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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Ria Formosa: trabalhadores começaram a retirar 800 toneladas de resíduos

A Sociedade Polis Ria Formosa iniciou hoje a limpeza de mais de 800 toneladas de resíduos ali acumulados há décadas, retirando o entulho das áreas navegáveis e margens junto à Ilha da Culatra. Eliminar a poluição é um dos objectivos da empreitada, orçada em 728 mil euros e que visa retirar das ilhas-barreira e parte continental da ria embarcações velhas, entulho, artes de pesca degradas e outros resíduos. 



A acção arrancou na Ilha da Culatra - a mais populosa e também onde existem mais resíduos a ser retirados -, embora tivesse sido já feita uma intervenção, por terra, na zona nascente da Praia de Faro. Durante as próximas semanas, uma barcaça vai transportar todos os resíduos recolhidos pela equipa de cerca de dez homens, que, com a ajuda de escavadoras, tem realizado as operações, agora centradas na Culatra. 

Segundo João Arantes de Oliveira, coordenador da Sociedade Polis Ria Formosa, ainda não há calendarização para a dragagem, mas nos próximos meses será feita uma operação de emergência em locais de maior risco. "O material dragado será utilizado para reforço das zonas onde há maior risco de erosão", afirmou, acrescentando que as operações de emergência incidirão sobretudo em Olhão e Tavira. 



Entretanto, continua por concluir nas ilhas o levantamento das construções existentes nas ilhas e também a contabilização do número de habitantes e actividade profissional que desenvolvem. 

O último inventário do género foi realizado há 14 anos pelo Parque Natural da Ria Formosa (PNRF), mas desde então procederam-se algumas alterações, como a ampliação de habitações, o fecho de outras ou a perda do respectivo número de porta. 



Fonte: O Blog Verde

http://o-blog-verde.blogs.sapo.pt/77169.html

Imagens:

http://www.parqueexpo.pt/SiteCollectionImages/Notícias/AF_MARCA_POLIS_LITORAL-3.jpg – Logótipo do Programa Polis Litoral para a Ria Formosa

http://adefesadefaro.blogspot.com/2008/11/demolies-at-ao-vero.html - Fotografia de habitações para demolição

http://www.fotodependente.com/data/media/6/foto_limpeza_praia1.jpg - Fotografia de tractor de limpeza de praias

Pedro Abrantes (NAMB)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Tertúlia dos Cafetantes debate aproveitamento das águas das ETARs

A Recreativa (rica) de Olhão recebe dia 15 de Abril uma palestra sobre o aproveitamento das águas das ETARs, com Manuel da Silva Costa que tem vindo a estudar a resolução deste problema e apontando para uma reutilização das águas. 



“Os milhares de hectolitros de águas impróprias que diariamente as ETARs descarregam na Ria Formosa são os maiores responsáveis pela poluição e ameaça a este sensível ecossistema” explica em comunicado a Tertúlia dos Cafetantes, grupo que organiza o evento. 



A palestra tem início pelas 21:30 horas.

Fonte: Região Sul

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=93486

Imagens:

http://www.palmbeachhouseplants.com/images/Watering.jpg - Fotografia de uma menina a regar um vaso com flores

http://cancrosdorio.blogs.sapo.pt/arquivo/etar-amares-cavado.jpg - Fotografia de águas residuais
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Pedro Abrantes (NAMB)

quarta-feira, 25 de março de 2009

Vilamoura vai ter bicicletas de uso partilhado

Sistema tem em vista uma menor poluição e uma melhoria da qualidade de vida



Tal como as cidades de Paris, Saragoça, Barcelona, Sevilha e Lyon, também Vilamoura se prepara para adoptar um sistema de bicicletas de uso partilhado, já no próximo mês de Agosto, com viagens de 30 minutos, disponíveis 24 horas por dia. 



O sistema vai ser implementado pela Inframoura, E.M. Empresa de Infraestruturas de Vilamoura, que pretende aliar uma menor poluição a um maior exercício físico e, consequentemente a uma melhoria da qualidade de vida. 

