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terça-feira, 12 de maio de 2009

TSUNAMI DE OBRAS E REALIZAÇÕES

Estou francamente abismado com a avalanche de obras e realizações diversas que este Governo, a actual Gestão Autárquica e a Oposição anunciam para os próximos 4 (quatro) anos para o Concelho de Faro onde resido há 30 anos e tão pouco se tem feito ao longo desse tempo. 



Claro que anunciar o que se pretende realizar com a apresentação de estudos e projectos bem fundamentados já é meritório, mas isso é bem mais fácil que implementá-los.

Este rol de futuras realizações vai comprometer quem em novo mandato vier a liderar a CMF pois ainda que mudando-lhe o nome e o conteúdo não pode ignorar o quanto está por fazer.

Mas sejamos crédulos nas boas intenções de quem manteve armazenadas até agora no “congelador”, (devido aos necessários estudos, projectos e obtenção de meios de financiamento), tantas realizações agora prometidas e que, ao aproximarem-se 3 actos eleitorais, vão “derreter-se” e formar a “onda gigante” que só na capital do Algarve vai lançar:



- requalificação da Frente Ribeirinha, das Ilhas Barreira e a Valorização da Ria Formosa. 
- melhoramento dos acessos a Faro com a conclusão da 2.ª Fase da Variante Norte e a futura ligação da Via do Infante a Faro prevista até ao final de 2010.
- aumento do nº de creches (mais 421 lugares), jardins-de-infância, escolas, centros de dia, lares de idosos. 
- construção das Escolas EB1 na Lejana, Estói e Gambelas.
- remodelação /ampliação/requalificação das EB1 de Vale Carneiros, Bordeira, Medronhal, Alto de Rodes. 
- criação de nova marina, zonas verdes, ciclovias e parques de estacionamento. 
- revisão do PDM, com planos de pormenor e de urbanização para acabar com os “remendos” e definir novos pólos de expansão da Cidade. 
- abastecimento de água e rede esgotos que diversas freguesias estão à espera. 
- ampliação do Museu Municipal e criação do Museu de Arte Contemporânea. 
- desenvolvimento do complexo desportivo. 
- Programa Polis a financiar: o reforço do cordão dunar nas Ilhas Barreira, a dragagem e abertura de canais de navegação; no Parque Ribeirinho vão ser gastos 3,5 milhões de Euros; na Praia de Faro com o novo parque de estacionamento, a estrada e nova ponte serão gastos 3,4 milhões de Euros; nos Núcleos da Culatra e do Farol 2,4 milhões de euros; no Parque Ambiental Ludo/Pontal 1,5 milhões de euros. 
- a conclusão da Variante Norte a Faro. 
- A Variante Norte a Faro, quando concluída será complementada no futuro com a 3.ª Circular. 
- a requalificação das entradas na cidade de Faro. 
- o Hospital Central do Algarve no Parque das Cidades (Faro/Loulé). 
- as obras do projecto de desenvolvimento do Aeroporto de Faro. 
- o Metro de superfície. 
- a criação de uma Polícia Municipal. 

- Etc. 



Bom, teremos para os próximos anos esta “onda gigante” de obras a realizar no município, se não se ficar pelas boas intenções e promessas eleitorais dos intervenientes no processo que, embora tendo vontade de fazer obra, com o provável agravamento da crise económica terão de voltar a meter muitas delas na “Câmara Frigorifica”. 

Mas sejamos optimistas e esperemos que a capital do Algarve venha a obter a criação de valor que a torne digna desse estatuto. 

Em contrapartida teremos o agravamento da dívida do município já significativa, actualmente discute-se se são 60 ou 80 milhões de euros, o que nos poderá afogar nestes tempos de “vacas magras” que se avizinham pois, segundo os analistas, a crise social e económica ainda não “bateu no fundo”. 


E aí não se espere que o “Terreiro do Paço” prescinda das grandes obras previstas para o próximo decénio, nomeadamente o Novo Aeroporto de Lisboa, a ligação Lisboa/Porto/Madrid em Alta Velocidade, a Nova Travessia do Tejo, etc., e nos venha dar uma “mãozinha” assumindo muitos dos encargos com as obras anunciadas.

