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terça-feira, 9 de junho de 2009

Autárquicas/Faro: Macário apresentou propostas para o Ambiente

O candidato PSD à Autarquia de Faro, Macário Correia, quer trabalhar para aderir ao Pacto de Autarcas, cujo objectivo é criar um plano para que até 2020 sejam reduzidas as emissões de gases com efeito de estufa para atmosfera em 20%.



Esta é um das propostas do candidato para realizar “a curto prazo”. Macário Correia apresentou na passada sexta-feira, 5 de Junho, aquelas que são as suas ideias para a área do Ambiente em Faro, caso vença as eleições. 

O trabalho começará pelo aumento da eficiência energética em edifícios e viaturas municipais, como a implantação dos chamados “telhados verdes” em escolas, piscinas e pavilhões com vista a captar energia solar para ser transformada em calor ou electricidade. 

No que toca às viaturas municipais, o plano inicial é abastecer com biodiesel e integrar sistemas de GPS para evitar excessos de kms. E mais tarde adquirir veículos híbridos e ou totalmente eléctricos na frota municipal.



Outra das linhas mestras, também para ser realizável a curto prazo, é a criação de um canil / gatil, que “Faro não tem”, disse, lembrando que existem cerca de 6000 animais de estimação no concelho. 

O que também não vai mais esperar, garantiu, é a ligação de água e esgotos em todo o concelho. Salientou que “há 10 mil pessoas sem água e 20 mil sem esgotos”. Diz que Faro “tem dos piores níveis” de abastecimento, e que ao ritmo do actual executivo, “talvez daqui a meio século o concelho fique totalmente abastecido de saneamento básico”. 

O candidato garante que todos estes são objectivos a cumprir a curto prazo, incluindo a implantação de oleões para a recolha de óleos alimentares usados, e o arranjo de toda a zona ribeirinha da cidade que está num “estado de abandono deplorável”, disse.  

Macário salientou que a zona ribeirinha está pensada para reabilitação no âmbito do Polis do Litoral, mas que esse projecto vai levar anos e que “há coisas simples que podem ser feitas” como “limpar, arrumar, iluminar”. 



Numa óptica de realização a médio prazo, os projectos do candidato passam, entre outros, pela criação de uma Sociedade de Reabilitação Urbana com vista a reabilitar e manter o património histórico do concelho. 

O desvio da linha férrea a norte da cidade, a criação de mais espaços verdes e implementar iluminação na Mata do Liceu, ou criar ciclovias no interior da cidade são outras ideias que quer levar a cabo a médio prazo.

Fonte: Região Sul

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=95171#

Imagens:

http://adefesadefaro.blogspot.com/2009/04/macario-correia-confiante-em-ganhar.html - Fotografia de Macário Correia – Presidente da Câmara Municipal de Tavira

http://picasaweb.google.com/lh/photo/u0HRuUTHhppfBTgKa8NtPQ - Fotografia de técnicos a montar painéis fotovoltaicos para produção de energia Eléctrica

http://blogs.edmunds.com/straightline/nissan.electric.vehicle.prototype.555.jpg - Fotografia de um veículo Eléctrico
Pedro Abrantes (NAMB)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

POLIS: Movimento cívico farense quer voz

Um grupo de associações ligadas ao mar vai entregar um “manifesto” a José Apolinário com ideias sobre as obras da zona ribeirinha de Faro. “É fundamental não perder o 'comboio' do Polis”, dizem. 

Um grupo de 14 empresas juntou ideias num documento intitulado “Manifesto Conjunto sobre o Programa Polis da Ria Formosa”, que o Observatório do Algarve (OdA) teve acesso, e que foi entregue, a José Apolinário, presidente da Câmara de Faro.

Por enquanto, a comissão ainda não tem nome, apenas vontade - e muita - em sem ser ouvida. O OdA falou com os responsáveis de duas das empresas.

Para Armando Cassiano, do Ginásio Clube Naval de Faro, há um receio instalado em “99 por cento das sociedades que fazem a ponte entre a cidade e o mar” que os fundos do Polis Litoral Ria Formosa poderão não ser investidos da melhor maneira e nas infra-estruturas verdadeiramente necessárias. 

