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terça-feira, 12 de maio de 2009

TSUNAMI DE OBRAS E REALIZAÇÕES

Estou francamente abismado com a avalanche de obras e realizações diversas que este Governo, a actual Gestão Autárquica e a Oposição anunciam para os próximos 4 (quatro) anos para o Concelho de Faro onde resido há 30 anos e tão pouco se tem feito ao longo desse tempo. 



Claro que anunciar o que se pretende realizar com a apresentação de estudos e projectos bem fundamentados já é meritório, mas isso é bem mais fácil que implementá-los.

Este rol de futuras realizações vai comprometer quem em novo mandato vier a liderar a CMF pois ainda que mudando-lhe o nome e o conteúdo não pode ignorar o quanto está por fazer.

Mas sejamos crédulos nas boas intenções de quem manteve armazenadas até agora no “congelador”, (devido aos necessários estudos, projectos e obtenção de meios de financiamento), tantas realizações agora prometidas e que, ao aproximarem-se 3 actos eleitorais, vão “derreter-se” e formar a “onda gigante” que só na capital do Algarve vai lançar:



- requalificação da Frente Ribeirinha, das Ilhas Barreira e a Valorização da Ria Formosa. 
- melhoramento dos acessos a Faro com a conclusão da 2.ª Fase da Variante Norte e a futura ligação da Via do Infante a Faro prevista até ao final de 2010.
- aumento do nº de creches (mais 421 lugares), jardins-de-infância, escolas, centros de dia, lares de idosos. 
- construção das Escolas EB1 na Lejana, Estói e Gambelas.
- remodelação /ampliação/requalificação das EB1 de Vale Carneiros, Bordeira, Medronhal, Alto de Rodes. 
- criação de nova marina, zonas verdes, ciclovias e parques de estacionamento. 
- revisão do PDM, com planos de pormenor e de urbanização para acabar com os “remendos” e definir novos pólos de expansão da Cidade. 
- abastecimento de água e rede esgotos que diversas freguesias estão à espera. 
- ampliação do Museu Municipal e criação do Museu de Arte Contemporânea. 
- desenvolvimento do complexo desportivo. 
- Programa Polis a financiar: o reforço do cordão dunar nas Ilhas Barreira, a dragagem e abertura de canais de navegação; no Parque Ribeirinho vão ser gastos 3,5 milhões de Euros; na Praia de Faro com o novo parque de estacionamento, a estrada e nova ponte serão gastos 3,4 milhões de Euros; nos Núcleos da Culatra e do Farol 2,4 milhões de euros; no Parque Ambiental Ludo/Pontal 1,5 milhões de euros. 
- a conclusão da Variante Norte a Faro. 
- A Variante Norte a Faro, quando concluída será complementada no futuro com a 3.ª Circular. 
- a requalificação das entradas na cidade de Faro. 
- o Hospital Central do Algarve no Parque das Cidades (Faro/Loulé). 
- as obras do projecto de desenvolvimento do Aeroporto de Faro. 
- o Metro de superfície. 
- a criação de uma Polícia Municipal. 

- Etc. 



Bom, teremos para os próximos anos esta “onda gigante” de obras a realizar no município, se não se ficar pelas boas intenções e promessas eleitorais dos intervenientes no processo que, embora tendo vontade de fazer obra, com o provável agravamento da crise económica terão de voltar a meter muitas delas na “Câmara Frigorifica”. 

Mas sejamos optimistas e esperemos que a capital do Algarve venha a obter a criação de valor que a torne digna desse estatuto. 

Em contrapartida teremos o agravamento da dívida do município já significativa, actualmente discute-se se são 60 ou 80 milhões de euros, o que nos poderá afogar nestes tempos de “vacas magras” que se avizinham pois, segundo os analistas, a crise social e económica ainda não “bateu no fundo”. 


E aí não se espere que o “Terreiro do Paço” prescinda das grandes obras previstas para o próximo decénio, nomeadamente o Novo Aeroporto de Lisboa, a ligação Lisboa/Porto/Madrid em Alta Velocidade, a Nova Travessia do Tejo, etc., e nos venha dar uma “mãozinha” assumindo muitos dos encargos com as obras anunciadas.

