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quinta-feira, 16 de abril de 2009

São Brás de Alportel | Observação de aves na Serra Algarvia

A Rota da Cortiça organiza, em parceria com a Associação Almargem, uma sessão de birdwatching. A iniciativa vai decorrer este sábado, dia 18 de Abril, durante toda a manhã (das 8h30 até às 12h), na aldeia dos Parises, concelho de São Brás de Alportel.



O birdwatching, cuja tradução literal é “observação de aves”, consiste numa actividade lúdica e científica que visa identificar os pássaros através das suas plumagens, dos seus cantos e comportamento.

Existem imensas aves autóctones na serra algarvia (para além das espécies migratórias) que englobam desde as de tamanho muito pequeno, como o abelharuco, que atinge apenas 35 cm do bico ao extremo da cauda, até outras de aparência tão majestosa como a cegonha ou a águia de Bonelli, que têm uma extensão de asas superior a 1,80m e que são espécies raras.



Este encontro conta com um técnico em birdwatching que irá abordar a forma como as diferentes espécies se alimentam, a vocalização e chamamento, a reprodução e comportamento.

Simultaneamente serão fornecidos dados sobre a migração de algumas aves e conselhos para a protecção do seu habitat, os sobreirais. 



As inscrições são limitadas e podem ser feitas pelos telefones 289 840 018 ou 96 007 08 06, pelo email info@rotadacortica.pt ou na própria sede da Rota da Cortiça, na Rua Gago Coutinho, nº18, em São Brás de Alportel.

Fonte: Alma Algarvia

http://alma-algarvia.blogspot.com/2009/04/sao-bras-de-alportel-observacao-de-aves.html

Imagens:

http://lifebonelli.ceai.pt/imagens/bonelli1.jpg - Fotografia de um magnífico exemplar de Águia de Bonelli

http://desunited.no.sapo.pt/Cegonha.jpg - Fotografia de uma cegonha a atravessar a passadeira

http://armindoalves.blogspot.com/2008/06/abelharuco.html - Fotografia de um Abelharuco
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Pedro Abrantes (NAMB)

sábado, 27 de dezembro de 2008

Águia de Bonelli ganha protecção especial

Foram precisos seis anos até serem criadas no Algarve Zonas de Protecção Especial, em Monchique e no Caldeirão, para a preservação da águia de Bonelli.


Apesar de já contempladas na União Europeia, como Zonas de Protecção Especial, Monchique e a Serra do Caldeirão ainda não constavam na legislação portuguesa como ZPE, e só agora, na última reunião do Conselho de Ministros, foram efectivamente criadas.

A situação remonta a Junho de 2000, altura em que a Sociedade Portuguesa do Estudo das Aves formalizou uma queixa na Comissão Europeia, face à insuficiência de Zonas de Protecção Especial (ZPE) para a conservação de espécies de aves prioritárias, como a Águia-de-Bonelli (Hieraaetus fasciatus).

Em resposta, o Estado português indicou as duas áreas como ZPE à Comissão Europeia, mas “esqueceu-se” de as transpor para a legislação nacional.

“O custo que isto teve foi que estas áreas não eram classificadas e como tal não foi criado nenhum projecto de gestão, por exemplo com fundos de apoio à produção florestal”, salienta ao Observatório do Algarve Domingos Leitão, da Sociedade Portuguesa do Estudo das Aves.


O especialista garante que, só no Algarve, existirão actualmente cerca de 30 casais da Águia de Bonelli (também conhecida por águia-perdigueira), aproximadamente um terço do total a nível do país. “Isso já dá para ter uma ideia da importância destes dois sítios classificados, a nível nacional”, afirma.

Também João Ministro, da associação ambientalista Almargem, critica a lentidão do processo e defende que agora tudo está “nas mãos” do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), em articulação com os municípios.

