudo de Enquadramento Estratégico da Frente Ribeirinha de Faro, a desenvolver pela Parque Expo. 

“Como o que é público não pode ser gasto duas vezes, a área de intervenção deste estudo começa justamente na zona onde termina a intervenção da Sociedade Polis e vai até à zona nascente da frente ribeirinha”, explicou esta terça-feira José Apolinário, presidente do Município de Faro, durante a apresentação do primeiro relatório intermédio da Parque Expo.


Refira-se que a Parque Expo também assume a gestão do Polis Litoral da Ria Formosa.

O Estudo de Enquadramento Estratégico avança já algumas propostas para a frente ribeirinha, ainda que não refira verbas necessárias à sua concretização.

Discussão pública

O Estudo, que pretende ser “uma visão global para a frente ribeirinha”, segundo José Apolinário, está aberto às sugestões e críticas dos farenses, após a apresentação deste primeiro relatório.

A área em análise é de 156,8 hectares, numa frente ribeirinha de 5,8 quilómetros, confronta a norte com a linha de caminho-de-ferro, a sul com a laguna da Ria Formosa, a nascente com a zona do Moinho da Palmeira e a poente com o Parque Ribeirinho de Faro. 
Entre as propostas estratégicas apresentadas pela Parque Expo, destaque para a criação de atravessamentos viários para a transposição da linha do caminho-de-ferro junto ao Teatro das Figuras, à rotunda do IPJ e ao apeadeiro do Bom João, bem como passagens pedonais, cujos locais ainda estão por definir.


Há propostas também para a requalificação do porto de recreio existente e área envolvente em articulação com o novo porto, além da relocalização das actividades associadas a porto actual.

A criação de uma passagem pedonal entre o actual porto de recreio e o Centro de Ciência Viva está entre as propostas da Parque Expo, que pretende apresentar ainda soluções de reorganização do estacionamento.

Apresentadas à discussão dos munícipes foram apresentadas ainda propostas de requalificação da zona da estação e da zona entre o Hotel Eva e a Rua da Moagem, a refuncionalização de armazéns e reutilização dos moinhos de maré, além da criação de uma estação multimodal, com comboios, autocarros e barcos.

Para a zona do Bom João propõe-se uma regeneração urbana, com habitação, turismo, comércio, serviços, equipamentos e reforço dos acessos pedonais, entre outros aspectos.

Valorizar o porto comercial de Faro pode ser um dos objectivos para o futuro, com destaque para a possível construção de uma marina e respectivas instalações de apoio naquele local.


A Parque Expo propõe ainda a criação de condições ideais para “afirmar Faro como principal centro urbano e cosmopolita do Algarve”.

As propostas podem ser consultadas no site da autarquia (ver aqui - http://www.cm-faro.pt/portal_autarquico/faro/v_pt-PT/pagina_inicial/destaques/Estamos_a_mudar_Faro.htm). O Município aguarda sugestões e críticas para, em conjunto com a população, definir o futuro da frente ribeirinha de Faro.

Fontes: Observatório do Algarve 

http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=27445

Imagens:

http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=27445 – Fotografia do Mapa da zona ribeirinha de Faro, no Algarve e propostas/sugestões de alterações

http://i127.photobucket.com/albums/p136/ana_hoob/CastelodeFaro.jpg - Fotografia de Faro, da zona do Castelo, Parque de estacionamento de São Francisco e antiga Fábrica de Cerveja

http://www.franciscoloreto.net/faro.JPG - Fotografia do estandarte da Câmara Municipal de Faro

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhtNfpBSPOYWh4o2hpiQNHkZZ6dWnTMHCi8BEed8JgHtp64_1eRHzb4GN1YZu3ACt-kvE-sNgS__eCSZGydbQICc3A2rXJh-f4-p4XGxA1K_zBm5tRmD_AXjlK7PY8mJEEVeGnBbT22Oeum/s400/faro+fap.jpg – Fotografia aérea de Faro englobando a zona ribeirinha e a Praia de Faro
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Pedro Abrantes (NAMB)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

POLIS: Movimento cívico farense quer voz

Um grupo de associações ligadas ao mar vai entregar um “manifesto” a José Apolinário com ideias sobre as obras da zona ribeirinha de Faro. “É fundamental não perder o 'comboio' do Polis”, dizem. 