Para aderir basta comprar um cartão, que custa entre 25 e 30 euros por ano, passar numa das 20 estações que Vilamoura vai ter disponíveis, retirar uma bicicleta e seguir até ao seu destino. Uma vez terminada a tarefa, basta ir a uma estação, levantar outra bicicleta e continuar a viagem. 



A ligação a um sistema informático e um chip permitem saber onde estão as «duas rodas» que estão munidas de um sistema anti-vandalismo já que cada unidade tem várias peças únicas e uma manutenção permanente. Qualquer incidente, por exemplo um furo, é reparado na hora, enquanto o utilizador segue viagem numa outra bicicleta. 

Se por acaso uma estação tiver menos de cinco unidades disponíveis, uma carrinha de transportes encarrega-se de repor as bicicletas necessárias à circulação. 



A Inframoura lançou o primeiro concurso público em Portugal para que a instalação e manutenção do serviço de bicicletas partilhadas seja uma contrapartida pela exploração de espaços publicitários no domínio público de Vilamoura.

Fontes: Região Sul

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=92656

Imagens:

http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=92656 – Fotografia do sistema de bicicletas de uso partilhado em Barcelona

http://www.brandsoftheworld.com/download/brand/49646.html - Logótipo de Vilamoura

http://images.marinas.com/med_res_id/82126 - Fotografia aérea da zona da Marina de Vilamoura

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi8lNSIzfj6RP2ESmiBHJPJ1NLQ4Pg9Rfr3ItYFxtNrv-rxc1ZT7uQoKInqqBC9WVZZKRP9c-T-wKd7-hjlwBIls6iu3GGgqI7VH0ofiIlrPwmGx-6GxMq9Sp1ExqEyNvr-ocTWngbgfwY/s200/inframoura.jpg - Logótipo da Inframoura – Empresa de Infraestruturas de Vilamoura
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Pedro Abrantes (NAMB)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

UNESCO baptiza centro em Olhão

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O Algarve vai ter um centro internacional de investigação na área da gestão dos recursos hídricos. Minimizar impacto de um tsunami é um dos objectivos.

Peritos da organização estão hoje no Algarve a avaliar as condições para instalar na região um centro UNESCO na área da ecohidrologia costeira, um projecto que envolve três ministérios e outras entidades. 

No mundo inteiro, existem apenas 17 centros do género sob a égide daquela organização internacional, um conjunto restrito que vai contar agora com mais um equipamento, cujos laboratórios ficarão instalados em Olhão.

Segundo o responsável pela proposta apresentada à UNESCO, Luís Chícharo, o centro, apesar de ter o apoio científico da instituição que impulsionou o projecto, será autónomo da Universidade do Algarve.

Um edifício está a ser construído em Olhão para acolher os laboratórios, que de início funcionarão num outro espaço, prevendo-se que em Faro funcione o secretariado e que haja uma estação de campo em Vila Real de Santo António.

Esta estação de campo deverá estar preparada para receber cursos internacionais e servir como zona para ensaiar algum trabalho prático na área da ecohidrologia, cujas aplicações se estendem a vários níveis.

Como exemplo, Luís Chícharo comparou a abordagem usada na ecohidrologia à medicina alternativa, onde em vez de se ministrar antibióticos e agir de forma drástica, se age de forma preventiva para melhor gerir os recursos.

"A ideia é melhorar o funcionamento dos sistemas aquáticos usando os processos internos dos próprios ecossistemas", referiu, acrescentando que a aposta está na prevenção e não em agir drasticamente. 

'Sentido proibido' para tsunamis

Uma das aplicações possíveis é, segundo aquele docente da Universidade do Algarve, por exemplo, a plantação de árvores junto às zonas costeiras para a protecção contra tsunamis.

"Se houver árvores plantadas perto das zonas costeiras, forma-se uma barreira natural que pode minimizar o impacto da onda e atenuar uma possível catástrofe", exemplificou.

Outras aplicações que usam os mecanismos naturais do próprio ecossistema para solucionar problemas hídricos podem ser a utilização de bivalves para filtrar a poluição ou de plantas para reter excesso de nutrientes.