Carlos Carames (Engenheiro no IST)

Fonte: Região Sul

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=94480

Imagens:

http://farm1.static.flickr.com/128/405790364_2b03a6000d.jpg - Fotografia de vários quarteirões em construção

http://www.ecoflorestal.com/under-construction.jpg - Cartoon alusivo à construção

http://www.ims.com.tr/UserFiles/image/construction_management.jpg - Fotografia de um Engenheiro de Obra com plantas nas mãos

http://i240.photobucket.com/albums/ff19/alyssabc_photo/construction8.jpg - Fotografia de 4 trabalhadores

Pedro Abrantes (NAMB)

domingo, 5 de abril de 2009

Praia de Faro sem carros ganha concurso de ideias

A ideia é ter uma praia sem carros nem prédios, apenas casas térreas e ordenadas, e quanto a transportes, só bicicletas ou pequenas viaturas movidas a energia renovável. É a ideia do arquitecto Nuno Brandão Costa para a Praia de Faro. 



Foi esta visão da praia que ganhou o concurso de ideias para a requalificação e ordenamento da frente de mar da Praia de Faro, cujos prémios foram entregues na passada quinta-feira numa cerimónia que decorreu na capital algarvia. 

O projecto venceu sobre 28 concorrentes, incluindo seis equipas estrangeiras, três espanholas e três finlandesas. Os vários projectos podem ser vistos no Centro Comercial Atriumfaro, na baixa da cidade, nos próximos 20 dias. 



O autor da ideia vencedora defende que o futuro da Praia de Faro passa por renaturalizar “ao longo do tempo até atingir o seu ponto primitivo”. Confessa que há na ideia um lado “utópico” mas salienta que o projecto tem uma visão a 100 anos. 

O projecto vencedor recebeu um prémio de 15 mil euros.

Fonte: Região Sul

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=93358

Imagens:

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjzcZ3J1wvK3EFUyDLAP9fYoH8WCRoq3t9Fz7XidJbHdPcRW24cS196rdVcxDbonukzgTWiE07MOEkLNyveYKwcIVLAJ8CM9Oe0InfA6ZerYxExRBxZbRgXzcHX-Q6wABJPobNRSNoluBZB/s1600/praia+de+faro+rua.jpg – Fotografia de uma proposta de uma marginal sem automóveis

http://ipsilon.publico.pt/imagens.aspx/308100?tp=KM&w=298 - Fotografia do Arquitecto Nuno Brandão Costa

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhULNPTxTakqWT7PdhzXP58G7-2lpDUbXM1pm1-YJnjYmqqzQy2F5YLSzhfFT4BuwjR7Jx5V5GRsKb988LL7S8ewupTxi8nuAL5tlC8aCtmm2Ry7HWTeEourZdNae76KKj4pe3QPuOrkiEB/s1600/praia+de+faro+rua2.jpg - Fotografia de uma proposta de uma marginal sem automóveis
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Pedro Abrantes (NAMB)

quinta-feira, 26 de março de 2009

8 milhões para a Praia da Rocha

A Praia da Rocha entrou na terceira fase de requalificação urbana, uma obra que, no total, ascende aos 8 milhões de euros. 



A terceira fase da requalificação urbana da Praia da Rocha decorreu até ao mês passado, Fevereiro de 2009 e incidiu na zona da Avenida Tomás Cabreira compreendida entre os antigos Correios e a Fortaleza de Santa Catarina.

Esta fase da obra, orçada em mais de dois milhões de euros, visa redefinir a circulação automóvel e o estacionamento naquela área, ao mesmo tempo que será ampliado o espaço pedonal e ordenada a ocupação da via pública.



Desde o início da requalificação urbana da Praia da Rocha, em 2005, o município de Portimão já investiu cerca de oito milhões de euros, numa obra que abrange a Avenida Tomás Cabreira e o areal. 

A terceira fase inclui a eliminação de barreiras arquitectónicas, a substituição por calçada do pavimento existente (passeios e faixa de rodagem) e a renovação da rede de águas e esgotos.