Um grupo de 14 empresas juntou ideias num documento intitulado “Manifesto Conjunto sobre o Programa Polis da Ria Formosa”, que o Observatório do Algarve (OdA) teve acesso, e que foi entregue, a José Apolinário, presidente da Câmara de Faro.

Por enquanto, a comissão ainda não tem nome, apenas vontade - e muita - em sem ser ouvida. O OdA falou com os responsáveis de duas das empresas.

Para Armando Cassiano, do Ginásio Clube Naval de Faro, há um receio instalado em “99 por cento das sociedades que fazem a ponte entre a cidade e o mar” que os fundos do Polis Litoral Ria Formosa poderão não ser investidos da melhor maneira e nas infra-estruturas verdadeiramente necessárias. 

“Sei que há dois milhões de euros no PIDDAC para o novo porto de recreio. Se fosse um leigo na matéria aplaudia. Mas pergunto: esses dois milhões de euros derivaram do quê? De um levantamento das verdadeiras necessidades de um recreio náutico? De um levantamento de um número de embarcações que poderemos encontrar no futuro? A nós não nos perguntaram nada e esta é a nossa área de operação. É como fazer um hospital e não perguntarem nada a médicos e enfermeiros”, defende.

José Vargas, da Animaris, lembra que foi feita uma reunião em Julho onde foram discutidas as obras com os responsáveis autárquicos, mas achou tratar-se de um “processo introdutório para cumprir calendário” e a partir desse momento nunca mais foram ouvidos.

“Queremos ser uma voz activa em todo o processo. Acho que o POLIS pode ser o início para fazer uma grande obra, mas sei que 80 milhões de euros não bastam. É do nosso entendimento haver uma estratégia concertada para pegar num projecto que será maior, com fases subsequentes, que até poderia ter investimentos privados. Temos de usar o dinheiro de forma inteligente. É fundamental não perder o 'comboio' do Polis”.

De acordo com os dois operadores, Faro está, actualmente, totalmente desfasado da realidade naútica e com infra-estruturas insuficientes. 

“Se houvesse agora dois mil lugares na doca, dou a garantia que enchiam em menos de seis meses e entretanto temos barcos estacionados lá fora que são vandalizados e não têm segurança nenhuma. Até um barco da polícia foi roubado no ano passado e utilizado para fazer descarregamentos de droga”, recorda Armando Cassiano.

“Uma das nossas ideias é dotar a cidade das infra-estruturas necessárias para o desenvolvimento de actividades náuticas, quer sejam comerciais, desportivas ou de lazer, que serão a âncora para, no nosso entendimento, Faro assumir novamente uma vocação turística. Isso passará por um porto de recreio; um porto de pesca; uma estação marítima para se fixarem carreiras para as ilhas e um organismo que una todas essas estruturas, com uma oferta integrada de serviços. Só nomeando algumas ideias”, assevera José Vargas.

Por enquanto este movimento cívico não irá alterar o estatuto porque acreditam “que serão aceites como parceiros sociais activos”, mas não põem de parte derivar para um organismo com um “carácter mais formal”. 

“Não queremos criar uma estrutura orgânica 'pesada', mas se tiver de ser não teremos problemas. Quero pensar que mesmo sem personalidade jurídica, o nosso peso social será o mesmo”, conclui José Vargas. 

Fontes: Observatório do Algarve

http://www.algarveobserver.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=26512

Imagens:

http://img149.imageshack.us/img149/8458/semtitulo4vt1.jpg - Fotografia aérea da Ria Formosa e da cidade de Faro

http://www.polis.maotdr.gov.pt/Imagens/imgstratadas/logo_Polis.gif - Logótipo do Programa PÓLIS

http://www.algarveobserver.com/cna/Images%5Colhão-feirapnaturais14.jpg – Fotografia do barco da Ria Formosa “Bom Sucesso”

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgyGKH_aPE0BiLQqxC6lOES-E9hiUY5KJdIEAcLdGC2i408uDBvhQmo5ErxXfhSlhPMS9vPZikSPfgwGmzDi8e4ciWaqlZLHzBPDtUMGPiU9hE9Y0yG496IV6I4AcMTq86d6-aKt3cU_VM/s400/faro.jpg - Logótipo da cidade de Faro
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Pedro Abrantes (NAMB)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Macário defende demolições nas ilhas

O candidato à Câmara Municipal de Faro pelo PSD, Macário Correia, defende a necessidade de demolir casas nas dunas, reatando a posição que tinha quando foi Secretário de Estado do Ambiente. 

