
Fonte: Jornal O Algarve e Somos Olhão!
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Pedro Abrantes (NAMB)
Algumas dezenas de pessoas participaram no fim-de-semana passado na plantação de 500 sobreiros no Pontal, Parque Natural da Ria Formosa. A plantação prolongou-se por vários dias num terreno privado cujo proprietário apoia a acção.

No sábado tratou-se de dar o arranque a uma campanha promovida pela empresa SASEL, SA (Águas da Serra da Estrela). A campanha decorreu em vários pontos do país. O objectivo é sensibilizar os cidadãos para a preservação da natureza.

No passado sábado foram plantadas no Ludo cerca de 250 das 500 árvores previstas, com a ajuda de técnicos dos organismos envolvidos, populares e dos Escuteiros do Agrupamento 1172 de Faro.

A Sociedade Polis Litoral Ria Formosa está a investir 728 mil euros na limpeza das áreas navegáveis da Ria Formosa, estimando poder vir a retirar mais de 800 toneladas de resíduos durante a empreitada.

Depois de uma primeira intervenção, por terra, na zona nascente da praia de Faro, esta semana as operações estão centradas no núcleo piscatório da Culatra, por mar, recorrendo a uma barcaça.

Todos os resíduos serão reencaminhados para triagem e eventual reutilização através de reciclagem.











Segundo fonte da Sociedade Polis, já se iniciaram os trabalhos preparatórios para a empreitada, que deverá, durante cerca de um mês e meio, estender-se a várias ilhas e cujo custo rondará os 728 mil euros.
A acção, que arranca em meados de Janeiro, incidirá sobretudo na Ilha da Culatra (a mais populosa e também onde existem mais resíduos a ser retirados), mas vai estender-se igualmente à Praia de Faro, Farol e Hangares.
No Porto de Faro está a ser ultimada a construção de um estaleiro, que servirá de base à acção do Polis e onde se reunirão os trabalhadores envolvidos na operação, adiantou a mesma fonte.

Os trabalhos de requalificação previstos para a vila de Cabanas deverão igualmente arrancar durante este mês, uma empreitada cuja adjudicação ainda não foi feita, mas cujo custo ronda os 2,7 milhões de euros.
Com uma duração prevista de seis meses, os trabalhos de requalificação incluem arranjos paisagísticos, a colocação de calçada portuguesa ao longo da marginal e a construção de um novo passeio, suspenso, ao longo das margens da ria.
Entretanto, prossegue o levantamento das construções na Ria Formosa.
O Polis é um plano estratégico de valorização e requalificação da Ria Formosa que envolve investimentos na ordem dos 87,5 milhões de euros, a aplicar entre 2008 e 2012, e prevê a intervenção em cinco concelhos algarvios: Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António.
Lusa
Fonte: Algarve Press
http://www.algarvepress.net/conteudo.php?menu=-1&cat=Regional&scat=Ambiente&id=3625
Imagens:
http://img515.imageshack.us/img515/7730/polistd0.jpg - Fotografia aérea da Ria Formosa e zona que será afectada pelo Programa Polis
http://cache01.stormap.sapo.pt/fotostore01/fotos/e7/d3/34/154_0000qsey.jpg - Logótipo do Programa Polis
http://i164.photobucket.com/albums/u17/banithor/Portugal/Cidades%20de%20Praia%20PT/Algarve/TaviraCostaeRiaFormosa.jpg - Fotografia aérea da Ria Formosa

“Os ilhotes deverão estar requalificados antes do início da época balnear”, garante a responsável, ao Observatório do Algarve.
Outros projectos incluem a requalificação do Centro Ambiental de Marim, com a recuperação do Chalé João Lúcio. O edifício, onde ficará sedeado o Polis Ria Formosa, é um dos dois expoentes únicos da arquitectura simbolista em Portugal, a par da Quinta da Regaleira. Na zona envolvente, será também recuperado o moinho de maré existente, e requalificada a zona florestal.
Noutras áreas, o Polis prevê ainda a definição de um plano de mobilidade e circulação na Ria (concurso até Dezembro), bem como os projectos de cais de acostagem e fundeadouros, cujo concurso está actualmente em fase de preparação.
Mais tarde, será realizada a consolidação dos sistemas dunares e efectuadas dragagens, num projecto que assenta em estudos já existentes, da Universidade do Algarve e que pretende melhorar a qualidade da água dentro da Ria, beneficiando fundamentalmente os viveiristas. Este projecto será complementar a um outro, o plano de gestão e valorização de sectores de actividade, envolvendo o IPIMAR, a Direcção Regional de Agricultura e Pescas e a Direcção Geral das Pescas.

Por fim, será elaborado pela sociedade Polis um plano de requalificação da rede hidrográfica, que incluirá limpeza de ribeiras, requalificação dos leitos e linhas de água e a valorização das zonas envolventes com espaços de lazer, até um máximo de 500 metros de distância do domínio hídrico.
Este plano está orçamentado em cerca de 2 milhões de euros, sem contar com a recuperação da zona do Rio Seco, em Faro, que estará interligada com a construção da segunda fase da variante, onde serão investidos 3 milhões de euros, conjuntamente com outras entidades.

No total, até Dezembro, a sociedade Polis diz que serão investidos 2,8 milhões de euros em todos os projectos.
Até Fevereiro, deverá estar concluído o levantamento das construções existentes nos espaços edificados a renaturalizar nas ilhas-barreira e ilhotes, a parte mais complexa do novo Polis Ria Formosa, uma vez que irá implicar várias demolições.

Recorde-se que o programa, em que participam as autarquias de Olhão, Faro, Loulé, Tavira e Vila Real de Santo António, terá à sua disposição uma verba de 87 milhões de euros, para executar até 2012, dos quais 42 milhões são de financiamento comunitário. Em termos de municípios, Faro é a autarquia com a maior fatia do capital social, com 14 por cento, seguida de Olhão com 11 por cento, Tavira com 7 por cento e Loulé com 3 por cento. Vila Real de Santo António, apesar de integrar a sociedade, não entrou com capital. Quanto ao financiamento não-autárquico (45,4 milhões), distribui-se entre o Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional (14,1 milhões), as autarquias envolvidas (8,5 milhões) e entidades como o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, o Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos e o Ministério da Economia e Inovação (13,7 milhões no global).
O Plano de Intervenção desta área de paisagem protegida abrange 19.245 hectares, com 48 quilómetros de frente costeira e 57 quilómetros de frente de ria, num total de 12 praias.
Fonte: Observatório do Algarve
http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=25589