Novo mobiliário urbano, reforço da iluminação, criação de novos espaços de lazer e aumento da área verde, são outros aspectos que vão dar nova vida àquele espaço.

O troço entre o Hotel Júpiter e o bar On The Rocks vai ser alvo de renovação da iluminação pública, enquanto desta zona até ao Miradouro a intervenção incidirá sobretudo na substituição de pavimento.



A Praia da Rocha vai passar a ser servida por uma ciclovia, construída ao longo de toda a Avenida Tomás Cabreira.

Fontes: Observatório do Algarve 

http://www.algarveobserver.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=24823

Imagens:

http://www.algarveobserver.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=24823 – Imagem 3D da requalificação da zona da Praia da Rocha em Portimão

http://www.portitv.com/v2/files/62578d4502fe96a1b6dfaee2a25e7f03.jpg - Fotografia aérea da Praia da Rocha envolvendo a Marina de Portimão

http://www.cm-portimao.pt/NR/rdonlyres/98BF8EB1-4CC6-4244-815E-BD37714D5532/0/Fot_AreDesPraRocDesVer.jpg - Fotografia de animação de praia, na praia da Rocha em Portimão

http://img.olhares.com/data/big/104/1045040.jpg - Fotografia de José Augusto Neves da Praia da Rocha em Portimão à noite
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Pedro Abrantes (NAMB)

domingo, 8 de março de 2009

Alunos já entregaram trabalhos concorrentes ao Eco Projecto’ 09

O concurso escolar Eco Projecto’ 09, promovido pela associação Almargem e destinado a alunos finalistas do ensino secundário, já tem a lista de concorrentes definida e o número de grupos participantes quase quadruplicou em relação ao ano passado.



Anabela Santos, do Departamento de Educação Ambiental da Almargem, está feliz com o número de inscritos, dizendo mesmo que «as expectativas foram superadas».

A iniciativa, desenvolvida no âmbito da disciplina de Área de Projecto, é subordinada ao tema do ambiente e pretende que os alunos se envolvam com as problemáticas ecológicas e contribuam para a sua resolução apresentando um projecto em formato de poster. 
A responsável adianta que «há 17 projectos inscritos de nove escolas diferentes, sendo que as energias renováveis são a temática mais recorrente».

Para Anabela Santos, a realização de concursos desta natureza «é fundamental para tornar os jovens activos na sociedade, ainda para mais, jovens finalistas do secundário, que, para o ano, entram no ensino superior».



Agora que os trabalhos foram entregues, seguem-se duas fases de avaliação pois, dos 17 trabalhos, serão escolhidos cinco para que sejam apresentados oralmente ao júri composto por representantes da ANJE Algarve, Associação Almargem, jornal «barlavento», CCDR Algarve, Ecoteca de Olhão, Universidade do Algarve e Zoomarine. Depois, desse grupo restrito, serão escolhidos os três trabalhos vencedores, que serão anunciados até dia 12 de Junho.

Os participantes no projecto vencedor irão ganhar uma estadia de três dias nas Casas da Romaria, confraria de Mora, actividades desportivas no Clube Náutico de Avis e uma visita guiada ao Fluviário de Mora. 



Já os alunos que se classificarem em segundo lugar recebem uma entrada no Zoomarine com direito a Programa de Interacção com golfinhos, enquanto os terceiros classificados ganham também uma entrada no Zoomarine, mas com visita guiada.

Lista de Projectos candidatos por escola:

Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes (Portimão)

-Barcos Solares



Escola Secundária José Belchior Viegas (São Brás de Alportel)
- Requalificação do Jardim da Verbena
- Integração da riqueza da cortiça na sociedade
- Aquecedor solar de água

Escola Secundária Poeta António Aleixo (Portimão)
- Rendimento de produção de biodisel
- Cogumelos em Monchique

Escola Secundária Drª Laura Ayres (Quarteira)
- Energias Renováveis em veículos

Escola Secundária Pinheiro e Rosa (Faro)
- A escola e as energias alternativas
- Como combater a crise energética potenciando as energias renováveis?

