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sábado, 4 de abril de 2009

500 sobreiros vão ser plantados no Ludo

Dia 4 de Abril vão ser plantados 500 sobreiros no Parque Natural da Ria Formosa, no Ludo, iniciativa integrada numa campanha de reflorestação realizada em quatro parques naturais do país. 



Trata-se da campanha “Venha plantar uma árvore connosco”, promovida pela empresa SASEL, SA (Águas da Serra da Estrela), que visou reflorestação da Serra da Estrela na sequência dos incêndios florestais que assolaram aquela região. 

No Algarve são parceiros na campanha a Sociedade Polis Ria Formosa, a Câmara Municipal de Faro e o ICNB, através do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas do Sul e o Governo Civil de Faro. 



Os interessados em participar na acção devem deslocar-se no próximo sábado à zona do Ludo, no Pontal, entre o aeroporto e a Praia de Faro.

Fonte: Região Sul

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=93300

Imagens:

http://www.icn.pt/o-voo-da-bonelli/sobreiro/sobreiro_13.jpg - Desenho pintado a ilustrar um monte com 4 sobreiros

http://imagensdemarca.sapo.pt/fotos/editor2/serra_mupi_ninho.jpg - Campanha da Empresa Água da Serra da Estrela

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Pedro Abrantes (NAMB)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Aves da Ria Formosa vão receber 40 mil euros

O Centro de Recuperação de Aves da Ria Formosa vai receber um financiamento de 40 mil euros por ano e a gestão do espaço vai ficar a cargo de privados. 



"Faz parte da nossa noção de responsabilidade social, nós temos a noção de que estamos inseridos na Ria Formosa e de que os aeroportos não podem ter aves por perto", avança António Correia Mendes, director do Aeroporto de Faro. "Nós não queremos aves na pista, mas não somos contra as aves", acrescenta. 

O protocolo surge assim como uma forma de compensação, com a injecção de 40 mil euros anuais no Parque Natural da Ria Formosa, para o Centro de Recuperação de Aves. 

Segundo declarações de João Alves, director do Departamento de Áreas Classificadas do Sul Do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) ao Observatório do Algarve, o protocolo com a ANA está integrado no processo Business & Biodiversity. 



A gestão do Centro de Recuperação de Aves vai ser entregue a privados, através de concurso público, pois “o ICNB entendeu que era melhor estabelecer uma concessão”, revela o director.

De acordo com João Alves apenas se candidatou à gestão do Centro uma empresa e o processo encontra-se agora em finalização.

“Se tudo correr como previsto, a nova gestão entra em funcionamento no início do próximo ano”, revela.

O responsável adianta ainda que o sistema de gestão será muito semelhante ao que existe actualmente. A única diferença é que os animais não serão recolhidos pela empresa gestora: “a empresa apenas recebe, trata e liberta os animais”.

Actualmente a recolha é assegurada pelos serviços do ICNB/PNRF ou pelo SEPNA da GNR, sendo as aves entregues no Centro, situação que se irá manter com a gestão de privados. 



No caso de o animal ser encontrado por um particular as opções são chamar a autoridade mais próxima (GNR, Bombeiros, PNRF…) ou então colocar o bicho numa caixa fechada, com alguns buracos para a respiração, e entregá-lo no Centro. “O escuro evita que o animal entre em stress”, explica João Alves. 

Para já o financiamento do centro de Reabilitação de Aves será apenas os 40 mil euros atribuídos pela ANA mas, “se a empresa entender arranjar mais patrocínios e financiamentos, tudo bem”, sublinha João Alves, que garante não existirem mais verbas a atribuir pelo ICNB.

Serra da Estrela entra no projecto

A par com o Centro de Recuperação de Aves do PNRF o Centro de Recuperação de Seia também vai ser abrangido pelo financiamento da ANA, no âmbito do Business & Biodiversity. 

Os moldes do projecto são semelhantes, sendo atribuída igualmente uma verba de 40 mil euros e a gestão entregue a privados através de concurso público. 


O acordo entre a ANA e o ICNB tem a duração mínima de três anos. O memorando de entendimento pode ser consultado aqui http://portal.icnb.pt/NR/rdonlyres/2594C43F-E63B-4771-B7FD-BE933D5A8A79/0/MemEntendBB_ANA.pdf.

