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sábado, 19 de dezembro de 2009

A QUERCUS APRESENTA ALGUNS CONSELHOS PARA UM NATAL MAIS ECOLÓGICO

Nesta época festiva, a Quercus aproveita para apresentar alguns conselhos que lhe permitirão ter um Natal ambientalmente mais correcto. 
Nos últimos anos a época do Natal tem-se tornado na época do consumo por excelência. Mais do que em qualquer outro período do ano, somos estimulados, influenciados, instigados, empurrados a comprar, comprar, comprar. Este consumo imediato e pouco reflectido provoca impactos ambientais graves, mas, pode também estar na origem de problemas económicos (endividamento excessivo).
Para o ajudar a contribuir para um Natal ecológico, aqui ficam alguns conselhos simples que pode levar em conta.




Vem aí o Natal…

- Para a ceia de Natal comece a habituar-se a substituir o bacalhau por outra iguaria; se não consegue mesmo resistir, adquira bacalhau de média/grande dimensão; faça o mesmo em relação ao polvo (deverá ter sempre mais de 800 ou 900 gr.).
- Adquira uma árvore de Natal natural em vaso, caso possa mantê-la durante o ano; uma outra hipótese é comprar uma árvore artificial (que pode ser reutilizada durante muitos anos) ou então recorra apenas a árvores vendidas com autorização (bombeiros, serviços municipais), como garantia da sustentabilidade do corte.
- Não vá em modas e tenha cuidado na aquisição dos enfeites de Natal, para que os possa reutilizar por muitos e longos anos. Pode optar por criar os seus próprios enfeites a partir da reciclagem e reutilização de materiais.
- Adquira lâmpadas energeticamente eficientes para reduzir a sua factura energética e ambiental.
- Pense naqueles que não têm possibilidade de oferecer prendas e mesmo de ter uma ceia de Natal; seja solidário com as várias campanhas que habitualmente se desenrolam nesta época.
- Esta é uma época tendencialmente fria; isole bem a sua casa de modo a reduzir os gastos com o aquecimento e também, para poupar recursos.
- Lembre-se que certas espécies animais e vegetais estão em vias de extinção. O azevinho é uma dessas espécies. Não compre azevinho verdadeiro. Existem bonitas imitações artificiais de azevinho que podem ser reutilizadas de uns anos para os outros. Também pode usar a sua própria criatividade.


O Natal e os presentes…

- Reflicta bem sobre as prendas que vai oferecer, a quem vai oferecer e qual a sua utilidade. Privilegie produtos:
a) Duráveis e reparáveis;
b) Educativos, principalmente se estivermos a falar de prendas para os mais pequenos; ofereça produtos que estimulem a inteligência, a criatividade, o respeito entre os povos e pelo ambiente;
c) Inócuos, em termos de substâncias perigosas;
d) Que não estejam embalados em excesso ou em embalagens complexas (são mais caros, misturam vários materiais e dificultam a reciclagem);
e) Úteis: é importante privilegiar a oferta de prendas que não sejam colocadas imediatamente na prateleira ou em qualquer baú esquecido no sótão.
- Em caso de dúvida sobre a prenda a oferecer, opte pelos cheque-prenda já disponíveis em inúmeras lojas; são uma garantia de que a sua prenda irá ao encontro das expectativas de quem a recebe.
- Gaste apenas na medida das suas possibilidades. Respeitar os seus limites de endividamento irá permitir-lhe ser mais criterioso nas suas escolhas e, logo, mais sustentável.
- Utilize os transportes públicos nas suas deslocações às compras, ou então, junte-se com amigos ou familiares num mesmo veículo e vão às compras conjuntamente; fica mais barato e sempre pode pedir opiniões quando estiver indeciso.
- Procure levar sacos seus para as compras ou tente utilizar o número mínimo de sacos possível (uma sugestão: ofereça sacos de pano para as compras).
- Adquira produtos nacionais, pois promove a economia portuguesa e reduz o impacte ambiental associado ao transporte dos produtos.
- Se pensar em oferecer um animal de estimação tenha em conta se há condições para ele viver bem e não compre animais selvagens ou em vias de extinção (opte pela adopção de um animal).
- Se optar por oferecer produtos de perfumaria, cosmética ou higiene pessoal tenha o cuidado de escolher aqueles que não fazem testes em animais (procure a lista em http://www.lpda.pt/).
- Muitas vezes temos objectos que já não utilizamos, mas que estão em bom estado. Não os deite fora. Seleccione os que pode oferecer a instituições ou a vendas de Natal ou opte por usara a sua criatividade e criar objectos para oferecer.