Escola Secundária de Albufeira (Albufeira)
- Reabilitação Animal do Algarve

Escola Secundária João de Deus (Faro)
- Pasta de papel ao sol
- The Ecowatt Project
- Código XXII
- Viridis Verus

- Ecologicamente certo



Escola Secundária Padre António Martins de Oliveira (Lagoa)
- Eco solução

Escola Secundária Tomás Cabreira (Faro)
- Faro – Cidade Verde

Fontes: O Blog Verde & Barlavento Online

http://o-blog-verde.blogs.sapo.pt/tag/2009

http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=29927

Imagens:

http://namb-ualg.blogspot.com/search/label/Almargem - Logótipo da Almargem – Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve

http://i175.photobucket.com/albums/w127/daniel_trienal/IC006-ECO-KIT-2.jpg - Imagem da simulação da Praça da Alegria com recurso a um Eco-Kit

http://thumbs.dreamstime.com/thumb_344/12294712366JSsL7.jpg - Imagem de lâmpada com folha no seu interior

http://solarimagery.files.wordpress.com/2008/02/solar-sailor.jpg - Fotografia do exemplo dum barco a Energia Solar, neste caso da BP

http://namb-ualg.blogspot.com/search/label/Eco-Liceu - Logótipo do Eco-Liceu - Escola Secundária João de Deus em Faro, no Algarve
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Pedro Abrantes (NAMB)

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Praias algarvias recebem um milhão de euros

As autoridades ambientais vão investir este ano mais de um milhão de euros em doze praias algarvias, para evitar a erosão costeira e melhorar a segurança. 

Os trabalhos, que terão início no final da presente época balnear, contemplam também a melhoria dos acessos e estacionamento, a requalificação de espaços envolventes, balizamento de zonas de risco e alimentações de areia em praias com falésia, adiantou fonte da CCDR/Algarve à agência Lusa.

Iniciado em 2007, o investimento para a requalificação das praias algarvias previsto para 2008 e 2009 ascende a mais de três milhões de euros. 

Do total de investimentos previstos para este ano, a maior fatia será aplicada na contenção das arribas na Praia do Carvoeiro, em Lagoa, e no Plano de Praia do Castelo, em Albufeira, onde serão gastos 410 mil euros.

Nas "intervenções para minorar o risco" que vão incidir nas arribas das praias da Batata (Lagos) e da Albandeira (Lagoa), na vedação de Algares em João D’Arens (Portimão) e no balizamento de zonas de risco na Torre da Medronheira (Albufeira) e no Forte Novo (Loulé), serão aplicados 230 mil euros.

Serão ainda investidos 380 mil euros na melhoria dos acessos, estacionamentos e requalificação das zonas envolventes das praias do Camilo (Lagos), Olival (Lagoa), Coelha, Santa Eulália e Manuel Lourenço (Albufeira).

A intervenção na Praia da Coelha, em Albufeira, incluiu também a instalação de iluminação pública fotovoltaica, com carácter experimental, constituindo uma aposta da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, na utilização de energias renováveis em espaços públicos. 

As verbas aplicadas na requalificação das praias algarvias são provenientes de fundos comunitários do Programa Operacional Temático Valorização do Território (POVT), PROALGARVE, Programa do Turismo (PIT), Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e câmaras municipais.

De acordo com a CCDR/Algarve, no plano de investimentos para 2009, encontra-se a intervenção na Praia da Dona Ana, em Lagos, onde vão ser gastos mais de 1,6 milhões de euros, na consolidação das arribas e na alimentação artificial da praia.

A obra prevista no Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) Burgau/Vilamoura vai aumentar a capacidade balnear e a segurança dos utentes, com o alargamento do areal em cerca de 40 metros, mediante a deposição de areia que será retirada a cerca de 35 metros de profundidade ao largo da Ponta da Piedade.

A requalificação daquela praia, resulta de uma parceria entre o Instituto da Água, a CCDR/Algarve e a Câmara Municipal de Lagos, decorrendo os procedimentos administrativos do concurso da empreitada da alimentação de areia.