Acérrimo defensor das demolições nas ilhas-barreira, um dos assuntos sensíveis para qualquer presidente de câmara em Faro, Macário não fugiu às questões dos jornalistas sobre o tema, garantindo que apenas as casas de primeira habitação e de pescadores profissionais têm lugar nas ilhas:”As ilhas-barreira têm que ser olhadas com responsabilidade e com respeito humano. Durante 30 anos, centenas de pessoas têm sido usadas nos mais variados actos, com promessas, boatos e angústias, mas ninguém lhes resolveu o problema”, disse.

“Não se pode é usar essas pessoas que vivem em barracas para fins políticos. É preferível realojá-los eventualmente noutros locais, em casas em condições do que reconstruir uma barraca em cima de uma duna, que amanhã provavelmente cairá”, acrescentou.

“Agora, ninguém vai pegar nas pessoas da Culatra e levá-las para outro lado”, garantiu, dizendo no entanto, que tanto o Polis como a restante legislação em vigor é para cumprir, isto é, quem tiver casas de segunda habitação nas dunas pode esperar demolições.

Fontes: Tempo no Algarve

http://temponoalgarve.blogs.sapo.pt/182575.html

Imagens:

http://www.barlavento.online.pt/upload/multimedia/TN1187964397.jpg - Fotografia de Macário Correia do PSD - Partido Social Democrata

http://files.nireblog.com/blogs/ilhaculatra/files/culatra-paisagens-e-casa-039.jpg - Fotografia aérea das habitações da Praia da Culatra

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5oTXsHaDYFlhPScO0QTyQ5BiUGw7OGgZi66U7ohVyA71wM8BUSlsTYV1mSx1tnweXA1CBZWc_oY5Z7lPDOxnz-8yMqQtPTs3syqwW2gnspBV8b7lAU1QGHlo17cpl0cHwokgRWWuxzz4/s400/Building_demolition_3dsmax_all.jpg - Imagem referente a demolições
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Pedro Abrantes (NAMB)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Algarve/Polis - Acções no terreno iniciam-se agora em Janeiro

A primeira acção no terreno ao abrigo do programa Polis da Ria Formosa deverá avançar em este mês, com a limpeza de resíduos e retirada de entulho e embarcações velhas de algumas das ilhas-barreira.



Segundo fonte da Sociedade Polis, já se iniciaram os trabalhos preparatórios para a empreitada, que deverá, durante cerca de um mês e meio, estender-se a várias ilhas e cujo custo rondará os 728 mil euros.

A acção, que arranca em meados de Janeiro, incidirá sobretudo na Ilha da Culatra (a mais populosa e também onde existem mais resíduos a ser retirados), mas vai estender-se igualmente à Praia de Faro, Farol e Hangares.

No Porto de Faro está a ser ultimada a construção de um estaleiro, que servirá de base à acção do Polis e onde se reunirão os trabalhadores envolvidos na operação, adiantou a mesma fonte.


Os trabalhos de requalificação previstos para a vila de Cabanas deverão igualmente arrancar durante este mês, uma empreitada cuja adjudicação ainda não foi feita, mas cujo custo ronda os 2,7 milhões de euros.

Com uma duração prevista de seis meses, os trabalhos de requalificação incluem arranjos paisagísticos, a colocação de calçada portuguesa ao longo da marginal e a construção de um novo passeio, suspenso, ao longo das margens da ria.



Entretanto, prossegue o levantamento das construções na Ria Formosa.

O Polis é um plano estratégico de valorização e requalificação da Ria Formosa que envolve investimentos na ordem dos 87,5 milhões de euros, a aplicar entre 2008 e 2012, e prevê a intervenção em cinco concelhos algarvios: Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António.
Lusa

Fonte: Algarve Press

http://www.algarvepress.net/conteudo.php?menu=-1&cat=Regional&scat=Ambiente&id=3625

Imagens:

http://img515.imageshack.us/img515/7730/polistd0.jpg - Fotografia aérea da Ria Formosa e zona que será afectada pelo Programa Polis

http://cache01.stormap.sapo.pt/fotostore01/fotos/e7/d3/34/154_0000qsey.jpg - Logótipo do Programa Polis

http://i164.photobucket.com/albums/u17/banithor/Portugal/Cidades%20de%20Praia%20PT/Algarve/TaviraCostaeRiaFormosa.jpg - Fotografia aérea da Ria Formosa

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Pedro Abrantes (NAMB)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Polis Ria Formosa já arrancou!