Depois do Natal…

- Guarde os laços e o papel de embrulho para que os possa utilizar noutras ocasiões; muitas embalagens, caixas de prendas, papéis de embrulho podem ser utilizados pelas crianças para fazer divertidos objectos, como máscaras, porta canetas, etc.
- Separe todas as embalagens – papel/cartão; plástico; metal – e coloque-as no ecoponto mais próximo, evitando assim os amontoados de lixo que marcam o dia de Natal; este é um bom momento para verificar se foi um cidadão ambientalmente consciente nas suas compras.
- Depois das festas, vêm as limpezas. Procure reduzir a quantidade e perigosidade dos produtos de limpeza que utiliza. Prefira os biodegradáveis e/ou em recargas.
- Não deite as pilhas para o lixo, coloque sempre no pilhão. As pilhas recarregáveis são uma alternativa económica e ecológica.
- Reflicta ao longo do ano sobre a utilidade que foi dada às prendas que ofereceu.
- Mantenha-se solidário com as diversas campanhas que se vão desenrolando ao longo do ano.

Seguir estes conselhos permitir-lhe-á oferecer uma prenda a si próprio e a todos os cidadãos do mundo – um ambiente mais protegido e equilibrado.

A Quercus deseja-lhe um excelente Natal e um Ecológico ano de 2009!!

Fonte: QUERCUS

Pedro Abrantes (NAMB)

sábado, 28 de março de 2009

Afinal quanto vale a Natureza?

“Num planeta limitado, é insustentável ter uma economia baseada numa produção ilimitada”



O Condomínio da Terra decidiu atribuir um valor económico a tudo o que a Natureza faz: ar, água ou minerais valem tanto como o que o Homem produz. 

Este valor, quase o mesmo que o produto interno bruto mundial, resultou de um trabalho desenvolvido por 12 economistas e ecologistas, que dividiram a superfície do planeta em 16 biomas (de florestas tropicais a recifes de corais) e definiram 17 categorias de serviços.

Estas contas pretenderam atribuir um valor económico aos serviços ambientais prestados pelos ecossistemas, que são essenciais para a vida no planeta.

A concepção do Condomínio da Terra prevê que a manutenção dos ecossistemas seja entendida como uma actividade económica, acabando com a perspectiva actual de só atribuir valor à natureza depois de a destruir ou transformar.



“As árvores têm que valer mais vivas do que em madeira e, neste momento, uma árvore só tem rentabilidade económica quando é transformada em madeira”, frisou o ambientalista Paulo Magalhães, referindo-se à importância das florestas.

Para inverter este quadro, tornou-se necessário atribuir um valor aos serviços prestados pelos ecossistemas, para permitir contabilizar o que cada um tem a pagar ou a receber pelo seu uso ou pela sua conservação e manutenção.

“O nosso sistema de valoração é a economia, que tem que dar valor ao que nós mais precisamos e, neste momento, precisamos mais dos serviços prestados pelas florestas do que de telemóveis de quarta ou quinta geração”, salientou o principal impulsionador do Condomínio da Terra.

Nas contas da equipa liderada por Robert Costanza, o serviço ecológico mais ‘valioso’ prestado pela biosfera é a reciclagem de minerais, em especial carbono, nitrogénio e fósforo, que foi avaliada em 17 triliões de dólares anuais.


O tratamento de resíduos e filtragem de produtos tóxicos (2,28 triliões), o controlo de distúrbios climáticos (1,78), o armazenamento de água em bacias hidrográficas, reservatórios e aquíferos (1,69) e a produção de alimentos (1,39) são outros serviços cujo valor foi estimado.

Nesta lista incluem-se ainda serviços ambientais como a regulação dos níveis de gases atmosféricos poluentes (1,34), as fontes de matérias-primas (0,72), o controlo biológico de pragas e doenças (0,42) ou a protecção de habitats utilizados na reprodução e migração das espécies (0,12).