Fontes: Observatório do Algarve

http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=26222

Imagens:

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/foto/0,,14599349,00.jpg – Fotografia de Águia ferida no bico

http://alunos.esffl.pt/algarveprotegido/images/pnrf/logo_riaformosa.gif - Logótipo do PNRF – Parque Natural da Ria Formosa

http://buick.blogsome.com/images/2153602.jpg - Fotografia de ave ferida por seta

http://www.abae.pt/programa/images/icnb_logo_large.jpg - Logótipo do ICNB – Instituto da Conservação da Natureza e a Biodiversidade
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Pedro Abrantes (NAMB)

quarta-feira, 11 de março de 2009

SPEA exige investigação por morte de águia-imperial

A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) exigiu que o abate ilegal e a tiro do macho do único casal de águia-imperial que nidificou em Portugal em 2008 seja investigado e os responsáveis punidos. 



Trata-se de "um crime grave contra a natureza" que "põe em causa a conservação" da águia-imperial em Portugal, frisa a SPEA, considerando "muito importante" que o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) "leve, até às últimas consequências, o apuramento de responsabilidades" pelo abate.

"Nomeadamente através de queixa-crime contra os responsáveis pela zona de caça em causa e/ou contra terceiros", acrescenta a SPEA, defendendo que o abate "deve servir como motivo para se criar uma lei que atribua responsabilidades na monitorização e protecção da fauna e flora ameaçadas existentes dentro das zonas de caça". 



Segundo o ICNB, o macho do único casal de águia-imperial que nidificou em Portugal em 2008 foi abatido, entre os dias 21 e 23 de Fevereiro, na área do Vale do Guadiana, numa zona abrangida por uma zona de caça associativa.

A águia foi encontrada morta há duas semanas junto ao seu ninho e a necrópsia revelou que foi atingida por chumbos de caçadeira, explicou o ICNB, que vai apresentar uma queixa-crime ao Ministério Público contra "incertos".

A ave já tinha abandonado o ninho, frisou o instituto, sublinhando que o abate desta águia configura "uma contra-ordenação ambiental muito grave", segundo o Regime Jurídico da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (Decreto-Lei nº 142/2008, de 24 de Julho).



Para a SPEA, é "urgente a realização de uma campanha de informação concertada junto dos caçadores e gestores de caça acerca da importância das aves de rapina, do seu papel nos ecossistemas e do modo como podem valorizar a imagem do 'produto cinegético'".

Num comunicado conjunto, as associações de ambiente SOS Lince, A Nossa Terra – Associação Ambiental e Almargem lamentaram hoje o abate, que, além de "ilegal", "representa um desastre para a recuperação da águia imperial em Portugal e um entrave à conservação de muitas espécies de predadores, incluindo as planeadas acções de reintrodução do lince ibérico". 

A águia-imperial é uma das aves de rapina mais ameaçadas do mundo, estimando-se que existam apenas 400 casais sobreviventes, está classificada como "em perigo de extinção" e, a nível europeu, é considerada como "globalmente ameaçada".

Em Portugal, estima-se que existam menos de 10 exemplares de águia-imperial, confirmando-se a sua presença no troço superior do rio Tejo e respectivos afluentes, na bacia do rio Guadiana, nomeadamente nas Zonas de Protecção Especial (ZPE) de Moura/Mourão/Barrancos, Vale do Guadiana e Castro Verde. O Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal classifica a águia-imperial como "criticamente em perigo".



Trata-se de uma espécie prioritária para a conservação da natureza, no âmbito da legislação europeia (Decreto-Lei nº49/2005, de 24 de Fevereiro, relativo à conservação das aves selvagens - Directiva aves - e à preservação dos habitats naturais e da fauna e da flora selvagens - Directiva habitats).

Fontes: Observatório do Algarve

http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=28088

Imagens:

http://www.diariodelasierra.es/wp-content/uploads/2009/01/aguila.jpg - Fotografia de exemplar de uma Águia Imperial

http://content.epson-europe.com/environment/biodiversity/en/downloads/SPEA_LOGO_V_M_CMYK.jpg - Logótipo da SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves

http://www.bertrand.pt/fotos/produtos/9789723710823_1229685463.jpg - Capa do Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal

http://www.abae.pt/programa/images/icnb_logo_large.jpg - Logótipo do ICNB – Instituto da Conservação da Natureza e a Biodiversidade
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Pedro Abrantes (NAMB)

terça-feira, 10 de março de 2009

Observação de aves pela Ria adentro

Um passeio de barco com observação de aves no programa é a proposta da Natura Algarve e da SPEA para o dia 28 de Março. Saiba como participar. 