“Sei que há dois milhões de euros no PIDDAC para o novo porto de recreio. Se fosse um leigo na matéria aplaudia. Mas pergunto: esses dois milhões de euros derivaram do quê? De um levantamento das verdadeiras necessidades de um recreio náutico? De um levantamento de um número de embarcações que poderemos encontrar no futuro? A nós não nos perguntaram nada e esta é a nossa área de operação. É como fazer um hospital e não perguntarem nada a médicos e enfermeiros”, defende.

José Vargas, da Animaris, lembra que foi feita uma reunião em Julho onde foram discutidas as obras com os responsáveis autárquicos, mas achou tratar-se de um “processo introdutório para cumprir calendário” e a partir desse momento nunca mais foram ouvidos.

“Queremos ser uma voz activa em todo o processo. Acho que o POLIS pode ser o início para fazer uma grande obra, mas sei que 80 milhões de euros não bastam. É do nosso entendimento haver uma estratégia concertada para pegar num projecto que será maior, com fases subsequentes, que até poderia ter investimentos privados. Temos de usar o dinheiro de forma inteligente. É fundamental não perder o 'comboio' do Polis”.

De acordo com os dois operadores, Faro está, actualmente, totalmente desfasado da realidade naútica e com infra-estruturas insuficientes. 

“Se houvesse agora dois mil lugares na doca, dou a garantia que enchiam em menos de seis meses e entretanto temos barcos estacionados lá fora que são vandalizados e não têm segurança nenhuma. Até um barco da polícia foi roubado no ano passado e utilizado para fazer descarregamentos de droga”, recorda Armando Cassiano.

“Uma das nossas ideias é dotar a cidade das infra-estruturas necessárias para o desenvolvimento de actividades náuticas, quer sejam comerciais, desportivas ou de lazer, que serão a âncora para, no nosso entendimento, Faro assumir novamente uma vocação turística. Isso passará por um porto de recreio; um porto de pesca; uma estação marítima para se fixarem carreiras para as ilhas e um organismo que una todas essas estruturas, com uma oferta integrada de serviços. Só nomeando algumas ideias”, assevera José Vargas.

Por enquanto este movimento cívico não irá alterar o estatuto porque acreditam “que serão aceites como parceiros sociais activos”, mas não põem de parte derivar para um organismo com um “carácter mais formal”. 

“Não queremos criar uma estrutura orgânica 'pesada', mas se tiver de ser não teremos problemas. Quero pensar que mesmo sem personalidade jurídica, o nosso peso social será o mesmo”, conclui José Vargas. 

Fontes: Observatório do Algarve

http://www.algarveobserver.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=26512

Imagens:

http://img149.imageshack.us/img149/8458/semtitulo4vt1.jpg - Fotografia aérea da Ria Formosa e da cidade de Faro

http://www.polis.maotdr.gov.pt/Imagens/imgstratadas/logo_Polis.gif - Logótipo do Programa PÓLIS

http://www.algarveobserver.com/cna/Images%5Colhão-feirapnaturais14.jpg – Fotografia do barco da Ria Formosa “Bom Sucesso”

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgyGKH_aPE0BiLQqxC6lOES-E9hiUY5KJdIEAcLdGC2i408uDBvhQmo5ErxXfhSlhPMS9vPZikSPfgwGmzDi8e4ciWaqlZLHzBPDtUMGPiU9hE9Y0yG496IV6I4AcMTq86d6-aKt3cU_VM/s400/faro.jpg - Logótipo da cidade de Faro
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Pedro Abrantes (NAMB)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Faro: Requalificação da frente ribeirinha já tem primeiras "pistas"

Turismo e habitação previstos para a zona do Bom João


A criação de uma zona urbana, com espaço para núcleos habitacionais, comerciais e turísticos, é a proposta da Parque Expo para o bairro do Bom João, uma das áreas-chave do estudo para a requalificação da frente ribeirinha de Faro.