O estudo permitiu concluir, sem sombra para dúvidas, que os ecossistemas do planeta prestam serviços cujo valor económico é muito superior aos lucros gerados pela exploração tradicional dos seus recursos.

O desafio colocado pelo Condomínio da Terra é a criação de um modelo que promova a produção e manutenção dos bens vitais do planeta e, ao mesmo tempo, faça repercutir os custos de produção dos bens não essenciais que contribuem para a destruição das condições sustentáveis da biosfera.

Com este sistema, esperam os promotores do projecto que os países procurem danificar o menos possível as partes comuns do planeta e cuidem delas da melhor forma.

“Num planeta limitado, é insustentável ter uma economia baseada numa produção ilimitada”, defendeu Paulo Magalhães.


Nesse sentido, salientou a necessidade de “criar, ao lado da economia de produção, uma economia de manutenção das partes comuns”.

“Tem que haver pessoas, empresas, países, cujo trabalho é cuidar das florestas, limpar as águas, garantir o funcionamento dos ecossistemas”, frisou.

Fontes: Observatório do Algarve 

http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=28237

Imagens:

http://fc04.deviantart.com/fs16/i/2007/216/b/2/Nature___by_kampongboy92.jpg - Fotografia de paisagem com nuvens

http://www.winajuda.ig.com.br/deskmod/2006-03/wallpaper_Nature_Captured_3D_by_Neo101.jpg - Imagem sobre as quatro estações

http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=1155279 – Fotografia de água

http://www.glowinthedark.net.au/images/800px-Fluorescent_minerals_hg.jpg - Fotografia de minerais
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Pedro Abrantes (NAMB)

sexta-feira, 20 de março de 2009

Ria Formosa é tema de exposição no AlgarveShopping

Em parceria com a Associação Livre de Fotógrafos do Algarve – ALFA, a Fnac do AlgarveShopping inaugura no próximo dia 20 de Março uma exposição com uma selecção de fotografias que ilustram a beleza da Ria Formosa. 



No primeiro ano de actividade da ALFA, a Ria Formosa foi o principal elo de comunicação entre as várias actividades da Associação que visitou salinas, driblados ilhotes e atravessou vales de lama num viveiro de ostras. 

«Em frágil equilíbrio ecológico, a Ria traduz-se num harmonioso emaranhado de aves selvagens únicas, répteis insuspeitos, peixes e bivalves em lodos a perder de vista. E gentes. Milhares de pessoas que dependem diariamente das suas dádivas, empoleiradas em ilhas, vertendo nela o suor dos seus rostos. É numa pequena gota deste paraíso, aqui ao pé de casa, que consiste esta exposição, captada pelas objectivas dos fotógrafos do Algarve» frisa a ALFA. 



“Ria Formosa – Um Paraíso Para o Olhar” vai estar patente na Fnac do AlgarveShopping de 19 de Março até ao dia 5 de Maio.

Fontes: Região Sul

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=92745

Imagens:

http://www.alfa.pt/index.php - Logótipo da ALFA – Associação Livre Fotógrafos do Algarve

http://www.thealgarveinfo.com/Photos/AlgarveShopping/4.jpg - Fotografia das fontes-estrela do AlgarveShopping na Guia, junto à estrada nacional 125
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Pedro Abrantes (NAMB)

segunda-feira, 16 de março de 2009

Dia Mundial da Floresta

Em consonância com o início da Primavera, no recomeço de um ciclo vital, que todos os anos se repete e que é expressão da própria Vida, assinala-se no próximo dia 21 de Março o «Dia Mundial da Floresta», motivo das comemorações, que decorrem um pouco por todo o Mundo e com um sentido e um significado muito próprios, intuindo a sensibilização e alerta para a necessidade do correcto tratamento e salvaguarda da floresta e dos seus muitos ramificados “pulmões”, disseminados, com maior ou menor intensidade, por toda a parte desta casa comum que coabitamos, o planeta Terra. 



Assume a floresta em Portugal um papel de charneira, constituindo, não só e também por razões ecológicas, uma das nossas principais riquezas, com marcante referência a nível económico e social e na sua preservação, sobretudo no combate ao que tem constituído uma verdadeira calamidade, os incêndios florestais, têm sido desenvolvido políticas para evitar e combater os mesmos, pois sempre que desaparece uma árvore todos ficamos mais pobres. 