A Natura Algarve promove em parceria com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) uma saída de barco para observação de Aves na Ria Formosa.

O passeio vai permitir observar as aves características deste sistema lagunar, em particular as espécies migratórias que começam agora a chegar.


O evento decorre numa embarcação dotada de motor eléctrico, material óptico e guias certificados pelo ICNB. Tem o custo de 24 euros (acrescidos de 8 euros de almoço opcional) para sócios da SPEA, professores, alunos e funcionários da Universidade do Algarve. 

Inscrições ou mais informações com Alexandra Lopes através do e-mail alexandra.lopes@spea.pt ou telemóvel 91 322 04 30.

terça-feira, 3 de março de 2009

LPN promove passeios de natureza

A Liga para a Protecção da Natureza (LPN) Algarve propõe para o ano de 2009, um conjunto de passeios que vão decorrer no primeiro sábado de cada mês, com excepção do mês de Agosto. 



O próximo passeio é já no dia 7 de Março, na Fonte da Benémola (Loulé). Os participantes vão poder contactar e identificar a flora do barrocal, em especial de orquídeas, numa área classificada pelo ICNB pelo seu valor científico e paisagístico. Guiada por José Rosa Pinto, o passeio tem como pontos de encontros o largo da Estação da CP em Portimão (9 horas) e a Fonte da Benémola, no interior do concelho de Loulé (10 horas). 



Os próximos passeios vão realizar-se nos seguintes locais: Cabeça do Velho, em S. Brás de Alportel (4 de Abril), Salinas de Belamandil, Ria Formosa (2 de Maio), entre a Mealha e a Masmorra, em Tavira (6 de Junho), roteiro subaquático da Praia da Marinha, em Lagoa (4 de Julho), da Ponta do Altar à Torre de Vale Lapa (5 de Setembro), Ludo, no Parque Natural da Ria Formosa (3 de Outubro), Costa Vicentina: Ribat da Arrifana - Monte Clérigo (7 de Novembro) e na Ria de Alvor através da observação de aves (5 de Dezembro). 



As inscrições para os passeios devem ser feitas até às 12 horas da quinta-feira anterior para o e-mail lpn_algarve@yahoo.com ou o telemóvel 914935065 (indicando nome, data de nascimento, nº de BI ou passaporte, para efeitos de seguro obrigatório).

Fontes: Região Sul 

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=92345

Imagens:

http://estesitepartetudo.files.wordpress.com/2008/10/trekking1.jpg - Fotografia de um casal de caminhantes

http://www.lpn.pt/LPNPortal/DesktopDefault.aspx?tabindex=77&tabid=46 – Logótipo da LPN - Liga para a Protecção da Natureza

http://360graus.terra.com.br/trekking/images/w_h/w_h_05_trekking.jpg - Fotografia de pessoas a atravessar um riacho num passeio pedestre

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Pedro Abrantes (NAMB)

sábado, 27 de dezembro de 2008

Águia de Bonelli ganha protecção especial

Foram precisos seis anos até serem criadas no Algarve Zonas de Protecção Especial, em Monchique e no Caldeirão, para a preservação da águia de Bonelli.


Apesar de já contempladas na União Europeia, como Zonas de Protecção Especial, Monchique e a Serra do Caldeirão ainda não constavam na legislação portuguesa como ZPE, e só agora, na última reunião do Conselho de Ministros, foram efectivamente criadas.

A situação remonta a Junho de 2000, altura em que a Sociedade Portuguesa do Estudo das Aves formalizou uma queixa na Comissão Europeia, face à insuficiência de Zonas de Protecção Especial (ZPE) para a conservação de espécies de aves prioritárias, como a Águia-de-Bonelli (Hieraaetus fasciatus).

Em resposta, o Estado português indicou as duas áreas como ZPE à Comissão Europeia, mas “esqueceu-se” de as transpor para a legislação nacional.

“O custo que isto teve foi que estas áreas não eram classificadas e como tal não foi criado nenhum projecto de gestão, por exemplo com fundos de apoio à produção florestal”, salienta ao Observatório do Algarve Domingos Leitão, da Sociedade Portuguesa do Estudo das Aves.