Fontes: Observatório do Algarve

http://www.algarveobserver.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=23588

Imagens:

http://www.imatico.lu/3_tourism_vale_do_lobo.jpg - Fotografia da Praia de Vale de Lobo, no Algarve

http://www.spec-net.com.au/press/1207/images/gre051207_img01.jpg - Fotografias de iluminação de rua com recurso a painéis fotovoltaicos

http://namb-ualg.blogspot.com/search/label/CCDR%20Alg – Logótipo da CCDRAlg - Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve

http://www.movitrom.com/files_produtos/solar/ilum_solar/thumb_western1.jpg - Imagem de iluminação de rua com recurso a painéis fotovoltaicos

http://www.vakantieappartementenalgarve.nl/files_holiday_apartments_europe_uk/map_algarve_12.jpg - Imagem do mapa do Algarve

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Pedro Abrantes (NAMB)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Faro: Requalificação da frente ribeirinha já tem primeiras "pistas"

Turismo e habitação previstos para a zona do Bom João


A criação de uma zona urbana, com espaço para núcleos habitacionais, comerciais e turísticos, é a proposta da Parque Expo para o bairro do Bom João, uma das áreas-chave do estudo para a requalificação da frente ribeirinha de Faro.

Afirmar a capital algarvia como “principal centro urbano e cosmopolita” da região é o objectivo estratégico do documento, ao apostar na criação de novas centralidades e de novas áreas verdes para dinamizar a face ribeirinha farense.

A apresentação pública do primeiro relatório do estudo realizou-se esta terça-feira, 3, num salão nobre da Câmara Municipal de Faro repleto de munícipes, que ouviram as prelecções dos técnicos da empresa e do presidente da autarquia, José Apolinário.

O documento incide sobre uma área de intervenção superior a 156 hectares e uma frente ribeirinha de 5,8 km, dividindo-se em duas áreas de acção: a poente, do parque ribeirinho ao centro histórico; e a nascente, até ao bairro do Bom João, incluindo, a sul, o cais comercial.

Dotar a cidade de uma “frente ribeirinha plena e vivida”, numa “lógica de complementaridade e sustentabilidade” entre os sistemas urbano e lagunar, é o principal eixo da proposta, no âmbito de um planeamento mais global.


“Já existe o Polis Ria Formosa, para o parque ribeirinho e as ilhas-barreira. Para a frente ribeirinha, em vez de iniciativas pontuais ou desgarradas, decidimos aceitar a mais-valia que é a Parque Expo para obter uma resposta estratégica”, sustentou José Apolinário.

Depois da análise à realidade local e planos existentes, o relatório preliminar aponta para uma estratégia funcional cuja base é a criação de duas novas centralidades urbanas (Bom João e zona da estação de comboios) e o reforço das centralidades existentes (teatro/zona comercial, baixa e centro histórico).

A criação de infra-estruturas náuticas e requalificação das actuais; a criação de áreas verdes; a reestruturação das acessibilidades viárias; a criação de um passeio pedonal ribeirinho e de atravessamentos pedonais são os outros pólos necessários para a “dinamização de uma nova vivência” da frente ribeirinha.

Centralidades

Para a zona industrial do Bom João, a Parque Expo indica uma área habitacional e de turismo, com comércio, serviços e equipamentos, e José Apolinário admite existir interesse de promotores privados, embora haja um obstáculo sério para ultrapassar: os depósitos de combustíveis.



A junção de uma marina ao cais comercial é outra das ideias avançadas pela empresa. A coordenadora do estudo, Ana Lopes, disse “ser possível conciliar” os dois equipamentos, lembrando o caso de Vigo, em Espanha.

A poente, os grandes vectores são a criação de um interface multimodal (comboio/autocarro/barcos) de qualidade e a requalificação dos armazéns devolutos e do espaço da estação de comboios.

Nesta fase preliminar, a autarquia decidiu abrir a discussão aos cidadãos. “Achámos importante abrir o estudo à população, pedindo comentários e contributos, que serão depois «mastigados» pela Parque Expo”, disse José Apolinário. O documento preliminar estará disponível no sítio online da autarquia.