Afirmar a capital algarvia como “principal centro urbano e cosmopolita” da região é o objectivo estratégico do documento, ao apostar na criação de novas centralidades e de novas áreas verdes para dinamizar a face ribeirinha farense.

A apresentação pública do primeiro relatório do estudo realizou-se esta terça-feira, 3, num salão nobre da Câmara Municipal de Faro repleto de munícipes, que ouviram as prelecções dos técnicos da empresa e do presidente da autarquia, José Apolinário.

O documento incide sobre uma área de intervenção superior a 156 hectares e uma frente ribeirinha de 5,8 km, dividindo-se em duas áreas de acção: a poente, do parque ribeirinho ao centro histórico; e a nascente, até ao bairro do Bom João, incluindo, a sul, o cais comercial.

Dotar a cidade de uma “frente ribeirinha plena e vivida”, numa “lógica de complementaridade e sustentabilidade” entre os sistemas urbano e lagunar, é o principal eixo da proposta, no âmbito de um planeamento mais global.


“Já existe o Polis Ria Formosa, para o parque ribeirinho e as ilhas-barreira. Para a frente ribeirinha, em vez de iniciativas pontuais ou desgarradas, decidimos aceitar a mais-valia que é a Parque Expo para obter uma resposta estratégica”, sustentou José Apolinário.

Depois da análise à realidade local e planos existentes, o relatório preliminar aponta para uma estratégia funcional cuja base é a criação de duas novas centralidades urbanas (Bom João e zona da estação de comboios) e o reforço das centralidades existentes (teatro/zona comercial, baixa e centro histórico).

A criação de infra-estruturas náuticas e requalificação das actuais; a criação de áreas verdes; a reestruturação das acessibilidades viárias; a criação de um passeio pedonal ribeirinho e de atravessamentos pedonais são os outros pólos necessários para a “dinamização de uma nova vivência” da frente ribeirinha.

Centralidades

Para a zona industrial do Bom João, a Parque Expo indica uma área habitacional e de turismo, com comércio, serviços e equipamentos, e José Apolinário admite existir interesse de promotores privados, embora haja um obstáculo sério para ultrapassar: os depósitos de combustíveis.



A junção de uma marina ao cais comercial é outra das ideias avançadas pela empresa. A coordenadora do estudo, Ana Lopes, disse “ser possível conciliar” os dois equipamentos, lembrando o caso de Vigo, em Espanha.

A poente, os grandes vectores são a criação de um interface multimodal (comboio/autocarro/barcos) de qualidade e a requalificação dos armazéns devolutos e do espaço da estação de comboios.

Nesta fase preliminar, a autarquia decidiu abrir a discussão aos cidadãos. “Achámos importante abrir o estudo à população, pedindo comentários e contributos, que serão depois «mastigados» pela Parque Expo”, disse José Apolinário. O documento preliminar estará disponível no sítio online da autarquia.

Alguns dos munícipes que participaram na sessão de terça-feira colocaram ênfase na “barreira” que constitui a linha dos caminhos-de-ferro, mas o autarca deixou claro que a sua remoção não está, para já, em agenda, uma vez que pode ser aproveitada, a longo prazo, para um transporte ferroviário mais ligeiro.



Em meados de 2009, a Parque Expo terá de entregar um relatório final, que incluirá a apresentação de “soluções para a execução do projecto”, nomeadamente, de acordo com o administrador José Manuel Catarino, “a programação física e financeira” para algumas obras.

Fonte: Região Sul

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=91690

Imagens:

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=91690 – Mapa da zona ribeirinha de Faro, com algumas modificações

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=91690 – Fotografia do Presidente José Apolinário numa reunião de Câmara

http://www.travel-images.com/faro.jpg - Logótipo com brasão da Cidade de Faro

http://www.univ-paris13.fr/CRIDAF/VilleCity/Faro/MapaFaroA.jpg - Imagem do mapa da zona ribeirinha da Cidade de Faro

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Pedro Abrantes (NAMB)