O especialista garante que, só no Algarve, existirão actualmente cerca de 30 casais da Águia de Bonelli (também conhecida por águia-perdigueira), aproximadamente um terço do total a nível do país. “Isso já dá para ter uma ideia da importância destes dois sítios classificados, a nível nacional”, afirma.

Também João Ministro, da associação ambientalista Almargem, critica a lentidão do processo e defende que agora tudo está “nas mãos” do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), em articulação com os municípios.

“A importância deste decreto depende do papel do ICNB e da forma como estas áreas sejam geridas em parceria com as autarquias. A Costa Vicentina também é uma ZPE e veja que não faltam empreendimentos, a Ria Formosa é uma ZPE e não falta pressão urbanística”, afirma ao Observatório do Algarve.

João Ministro reconhece que muitas vezes as classificações “são inúteis”, sendo necessário definir uma estratégia que possa encontrar oportunidades de financiamento, tanto para a preservação das espécies como para o desenvolvimento das actividades agro-florestais.

Na realidade, os proprietários agrícolas ou produtores florestais das áreas abrangidas pelas Zonas de Protecção Especial, reconhecidas pela Comissão Europeia, estiveram como que “congelados” durante estes anos, sem que se definisse qualquer tipo de estratégia nacional.

Os proprietários não podem ir contra as ZPE reconhecidas por Bruxelas, mas muito menos beneficiar de quaisquer compensações ou programas nacionais, porque as áreas, em Portugal, ainda não existiam. “A partir de agora, um proprietário que pretenda mudar o uso do (seu) solo, terá pelo menos alguém a quem se dirigir que é o ICNB”, adianta Domingos Leitão.



As duas ZPE, chamadas de Monchique e Caldeirão, coincidem com os limites da Rede Natura 2000 e abrangem ao todo mais de 140 mil hectares. A ZPE de Monchique contempla parte dos concelhos de Aljezur, Silves, Monchique e Odemira, com um total de 76008 hectares.

Já a ZPE do Caldeirão abrange Ourique e Almodôvar (Beja), São Brás de Alportel, Loulé e Tavira, num total de 70.445 hectares. No território continental estão classificadas 29 ZPE e 60 Sítios (7 dos quais foram já designados como Sítios de Importância Comunitária - SIC).

Para além da Águia de Bonelli, estas áreas são frequentadas por várias espécies protegidas, como a águia-cobreira, o bufo real ou a cotovia pequena, entre outras.

Quem são estes inquilinos?

A Águia de Bonelli, classificada como espécie em perigo é uma águia de tamanho médio, com uma envergadura que varia entre o 1,5 m e 1,8 m, e com peso entre 1500 a 2400 gramas. Alimenta-se sobretudo de mamíferos de médio porte (Coelho-bravo) e aves (Perdiz-vermelha e columbiformes, como a rola ou o pombo), com menor frequência de répteis. Caça normalmente sozinha, mas pode também fazê-lo em pares.

Em Portugal, nidifica principalmente nas regiões montanhosas e nos vales alcantilados do nordeste, na Beira Baixa, no Alentejo e nas serras algarvias. No Alentejo e Algarve a espécie apresenta alguma estabilidade em termos de número de indivíduos, e segundo o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade, tem sido inclusive detectada a instalação de novos casais, em algumas zonas a Sul.

Veja em baixo o vídeo do nascimento de uma cria da Águia de Bonelli (ou águia perdigueira), no Parque de Garraf, próximo de Barcelona, Espanha. http://www.youtube.com/watch?v=C8YC05mrcsU

Fonte: Observatório do Algarve

http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=20086

Imagens:

http://www.santohuberto.com/conteudos/1113b.gif - Fotografia a captar a cabeça dum exemplar da Águia de Bonelli - Hiraëtus fasciatus

http://api.ning.com/files/cOr6KMCIQSnHRGFq7hcoLmkrkqgWITzB4N-my8ooJmc_/V.A.1032.jpg - Fotografia do Engenheiro do Ambiente João Ministro

http://www.abae.pt/programa/images/icnb_logo_large.jpg - Logótipo do ICNB – Instituto da Conservação da Natureza e a Biodiversidade

http://www.youtube.com/watch?v=C8YC05mrcsU – Vídeo sobre nascimento de uma cria da Águia de Bonelli (ou águia perdigueira), no Parque de Garraf, próximo de Barcelona, Espanha

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Pedro Abrantes (NAMB)