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sábado, 25 de abril de 2009

UALG recebe perito mundial na gestão e manutenção de campos de golfe

O seminário «General Management of Golf Courses» realiza-se nos próximos dias 27 e 28 de Abril, entre as 19:00 e as 23:00 horas, no anfiteatro verde da Faculdade de Engenharia de Recursos Naturais da Universidade do Algarve.



A iniciativa está incluída no Mestrado em Gestão e Manutenção de Campos de Golfe – arrancou neste ano lectivo, com 29 alunos provenientes sobretudo de Gestão, Economia, Biologia, Ambiente, Engenharia, Arquitectura Paisagista e Agronomia – e enquadra-se nas comemorações do 30.º aniversário da UALG. 

A palestra será assegurada pelo coordenador da National Turfgrass Foundation, Martyn Jones, uma autoridade mundial em gestão de superfícies relvadas, que falará sobre as várias vertentes da gestão e manutenção no contexto de campos de golfe. 



Aquele especialista é “um forte defensor da necessidade de tornar os campos de golfe mais sustentáveis, não só do ponto de vista ambiental mas também económico”, explica a UALG, em comunicado. 

Embora decorra no âmbito de uma unidade curricular do referido mestrado, o seminário de Martyn Jones está aberto ao público exterior, para que profissionais pudessem beneficiar “de uma curta formação, devidamente certificada”, com este perito. 



A presença deste especialista tem gerado muito interesse junto dos campos de golfe, não só do Algarve como do resto do país, registando-se já 60 inscrições. Os interessados poderão inscrever-se, por 80 euros (25% de descontos para alunos da UALG e sócios da Associação Portuguesa de Golfe), através do sítio www.plataformagolfe.com.

Fonte: Região Sul

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=94044

Imagens:

http://www.plataformagolfe.com/ - Todas as imagens foram retiradas do site Plataforma de Golfe
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Pedro Abrantes (NAMB)

segunda-feira, 30 de março de 2009

UAlg: Todos os cursos ajustados a Bolonha no próximo ano

A Universidade do Algarve vai ter no próximo ano lectivo todos os cursos ajustados ao processo de Bolonha e abrir três novos cursos, disse o reitor daquela instituição. 



Em conferência de imprensa, o reitor João Guerreiro afirmou que no próximo ano lectivo vão abrir três novos cursos - Medicina, Desporto e Línguas e Literaturas e Culturas - e que todas as ofertas vão estar ajustadas ao processo de Bolonha.



O processo de Bolonha pretende criar no espaço europeu um sistema de graus comparável e facilmente compreensível por todos os estados e baseia-se numa estruturação do ensino superior em três ciclos: 1º ciclo (licenciatura) com duração de três anos; 2º ciclo (mestrado) de dois anos e 3º ciclo (doutoramento) de três anos. 



A Universidade do Algarve (UAlg) recebeu entre os passados dias 03 e 06 de Março mais de três mil alunos do Secundário e do 9ª ano do Ensino Básico no âmbito da "Semana Aberta 2009" e da celebração do seu 30º aniversário. O principal objectivo de abrir portas à comunidade escolar foi divulgar junto daquele público-alvo a oferta formativa e a investigação produzida na instituição, com visitas guiadas, palestras, sessões culturais e desportivas. 

A Universidade do Algarve abre anualmente cerca de 17 mil vagas e entre os candidatos há estudantes de vários pontos do país e de 54 nacionalidades diferentes.



Durante a "Semana Aberta 2009", que contou com 11 professores a coordenar as actividades e o apoio de 300 alunos voluntários da universidade, os estudantes puderam, entre outras coisas, contactar com o trabalho de cientistas que estudam a vida marítima ou as fibras ópticas e telecomunicações.

Saber qual a diferença que existe entre um curso de gestão e um de economia, aprender as regras básicas do golfe e como se gere a água num "green", conhecer o ciclo da vida da sardinha ou viajar até ao paleolítico e ao período islâmico através dos achados arqueológicos foram outras actividades desenvolvidas pelos estudantes do secundário nestes dias.