Sociedade Polis Ria Formosa vai investir 2,8 milhões até Dezembro. Obras abrangem vários municípios e vão estar no terreno até ao final do ano.




"Parte das intervenções constantes no programa Polis Ria Formosa estão programadas até Dezembro deste ano e, dado que estão dependentes parcialmente de fundos comunitários, terão que arrancar no terreno até ao fim do ano".

Quem o diz é Valentina Calixto, presidente da Sociedade Polis Ria Formosa, que declara que o Plano de Pormenor da Ilha de Faro já está em fase de concurso, bem como todos os projectos de intervenção e requalificação das ilhas e ilhotes e a remoção e requalificação da Ria, com a remoção de resíduos e embarcações abandonadas.




“Os ilhotes deverão estar requalificados antes do início da época balnear”, garante a responsável, ao Observatório do Algarve.

Outros projectos incluem a requalificação do Centro Ambiental de Marim, com a recuperação do Chalé João Lúcio. O edifício, onde ficará sedeado o Polis Ria Formosa, é um dos dois expoentes únicos da arquitectura simbolista em Portugal, a par da Quinta da Regaleira. Na zona envolvente, será também recuperado o moinho de maré existente, e requalificada a zona florestal.

Noutras áreas, o Polis prevê ainda a definição de um plano de mobilidade e circulação na Ria (concurso até Dezembro), bem como os projectos de cais de acostagem e fundeadouros, cujo concurso está actualmente em fase de preparação.

Mais tarde, será realizada a consolidação dos sistemas dunares e efectuadas dragagens, num projecto que assenta em estudos já existentes, da Universidade do Algarve e que pretende melhorar a qualidade da água dentro da Ria, beneficiando fundamentalmente os viveiristas. Este projecto será complementar a um outro, o plano de gestão e valorização de sectores de actividade, envolvendo o IPIMAR, a Direcção Regional de Agricultura e Pescas e a Direcção Geral das Pescas.



Por fim, será elaborado pela sociedade Polis um plano de requalificação da rede hidrográfica, que incluirá limpeza de ribeiras, requalificação dos leitos e linhas de água e a valorização das zonas envolventes com espaços de lazer, até um máximo de 500 metros de distância do domínio hídrico.

Este plano está orçamentado em cerca de 2 milhões de euros, sem contar com a recuperação da zona do Rio Seco, em Faro, que estará interligada com a construção da segunda fase da variante, onde serão investidos 3 milhões de euros, conjuntamente com outras entidades.





No total, até Dezembro, a sociedade Polis diz que serão investidos 2,8 milhões de euros em todos os projectos.

Até Fevereiro, deverá estar concluído o levantamento das construções existentes nos espaços edificados a renaturalizar nas ilhas-barreira e ilhotes, a parte mais complexa do novo Polis Ria Formosa, uma vez que irá implicar várias demolições.


Recorde-se que o programa, em que participam as autarquias de Olhão, Faro, Loulé, Tavira e Vila Real de Santo António, terá à sua disposição uma verba de 87 milhões de euros, para executar até 2012, dos quais 42 milhões são de financiamento comunitário. Em termos de municípios, Faro é a autarquia com a maior fatia do capital social, com 14 por cento, seguida de Olhão com 11 por cento, Tavira com 7 por cento e Loulé com 3 por cento. Vila Real de Santo António, apesar de integrar a sociedade, não entrou com capital. Quanto ao financiamento não-autárquico (45,4 milhões), distribui-se entre o Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional (14,1 milhões), as autarquias envolvidas (8,5 milhões) e entidades como o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, o Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos e o Ministério da Economia e Inovação (13,7 milhões no global).



O Plano de Intervenção desta área de paisagem protegida abrange 19.245 hectares, com 48 quilómetros de frente costeira e 57 quilómetros de frente de ria, num total de 12 praias.

Fonte: Observatório do Algarve

http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=25589

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Pedro Abrantes (NAMB)