"A vantagem é que são sistemas muito baratos e que podem ser exportados para países em desenvolvimento, uma questão que tem merecido a atenção da UNESCO", sublinha Luís Chícharo. 

Segundo o professor, a instalação de um centro do género em Portugal assume uma grande importância porque representa quase uma mudança de paradigma, já que vez de importar, como habitualmente, Portugal poderá exportar conhecimento.

A candidatura portuguesa à instalação do centro da UNESCO foi apresentada em Janeiro deste ano e desenvolvida pela Comissão Nacional do Programa Hidrológico e contou com o apoio científico da Universidade do Algarve.

Em Abril, deverá ser apresentado o relatório elaborado pelos peritos que estão de visita ao Algarve, que se encontram no terreno já na fase final do estudo de viabilidade para a implantação do centro.

A proposta deverá merecer aprovação definitiva e formal na próxima reunião da Conferência Geral da UNESCO, altura em que se juntam os 193 países da organização, que têm que ratificá-la.

Nas avaliações que estão em curso no Algarve, participam representantes de três ministérios, Ciência e Tecnologia, Ambiente e Negócios Estrangeiros, a par de autarquias e entidades locais de gestão da água.

Fontes: Observatório do Algarve

http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=26488

Imagens:

http://resistir.info/eua/imagens/tsunami.jpg - Fotografia de Tsunami a atingir uma cidade costeira

http://www.esec-filipa-vilhena.rcts.pt/images/unesco_1.gif - Logótipo da UNESCO

http://nature.zip.net/images/tsunami_boy.jpg - Imagem de onda no deserto

http://www.sxc.hu/browse.phtml?f=download&id=973269 – Imagem de Ondas sonoras

http://www.frankiedrk.de/Pics/tsunami.jpg - Fotografia de várias Ondas

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Pedro Abrantes (NAMB)

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

QUERCUS APONTA ALBUFEIRA COMO LIDER NACIONAL EM PRAIAS DE OURO

Segundo a Quercus, em comparação com 2007, houveram mais quatro praias com qualidade de ouro, num total de 200 das 508 zonas balneares. O concelho com maior número de praias com qualidade da água de ouro foi Albufeira (com 17 zonas balneares). As praias reconhecidas com o galardão de Ouro foram: Arrifes, Aveiros, Belharucas, Castelo, Coelha, Evaristo, Falésia, Galé Oeste, Manuel Lourenço, Maria Luísa, Oura, Rocha Baixinha Nascente, Rocha Baixinha Poente, S. Rafael, Salgados e Santa Eulália.


A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza resolveu seleccionar todas as praias que em Portugal têm tido nos últimos cinco anos (2003 a 2007) sempre qualidade de água classificada como boa e que na época balnear de 2007 tiveram sempre análises boas.


Esta avaliação efectuada pela Quercus é ainda mais limitada em comparação com a atribuição da Bandeira Azul porque apenas se baseia na qualidade da água das praias, apesar de ser mais exigente neste aspecto.



A classificação geral das praias em termos de qualidade da água é disponibilizada pelo Instituto da Água ao abrigo da legislação nacional e comunitária.



O objectivo da Quercus é realçar as garantias de praias que ao longo de vários anos (cinco, neste caso), sistematicamente apresentam boa qualidade, e que possam desta forma, contribuir para uma maior fiabilidade no que respeita à boa qualidade da sua água, confirmando ainda a sua excelência na última época balnear (dados consultados através do site snirh.inag.pt ). Ficam de fora desta lista as zonas balneares com menos de cinco anos e aquelas que só mais recentemente viram resolvidos os seus problemas de poluição, ou onde se tenha verificado na última época balnear análises aceitáveis ou más.



Podem estar incluídas nesta listagem praias onde algumas análises ao longo dos cinco anos tenham sido objecto de derrogação por diversas circunstâncias, em particular condições meteorológicas adversas, mas cuja justificação tenha sido aceite no quadro da legislação vigente.



Fonte: Algarve Press

URL: http://www.algarvepress.net/conteudo.php?menu=-1&cat=Turismo&scat=Ambiente&id=1759

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Pedro Abrantes (NAMB)