Fontes: Observatório do Algarve

http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=28056

Imagens:

http://www.scienceandsociety.info/professor_at_blackboard.jpg - Fotografia de professor a escrever fórmulas num quadro de parede

http://www.campusaccess.com/images/master-of-science.jpg - Fotografia de um microscópio

http://www.gcdstudyabroad.com/images/girl_study.jpg - Fotografia de rapariga a estudar

http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=1149239 – Fotografia de apontamentos de estudo e de calculadora

http://www.barlavento.online.pt/upload/multimedia/1143723554.jpg - Fotografia do Reitor da Universidade do Algarve, João Guerreiro
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Pedro Abrantes (NAMB)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Draga arrasa vida submarina

As dragagens para o enchimento da praia de Vale do Lobo destruíram o fundo marinho, muito rico em vida. Autoridades só souberam depois.


A acusação é de um investigador da Universidade do Algarve que lamentou hoje a “falta de sensibilidade ambiental” da empresa encarregue dos trabalhos.

Jorge Gonçalves, que falava numa conferência sobre o mapeamento da costa algarvia, acusou a empresa dinamarquesa de retirar areias de locais ricos em vida submarina “e não de outros, ali ao lado”, em que a vida é escassa.

Lamentou que as autoridades só tivessem tomado conhecimento dessa realidade semanas depois das dragagens, utilizando o fax, apesar de a empresa ter meios para informar “em tempo real” o que estava a fazer, utilizando o GPS.



“Na Dinamarca eles não agiriam assim seguramente”, afirmou o cientista, enfatizando a importância da articulação entre o conhecimento do fundo do mar e a fiscalização por parte das autoridades.

Desde 2003, Jorge Gonçalves coordena o mapeamento da costa algarvia, que já está concluído entre Faro e Albufeira e que está em fase de conclusão na faixa entre Albufeira e Alvor.

Mapa do Fundo do mar

O mapeamento está a ser feito por uma equipa do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, a pedido da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve.



Até 2010 deverá estar pronto o trabalho na zona que vai da foz de Alvor à Ponta da Piedade, próximo de Lagos.

Admite-se que o trabalho se estenda posteriormente à costa vicentina (extremo oeste algarvio), embora se trate de uma tarefa “mais complicada” uma vez que é muito rochosa, funda e com grandes diferenças de relevo.

Como principal surpresa do trabalho desenvolvido nas três fases já concluídas (de Faro a Albufeira), Jorge Gonçalves apontou a “enorme quantidade de vida” existente nas zonas arenosas, que constituem a maior parte do fundo oceânico naquelas áreas.

“As zonas mais ricas são, obviamente, as zonas rochosas, mas não esperávamos encontrar tanta variedade biológica nas zonas arenosas”, disse, explicitando mesmo que as areias submarinas do Algarve estão “fervilhantes de vida”.

No areal foram descobertos 561 espécies de invertebrados e 97 de peixes, num total de 1.138 espécies animais inventariadas ao longo dos trabalhos na costa.


“Ao longo deste trabalho registámos pela primeira vez 25 espécies que nunca tinham sido assinaladas em Portugal”, disse, enfatizando que grande parte desses espécimes só tinham sido encontrados no Mediterrâneo ou em águas tropicais.

“Isso pode dever-se às alterações climáticas, mas também ao facto de esta ser a primeira grande sistematização do fundo oceânico da zona, o que quer dizer que eventualmente eles sempre lá estiveram mas nós não sabíamos”, disse.

Foram assinaladas 179 espécies com valor comercial (45 das quais com importância na aquarofilia e colecionismo e 24 nas ciências bio-médicas).

Dessas, 24 têm um estatuto de comercialmente ameaçadas”.

Além dos cerca de 400 mergulhos individuais feitos por três mergulhadores - sobretudo na zona de rocha -, os cientistas recorreram a uma arte designada “arrasto de varas” para a parte arenosa.