Carlos Carames (Engenheiro no IST)

Fonte: Região Sul

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=94480

Imagens:

http://farm1.static.flickr.com/128/405790364_2b03a6000d.jpg - Fotografia de vários quarteirões em construção

http://www.ecoflorestal.com/under-construction.jpg - Cartoon alusivo à construção

http://www.ims.com.tr/UserFiles/image/construction_management.jpg - Fotografia de um Engenheiro de Obra com plantas nas mãos

http://i240.photobucket.com/albums/ff19/alyssabc_photo/construction8.jpg - Fotografia de 4 trabalhadores

Pedro Abrantes (NAMB)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

UNESCO baptiza centro em Olhão

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O Algarve vai ter um centro internacional de investigação na área da gestão dos recursos hídricos. Minimizar impacto de um tsunami é um dos objectivos.

Peritos da organização estão hoje no Algarve a avaliar as condições para instalar na região um centro UNESCO na área da ecohidrologia costeira, um projecto que envolve três ministérios e outras entidades. 

No mundo inteiro, existem apenas 17 centros do género sob a égide daquela organização internacional, um conjunto restrito que vai contar agora com mais um equipamento, cujos laboratórios ficarão instalados em Olhão.

Segundo o responsável pela proposta apresentada à UNESCO, Luís Chícharo, o centro, apesar de ter o apoio científico da instituição que impulsionou o projecto, será autónomo da Universidade do Algarve.

Um edifício está a ser construído em Olhão para acolher os laboratórios, que de início funcionarão num outro espaço, prevendo-se que em Faro funcione o secretariado e que haja uma estação de campo em Vila Real de Santo António.

Esta estação de campo deverá estar preparada para receber cursos internacionais e servir como zona para ensaiar algum trabalho prático na área da ecohidrologia, cujas aplicações se estendem a vários níveis.

Como exemplo, Luís Chícharo comparou a abordagem usada na ecohidrologia à medicina alternativa, onde em vez de se ministrar antibióticos e agir de forma drástica, se age de forma preventiva para melhor gerir os recursos.

"A ideia é melhorar o funcionamento dos sistemas aquáticos usando os processos internos dos próprios ecossistemas", referiu, acrescentando que a aposta está na prevenção e não em agir drasticamente. 

'Sentido proibido' para tsunamis

Uma das aplicações possíveis é, segundo aquele docente da Universidade do Algarve, por exemplo, a plantação de árvores junto às zonas costeiras para a protecção contra tsunamis.

"Se houver árvores plantadas perto das zonas costeiras, forma-se uma barreira natural que pode minimizar o impacto da onda e atenuar uma possível catástrofe", exemplificou.

Outras aplicações que usam os mecanismos naturais do próprio ecossistema para solucionar problemas hídricos podem ser a utilização de bivalves para filtrar a poluição ou de plantas para reter excesso de nutrientes.

"A vantagem é que são sistemas muito baratos e que podem ser exportados para países em desenvolvimento, uma questão que tem merecido a atenção da UNESCO", sublinha Luís Chícharo. 

Segundo o professor, a instalação de um centro do género em Portugal assume uma grande importância porque representa quase uma mudança de paradigma, já que vez de importar, como habitualmente, Portugal poderá exportar conhecimento.

A candidatura portuguesa à instalação do centro da UNESCO foi apresentada em Janeiro deste ano e desenvolvida pela Comissão Nacional do Programa Hidrológico e contou com o apoio científico da Universidade do Algarve.

Em Abril, deverá ser apresentado o relatório elaborado pelos peritos que estão de visita ao Algarve, que se encontram no terreno já na fase final do estudo de viabilidade para a implantação do centro.

A proposta deverá merecer aprovação definitiva e formal na próxima reunião da Conferência Geral da UNESCO, altura em que se juntam os 193 países da organização, que têm que ratificá-la.

Nas avaliações que estão em curso no Algarve, participam representantes de três ministérios, Ciência e Tecnologia, Ambiente e Negócios Estrangeiros, a par de autarquias e entidades locais de gestão da água.

Fontes: Observatório do Algarve

http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=26488

Imagens:

http://resistir.info/eua/imagens/tsunami.jpg - Fotografia de Tsunami a atingir uma cidade costeira

http://www.esec-filipa-vilhena.rcts.pt/images/unesco_1.gif - Logótipo da UNESCO

http://nature.zip.net/images/tsunami_boy.jpg - Imagem de onda no deserto

http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=973269 – Imagem de Ondas sonoras

http://www.frankiedrk.de/Pics/tsunami.jpg - Fotografia de várias Ondas

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Pedro Abrantes (NAMB)