Alguns dos munícipes que participaram na sessão de terça-feira colocaram ênfase na “barreira” que constitui a linha dos caminhos-de-ferro, mas o autarca deixou claro que a sua remoção não está, para já, em agenda, uma vez que pode ser aproveitada, a longo prazo, para um transporte ferroviário mais ligeiro.



Em meados de 2009, a Parque Expo terá de entregar um relatório final, que incluirá a apresentação de “soluções para a execução do projecto”, nomeadamente, de acordo com o administrador José Manuel Catarino, “a programação física e financeira” para algumas obras.

Fonte: Região Sul

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=91690

Imagens:

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=91690 – Mapa da zona ribeirinha de Faro, com algumas modificações

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=91690 – Fotografia do Presidente José Apolinário numa reunião de Câmara

http://www.travel-images.com/faro.jpg - Logótipo com brasão da Cidade de Faro

http://www.univ-paris13.fr/CRIDAF/VilleCity/Faro/MapaFaroA.jpg - Imagem do mapa da zona ribeirinha da Cidade de Faro

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Pedro Abrantes (NAMB)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Nuno Brandão Costa ganha concurso público de ideias

Nuno Brandão Costa é o vencedor do concurso de ideias para a Praia de Faro, lançado em Julho passado pela Direcção Regional de Economia do Algarve (DREAlg), com vista a seleccionar a melhor proposta de ideias para a requalificação e ordenamento da frente de mar.

Com este concurso pretende-se estabelecer um programa base de intervenções destinadas a constituir as linhas de orientação de futuros Planos Municipais de Ordenamento e de outros projectos da autarquia.

O júri do concurso, que integrava um jurado designado pela Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos, atribuiu o segundo e terceiro lugar na hierarquização, respectivamente, a Nuno Carrôlo e Francisco Freitas (Atelier RUA).


O vencedor pretende conseguir com esta proposta, com parque de estacionamento nas proximidades do Aeroporto de Faro e com uma nova ponte sobre a Ria Formosa, a ideia de um novo Ambiente.

Propõe-se assim “o desenho de um Sistema, que se desenvolve na geometria linear do Sítio, alastrando-se sobre o território a intervir, acompanhando o sentido longitudinal dos elementos naturais existentes, a ampliar na sua visibilidade e presença” diz o comunicado descritivo do projecto.




O arquitecto sugere ainda que o sector mais urbanizado da Ilha se estenda através um pavimento uniforme em calçada de pedra da região, para assim se converter uma estrada urbana numa série linear de passeios e ciclovia.

O objectivo da proposta é potenciar a paisagem e o seu carácter único, nivelando-se um plano que desenvolve uma estrutura horizontal que integra a resolução do programa: os acessos, os novos equipamentos, o sistema de mobilidade (ciclovia, TRAM, pedonal, trânsito mecânico condicionado), as novas construções (para realojamento), as praças, os pavimentos, os acessos à praia, os apoios de praia e os equipamentos associados, os cais de ria, a nova ponte e o parque de estacionamento.



Nuno Brandão Costa aponta ainda para novas dunas que vão ser criadas nos espaços demolidos, iniciando-se desta forma o processo de renaturalização da ilha.

Fonte: Região Sul

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=90750

Imagens:

http://lh5.ggpht.com/__QS7ovKc8hs/RyoqDZmx9tI/AAAAAAAAAGw/QIVGYgGsgaI/DSC02210.JPG - Fotografia da praia de Faro, no Verão

http://www.fne.pt/images_old/me/FNEimg_drealg.jpg - Imagem referente à DREALG – Direcção Regional de Educação do Algarve

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=90750 - Esquema das intervenções a tomarem lugar na Praia de Faro

http://www.algarveobserver.com/cna/Images%5Cpraia_de_faro.jpg – Fotografia aérea da Praia de Faro

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Pedro Abrantes (NAMB)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Algarve/Polis - Acções no terreno iniciam-se agora em Janeiro

A primeira acção no terreno ao abrigo do programa Polis da Ria Formosa deverá avançar em este mês, com a limpeza de resíduos e retirada de entulho e embarcações velhas de algumas das ilhas-barreira.