Neste “Dia Mundial da Floresta” saúdo todos os que, no Algarve, estão ligados a este importante sector, quer promovendo a sua implementação como lutando pela sua conservação e lançando o apelo para que, em cada dia, cada um de nós, seja mais e mais amigo da nossa floresta.

Fontes: Região Sul

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=92813

Imagens:

http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=1158743 – Imagem do Glogo terrestre com uma árvores a nascer

http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=1132687 – Fotografia de uma Floresta com um caminho pedestre
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Pedro Abrantes (NAMB)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Restaurantes "fazem" combustível

Campanha da AMI recolhe óleos usados. Restaurantes algarvios aderem... em massa. 

"Recolha os óleos alimentares que já não necessita, coloque-os dentro de uma garrafa de plástico e entregue-a num dos restaurantes aderentes". A mensagem não podia ser mais simples e faz parte da campanha da AMI (Assistência Médica Internacional) para diminuir a poluição do planeta, lutar contra a degradação ambiental e as alterações climáticas e contribuir para a independência energética do país.

As receitas angariadas com a valorização dos óleos alimentares resultam em donativos para auxiliar a AMI na luta contra a exclusão social, e o Algarve tem aderido em massa...à recolha de óleo. 

O snack-bar Ana Paula Pinto, em Faro, abraçou a iniciativa há cerca de dois anos. “É uma forma de ajudar o ambiente. O óleo que é consumido aqui é recolhido e depositado nuns bidões que nos trouxeram. A recolha é feita esporadicamente, mas eu quando tenho o bidão cheio ligo-lhes e eles vêm buscar. Os rapazes que cá vêm até se deslocam com biodiesel e tudo.” afirma Vítor Pinto, gerente do snack-bar.

Por enquanto, Vítor armazena apenas os óleos provenientes do seu estabelecimento, mas está disponível para aceitar a contribuição de todos os que queiram cooperar.

Também Ruben Rodrigues, proprietário do café Fiote (Faro) decidiu aderir à campanha no final de 2007.

Enviou uma carta a manifestar a vontade de contribuir, e posteriormente recebeu a visita de técnicos da empresa Resivalor. 

“Eles disseram que vinham cá de tempos a tempos para fazer a recolha mas nunca apareceram. Eu tenho ali um ou dois garrafões com óleo mas acho que os vou dar a um amigo que também faz recolha”, assegura o proprietário. 

José Martins Afonso, dono do snack-bar Afonso (Faro), diz que está interessado em aderir ao projecto, mas os bidões são muito grandes e não tem espaço suficiente para os receber. 

Ainda assim, encontrou uma alternativa: “Tenho um amigo que emprega os óleos usados num motor de tirar água e eu dou-lhe. Não os jogo pelos esgotos porque polui", declara.

A reutilização de óleos alimentares como combustível, para além de evitar a contaminação das águas residuais, contribui também para reduzir as emissões dos Gases de Efeito de Estufa (GEE). Transformados em biodiesel, os óleos fornecem uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis. 

Segundo a AMI, Portugal produz cerca de 120 milhões de litros de óleos alimentares por ano, quantidade suficiente para fabricar 170 milhões de litros de biodiesel. Um número que equivale a 0,5 por cento do total das importações anuais portuguesas de petróleo. 

Em Janeiro de 2007, o Governo estabeleceu uma meta que prevê a incorporação de 10 por cento de biocombustíveis, até 2010, como substitutos da gasolina e gasóleo. 

Se quiser aderir à recolha, pode ver a lista completa dos restaurantes aderentes aqui.

http://www.ami.org.pt/media/pdf/oleos_aderentes0608.pdf

Fontes: Observatório do Algarve

http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=23875

Imagens:

http://www.goldstockbull.com/wp-content/uploads/biodiesel.gif - Imagem com barris de Bio-diesel

http://biorege.weblog.com.pt/arquivo/imagem_campanhaAMI.jpg - Banner de sensibilização da AMI para a problemática dos óleos usados

http://www.novaenergia.net/blog/portugal_les_a_les/wp-content/uploads/2007/05/resivalor_big.jpg - Logótipo da Resivalor – Tecnologias Ambientais e Gestão de Resíduos

http://z.hubpages.com/u/442289_f520.jpg - Cartoon alusivo ao Bio-Diesel

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Pedro Abrantes (NAMB)