“A importância deste decreto depende do papel do ICNB e da forma como estas áreas sejam geridas em parceria com as autarquias. A Costa Vicentina também é uma ZPE e veja que não faltam empreendimentos, a Ria Formosa é uma ZPE e não falta pressão urbanística”, afirma ao Observatório do Algarve.

João Ministro reconhece que muitas vezes as classificações “são inúteis”, sendo necessário definir uma estratégia que possa encontrar oportunidades de financiamento, tanto para a preservação das espécies como para o desenvolvimento das actividades agro-florestais.

Na realidade, os proprietários agrícolas ou produtores florestais das áreas abrangidas pelas Zonas de Protecção Especial, reconhecidas pela Comissão Europeia, estiveram como que “congelados” durante estes anos, sem que se definisse qualquer tipo de estratégia nacional.

Os proprietários não podem ir contra as ZPE reconhecidas por Bruxelas, mas muito menos beneficiar de quaisquer compensações ou programas nacionais, porque as áreas, em Portugal, ainda não existiam. “A partir de agora, um proprietário que pretenda mudar o uso do (seu) solo, terá pelo menos alguém a quem se dirigir que é o ICNB”, adianta Domingos Leitão.



As duas ZPE, chamadas de Monchique e Caldeirão, coincidem com os limites da Rede Natura 2000 e abrangem ao todo mais de 140 mil hectares. A ZPE de Monchique contempla parte dos concelhos de Aljezur, Silves, Monchique e Odemira, com um total de 76008 hectares.

Já a ZPE do Caldeirão abrange Ourique e Almodôvar (Beja), São Brás de Alportel, Loulé e Tavira, num total de 70.445 hectares. No território continental estão classificadas 29 ZPE e 60 Sítios (7 dos quais foram já designados como Sítios de Importância Comunitária - SIC).

Para além da Águia de Bonelli, estas áreas são frequentadas por várias espécies protegidas, como a águia-cobreira, o bufo real ou a cotovia pequena, entre outras.

Quem são estes inquilinos?

A Águia de Bonelli, classificada como espécie em perigo é uma águia de tamanho médio, com uma envergadura que varia entre o 1,5 m e 1,8 m, e com peso entre 1500 a 2400 gramas. Alimenta-se sobretudo de mamíferos de médio porte (Coelho-bravo) e aves (Perdiz-vermelha e columbiformes, como a rola ou o pombo), com menor frequência de répteis. Caça normalmente sozinha, mas pode também fazê-lo em pares.

Em Portugal, nidifica principalmente nas regiões montanhosas e nos vales alcantilados do nordeste, na Beira Baixa, no Alentejo e nas serras algarvias. No Alentejo e Algarve a espécie apresenta alguma estabilidade em termos de número de indivíduos, e segundo o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade, tem sido inclusive detectada a instalação de novos casais, em algumas zonas a Sul.

Veja em baixo o vídeo do nascimento de uma cria da Águia de Bonelli (ou águia perdigueira), no Parque de Garraf, próximo de Barcelona, Espanha. http://www.youtube.com/watch?v=C8YC05mrcsU

Fonte: Observatório do Algarve

http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=20086

Imagens:

http://www.santohuberto.com/conteudos/1113b.gif - Fotografia a captar a cabeça dum exemplar da Águia de Bonelli - Hiraëtus fasciatus

http://api.ning.com/files/cOr6KMCIQSnHRGFq7hcoLmkrkqgWITzB4N-my8ooJmc_/V.A.1032.jpg - Fotografia do Engenheiro do Ambiente João Ministro

http://www.abae.pt/programa/images/icnb_logo_large.jpg - Logótipo do ICNB – Instituto da Conservação da Natureza e a Biodiversidade

http://www.youtube.com/watch?v=C8YC05mrcsU – Vídeo sobre nascimento de uma cria da Águia de Bonelli (ou águia perdigueira), no Parque de Garraf, próximo de Barcelona, Espanha

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Pedro Abrantes (NAMB)