Enfatizando que o estudo envolveu a zona costeira até aos 30 metros - a cerca de 4 quilómetros da costa - Jorge Gonçalves definiu o fundo oceânico até Albufeira como “arenoso com oásis de rocha” e daí para oeste de “rochoso”.

Fonte: Observatório do Algarve

http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=24986

Imagens:

http://www.popa.com.br/guaiba_livre/imagens/draga_em_operacao_500.jpg - Fotografia de uma Draga em operação

http://www.bahiascuba.com.br/images_mergulho/Serv18.jpg - Fotografia de dragagem manual do fundo do mar

http://www.surveyswageningenimares.wur.nl/NR/rdonlyres/747297C1-48D7-4BD0-9822-21656D06B14C/37881/CATCHmix_BTS.JPG - Fotografia de miscelânea de seres marinhos

http://www.sbmimodco.com/products/NewTech/GAP.jpg - Fotografia de draga a operar

http://www.ccmar.ualg.pt/ - Logótipo do Centro de Ciências do Mar do Algarve

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Pedro Abrantes (NAMB)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Novo empreendimento origina abate "criminoso" de pinheiros

A Almargem denunciou o abate de centenas de pinheiros numa das maiores manchas verdes do litoral do Sotavento, operação integrada na construção do empreendimento Verdelago.


Em comunicado, a associação ambientalista algarvia diz que do "crime" apenas restaram alguns sobreiros na área do Pinhal do Gancho, entre Altura e a Praia Verde (Castro Marim), onde está a ser erguido o complexo Verdelago.

Ao abrigo do projecto, já aprovado e que obteve a certificação de Potencial Interesse Nacional (PIN), nascerão um hotel, vários aldeamentos e dois campos de golfe, o que representa mais de duas mil novas camas.



A este complexo, situado na faixa litoral de Castro Marim, somam-se pelo menos outros quatro, alguns ainda não aprovados e outros já em funcionamento, que poderão vir a duplicar o número de habitantes da vila sede do concelho.

Ao todo, os empreendimentos Verdelago, Almada d'Ouro, Corte Velho, Castro Marim Golfe e Quinta do Vale, representam cerca de dez mil camas e um investimento total de mil milhões de euros.

Actualmente com cerca de mil habitantes - no concelho residiam 6.495 pessoas em 2006 -, a vila de Castro Marim pode ver a sua população duplicar nos próximos anos, com a entrada em funcionamento destes cinco complexos turísticos.


Para dar resposta às necessidades futuras, foram já aprovadas pela autarquia duas zonas de crescimento urbano, uma das quais a poente da vila, com um total de nove hectares, com 30 mil metros de área bruta de construção para 160 fogos.

O projecto Corte Velho, também declarado de Potencial Interesse Nacional (PIN) e chumbado em sede de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) em 2006, representa, com o seu hotel e aldeamentos, mais 2.300 camas para o concelho.

Inaugurado este ano e também certificado como PIN, o empreendimento Quinta do Vale, com hotel, campo de golfe e aldeamentos é outros dos projectos que promete "encher" Castro Marim de novos projectos.



Em curso no concelho está ainda o complexo Almada d'Ouro, que integra um hotel, aldeamentos e dois campos de golfe, num total de 2.800 novas camas e cuja construção tem sido muito criticada pelos ambientalistas.

Fonte: Observatório do Algarve

http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=26453

Imagens:

http://adminsc1.algarvedigital.pt/app/sotavento/uploads/Topos/banner_golfe.jpg - Banner sobre Golfe

http://www.cm-castromarim.pt/site/images/castromarim/gam/verdelago.jpg - Mapa da localização do futuro empreendimento Verdelago

http://www.enforce.pt/imagens/noticias/24_big.jpg - Logótipo do PIN – Projecto de Interesse Nacional

http://www.cm-castromarim.pt/site/images/castromarim/gam/corte%20velho.jpg – Mapa da Herdade Corte Velho

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Pedro Abrantes (NAMB)