Segundo fonte da Sociedade Polis, já se iniciaram os trabalhos preparatórios para a empreitada, que deverá, durante cerca de um mês e meio, estender-se a várias ilhas e cujo custo rondará os 728 mil euros.

A acção, que arranca em meados de Janeiro, incidirá sobretudo na Ilha da Culatra (a mais populosa e também onde existem mais resíduos a ser retirados), mas vai estender-se igualmente à Praia de Faro, Farol e Hangares.

No Porto de Faro está a ser ultimada a construção de um estaleiro, que servirá de base à acção do Polis e onde se reunirão os trabalhadores envolvidos na operação, adiantou a mesma fonte.


Os trabalhos de requalificação previstos para a vila de Cabanas deverão igualmente arrancar durante este mês, uma empreitada cuja adjudicação ainda não foi feita, mas cujo custo ronda os 2,7 milhões de euros.

Com uma duração prevista de seis meses, os trabalhos de requalificação incluem arranjos paisagísticos, a colocação de calçada portuguesa ao longo da marginal e a construção de um novo passeio, suspenso, ao longo das margens da ria.



Entretanto, prossegue o levantamento das construções na Ria Formosa.

O Polis é um plano estratégico de valorização e requalificação da Ria Formosa que envolve investimentos na ordem dos 87,5 milhões de euros, a aplicar entre 2008 e 2012, e prevê a intervenção em cinco concelhos algarvios: Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António.
Lusa

Fonte: Algarve Press

http://www.algarvepress.net/conteudo.php?menu=-1&cat=Regional&scat=Ambiente&id=3625

Imagens:

http://img515.imageshack.us/img515/7730/polistd0.jpg - Fotografia aérea da Ria Formosa e zona que será afectada pelo Programa Polis

http://cache01.stormap.sapo.pt/fotostore01/fotos/e7/d3/34/154_0000qsey.jpg - Logótipo do Programa Polis

http://i164.photobucket.com/albums/u17/banithor/Portugal/Cidades%20de%20Praia%20PT/Algarve/TaviraCostaeRiaFormosa.jpg - Fotografia aérea da Ria Formosa

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Pedro Abrantes (NAMB)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

CIMPOR: reposição de vegetação só em 2010

A recuperação paisagística que o Centro de Produção de Loulé da Cimpor tinha previsto iniciar ainda em 2008 só deverá começar em 2009 para estar concluída em 2010, sendo esta a primeira fase de muitas outras que vão suceder.


Recorde-se, em Junho de 2006, o presidente do PSD/Algarve e deputado Mendes Bota reuniu com a administração da Cimpor, tendo sido, posteriormente anunciado que a empresa iria repor a vegetação, a partir deste ano, num investimento na ordem dos 250 mil euros.

No entanto, o prazo acabou por não ser cumprido. “A previsão era para iniciar a recuperação desta área em função dos volumes que esperávamos consumir de calcário nos dois anos que vieram depois daquela reunião (2006). Hoje a situação é que ainda não conseguimos chegar com os pisos ao nível final para que pudéssemos iniciar a recuperação” justificou ao Região Sul o director do Centro de Produção de Loulé, Hélio Viero.




O responsável pela fábrica em Loulé explicou o adiamento: “uma das razões tem a ver com o consumo de calcário em função dos volumes de produção que vem caindo e com esta crise devemos atrasar um pouco mais. E a outra tem a ver com os consumos das próprias matérias-primas e das suas composições químicas”.

O plano acabou por ser reformulado e a empresa tem agora um novo para os próximos três anos que engloba três pisos e consiste na recuperação, ou seja, “fazer novamente um talude natural, colocar lá terras e plantação de sementes e árvores” refere o responsável. Está assim previsto o faseamento da exploração, com arranque da fase um (cota 200) para início de 2009 e começo de uma parte da requalificação em 2010.



