Mostrar mensagens com a etiqueta Energy. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Energy. Mostrar todas as mensagens

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Energia: Lares portugueses podiam poupar 174 milhões/ano

Uma utilização mais eficiente da energia no sector doméstico e nas PME industriais permitiria iluminar 696 mil lares portugueses e 15 mil empresas durante um ano, de acordo com os dados do 2º Índice de Eficiência Energética elaborado pela UNION FENOSA.

De acordo com o relatório, os lares portugueses poderiam poupar até 174 milhões de euros por ano, já que desperdiçam cerca de 9,8% da energia que consomem ou 1.811 GWh. Com a adopção de melhores hábitos, os portugueses evitariam a emissão de 670 mil toneladas de dióxido de carbono, o mesmo que absorveriam 6,7 milhões de árvores. 

Comparando com os resultados de 2007, os portugueses registaram uma melhoria de 0,1 pontos (de 6,0 para 6,1, numa escala máxima de 10), o que lhes permitiu poupar cerca de 3,6 milhões de euros. Entre os pontos fortes dos resultados do estudo destacam-se alguns hábitos eficientes dos lares portugueses como, por exemplo, a precaução de não introduzir comida quente no frigorífico ou a atenção à etiquetagem energética ao comprar um electrodoméstico. Os portugueses também usam de forma eficiente as máquinas de lavar roupa ou louça.

Por Distrito, as cidades de Santarém (+0,58 pontos) e Porto (+0,72) foram as que mais melhoraram em termos de eficiência energética face a 2007.

PME Industriais poderiam poupar até 150 milhões de euros por ano

As pequenas e médias empresas (PME) do sector industrial em Portugal poderiam poupar até 150 milhões de euros por ano com uma utilização mais eficiente da energia. De acordo com o relatório da UNION FENOSA, o índice de Eficiência Energética nas PME industriais atinge um valor de 3,1 pontos num máximo de 10. Isto corresponde a um desperdício de cerca de 16,7% da energia que consomem ou 2.031 GWh. 

Com a adopção de melhores hábitos e o investimento na inovação tecnológica seria evitada a emissão de 750 mil toneladas de dióxido de carbono, tanto como o que podem absorver 7,5 milhões de árvores. No último ano, a eficiência energética das PME portuguesas melhorou 0,1 pontos, para os 3,1. Este número equivale a uma poupança de 45 milhões de KWh/ano ou 3,6 milhões de euros.

Entre os pontos fortes dos resultados do estudo destacam-se as melhorias substanciais em alguns hábitos eficientes das PME industriais portuguesas como, por exemplo, o aumento do número de empresas que dispõem de programas de manutenção e limpeza de lâmpadas (de 31% em 2007, para 69% em 2008).

As PME mais eficientes encontram-se no distrito de Bragança (4,3). Lisboa e o Porto estão ambas ligeiramente acima da média nacional, com 3,1.


Fontes: Algarve Press

http://www.algarvepress.net/conteudo.php?menu=-1&cat=Regional&scat=Economia&id=3176

Imagens:

http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=1146593 – Imagem do desenho duma lâmpada acesa

http://upload.moldova.org/economie/energie/union_fenosa.jpg - Imagem do Logótipo da Union Fenosa

http://diario.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/12512990/235 - Fotografia do globo Terrestre reflectido numa lâmpada apagada 
.
Pedro Abrantes (NAMB)

sábado, 24 de janeiro de 2009

A internet está a transformar-se num monstro?

Recentemente foi divulgado um estudo que calculava o gasto energético de uma pesquisa no Google, que pelos vistos equivale a metade da energia necessária para ferver água numa chaleira eléctrica. Ou seja, cada pesquisa é responsável pela emissão de 7 g de dióxido de carbono (ver notícia). Multiplique-se este valor pelos milhões de pesquisas diárias pelo mundo fora e obtém-se um valor assustador.



Claro que a Google contesta estes valores, mas mesmo os 0,2 g de CO2 por pesquisa que a empresa apresenta já são significativos.

Um outro estudo mostra que à medida que a internet cresce, é necessária uma maior quantidade de energia para que os servidores cada vez mais potentes funcionem. Estima-se que em 2005 a energia gasta pelos servidores e centrais de dados representou 2 por cento da energia consumida no mundo em 2005, tendo o seu valor duplicado entre 2000 e 2005.



Para termos o real gasto energético (e consequentes emissões de CO2) da internet há que somar ainda a energia gasta pelos computadores dos utilizadores.

Aqui pelo Algarve andamos a produzir e a libertar CO2 no Estados Unidos (indirectamente), sempre que pesquisamos a Internet. Por exemplo para postar esta notícia sobre o Google, estima-se um gasto de energia eléctrica equivalente a aquecer uns 5 litros de água!!

Estará a internet a transformar-se num monstro insaciável? Ou estamos nós?

Fonte: Terramater - Comissão Europeia, Environmental Research Letters

http://blog.terramater.pt/

Imagens:

http://blog.terramater.pt/ - Logótipo do Google com tentáculos

http://aifuture.files.wordpress.com/2008/07/google.jpg - Google bem, Google mal

.
Pedro Abrantes (NAMB)