“Prevemos em 2010 ter alguma remodelação feita na zona norte e espalhar terra vegetal na parte norte-noroeste. Não dá para fazer tudo (o talude inteiro) mas algum espalhamento de terra vegetal e algumas plantações. Este é o plano que pretendemos atingir mas tudo depende também da área de consumo de calcário, caindo o consumo paramos de explorar a pedreira. Não se pode recuperar aquilo que não está explorado” justifica.

“A cota seguinte está prevista acabar em 2011/12 e depois as várias fases que são as várias cotas. A fase dois, que é a cota 190, está prevista terminar em 2012 e a fase três, que é a cota 180, em 2013, e por ai adiante pelo menos até 2048” continua.




No final desta recuperação pretende-se que cada patamar tenha uma rua de acesso, com plantações de árvores. O processo contempla ainda uma bacia de retenção de águas fluviais (que hoje já existe), onde toda a água é usada para regar as plantas e os caminhos para evitar o pó. No final, essa bacia vai permanecer “como se fosse um lago” diz Hélio Viero.

Luz verde para co-incineração de combustíveis alternativos

Em 2006, a Cimpor apresentou na Câmara Municipal dois projectos, um relativo à queima de farinhas animais e o outro para a queima de combustíveis alternativos. No entanto, a autarquia chumbou o pedido com a vista ao licenciamento de obras para futura co-incineração por considerar que se tratava de um risco para a saúde pública.



Uma vez que a fábrica de Loulé já tinha comprado toda a instalação, o projecto acabou por ser transferido para a fábrica de Alhandra que actualmente possui dois fornos que “permitem a queima de farinhas animais e que vem fazendo essa queima sem nenhum impacto ambiental maior” diz o director com Centro de Loulé.

No ano passado, a Cimpor de Loulé voltou a fazer um novo pedido à Câmara Municipal, para que esta fizesse uma análise em separado dos dois projectos referidos e conseguiu ver aprovado o pedido para a concessão da instalação que vai fazer a queima de combustíveis alternativos que estará apta para operação em Maio de 2009.




“Temos já alguns pedidos da própria câmara, pedidos da GNR, de órgãos autárquicos para queima de alguns resíduos como palmeiras contaminadas, destruição de documentos da GNR ou do aeroporto de Faro” acrescenta Hélio Viero.

Produção em números

O Centro de Produção de Loulé iniciou a sua actividade em 1973, com uma capacidade instalada de 350 mil toneladas por ano de cimento. Desde então, tem vindo a ser sujeita a transformações e ampliações profundas.

Foi uma das primeiras fábricas do País a produzir pelo processo de via seca integral e a primeira a utilizar a técnica de pré-homogeneização na preparação das matérias-primas.

Em 1983 a fábrica expandiu a sua capacidade para 600 mil toneladas por ano em 1987 procedeu-se à reconversão do combustível, na queima de fuel óleo para carvão.

Actualmente, a empresa produz cerca de 600 mil toneladas de clinquer por ano, exportando cerca de 200 mil toneladas para Espanha, um número que tem vindo a cair nos últimos anos, e vende cerca de 500 mil toneladas de cimento, a nível local.

Fonte: Região Sul

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=90473

Imagens:

http://www.masterved.com.br/imagem/cimpor.jpg - Logótipo da CIMPOR

http://www.novaatitude.com.br/images/cimpor_05.jpg - Banner de promoção da CIMPOR

http://denunciacoimbra2.files.wordpress.com/2008/02/souselas1.jpg - Fotografia duma fábrica de Cimentos da CIMPOR

http://www.coe.int/t/pace/campaign/stopviolence/news/news_ega_24062008_en-mendesbota_session_pace_05102007-1.jpg - Fotografia do presidente do PSD/Algarve e deputado Mendes Bota

http://www.rinconesdelatlantico.com/num3/azores/12.jpg - Fotografia de requalificação e reposição da vegetação

http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/coincineracaovx83.3e3sao8f5eeckk8k4kc8c0w48.brydu4hw7fso0k00sowcc8ko4.th.jpeg - Banner “Não à Co-Incineração”

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Pedro Abrantes (NAMB)